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7.7.11

OPINIÃO: Canil Municipal da Lagoa ou “Campo de Concentração Canino”



Escrito por Tina

Quarta, 06 Julho 2011 11:00

Até onde começa e termina a dignidade de um ser vivo!? Aqui deixo uma pergunta ao Senhor Presidente da Câmara Municipal da Lagoa; os cães que a sua autarquia recolhe, assim que entram no canil municipal deixam de ser seres vivos? Será que o senhor ou o seus colaboradores também cuidam dos animais que tem em casa da mesma forma? É um quadro horrendo e pouco dignificante aquele que qualquer pessoa ao fazer uma visita ao Canil Municipal da Lagoa tem como cartão de visita. Cães amontoados uns em cima dos outros, sem um mínimo de higiene e onde os caixotes de lixo servem quase de parede para que ninguém veja tamanha desgraça. Será que eu por ser mulher tenho uma visão diferente dos mínimos necessários para o bem estar dos animais!? Como é possivel colocar tantos cães juntos com canis vazios!? De que serve ter meia dúzia de recipientes para colocar água e comida se nem uma gota disponível os animais tem para beber, nem tão pouco um simples grão de ração. Gastam-se milhares em festas, fogo de artifício para regozijo da população e mais uns votos estarão garantidos. No Canil Municipal da Lagoa, nem água nem condições. Não há votos pois claro...


Que ética, ou conhecimento profissional existe por parte dos funcionários responsáveis por esta área!?

Como se diz habitualmente, e muito bem "o cão é o espelho do dono", neste caso o quadro negro que se vê no Canil Municipal da Lagoa é o espelho de quem?


Termino com uma frase de George Orwell - "Os animais são todos iguais, mas uns mais iguais que outros"

Texto e fotos: Diário dos Açores

20.7.10

Proteste: Tourada Bee Clean


BEE CLEAN OU EMPRESA SUJA?


Uma das maiores empresas de manutenção e limpeza do Canadá “Bee.Clean” vai promover no próximo dia 27 de Julho uma tourada à corda na Lagoa, ilha de São Miguel.

Apelamos a todos o envio de mails, à empresa, à embaixada do Canadá, ao consulado do Canadá em Ponta Delgada e à Câmara Municipal da Lagoa, a fim de manifestarmos a nossa opinião contra a realização daquele tipo de espectáculos que em nada dignificam quem os promove e enxovalha a nossa terra.



ENDEREÇOS:

info@bee-clean.com, lsbon@international.gc.ca, honconpdl@az.netcabo.pt, gabpres-cml@mail.telepac.pt

bcc: acoresmelhores@gmail.com, acores@lusa.pt


Exmos Senhores,

Foi com perplexidade e alguma tristeza que tomámos conhecimento que a prestigiada empresa canadiana Bee Clean vai promover uma tourada à corda na freguesia do Cabouco, ilha de São Miguel.

Como é do Vosso conhecimento as touradas não são tradicionais da ilha de São Miguel e a tourada à corda nesta ilha faz parte da estratégia de um grupo minoritário que a pretende generalizar, nos Açores, com o objectivo de legalizar as touradas picadas e os touros de morte.

Além disso, as touradas, para além de não criarem riqueza e de desconceituarem a nossa terra aos olhos dos estrangeiros que nos visitam, são um dos veículos de promoção da insensibilidade e de deseducação para com o respeito que todos devemos ter para com os animais.

Como pessoas que querem o progresso da nossa Terra repudiamos a atitude da Bee Clean e apelamos para que esta reconsidere a sua atitude.

Os Açores não precisam do contributo de quem para cá vem promover o retrocesso civilizacional.

A Bee Clean para além de ser uma empresa de limpeza precisa de ser, também, uma empresa limpa.

Com os melhores cumprimentos

(Nome)
(Localidade)

17.11.09

Ainda a Vacada e São Martinho

Isto é que é a cultura, abençoada pelo Presidente da Câmara Municipal da Lagoa e o respeito pelos animais.

E diz-se ele preocupado com os cães vadios!



http://www.youtube.com/watch?v=ICRTQSf-c0A

6.11.09

Lagoa: São Martinho com vacada


São Martinho está associado a castanhas e (bom) vinho. Mas, a partirde agora por mão que não quer dar a cara, passa a estar associado a"vacada".
É caso para dizer, a deseducação, o desrespeito pelos animais continuam à solta na Lagoa. Esperamos que por trás da iniciativa nãoesteja a sombra do seu presidente da Câmara que, pensando na igualdadede género a seguir à tourada promove uma vacada.


José Soares

19.8.09

Pescadores contra tourada na Caloura


A tourada promovida pela Câmara Municipal da Lagoa, no passado dia 17, no porto da Caloura (São Miguel, Açores) foi responsável pelo albalroamento e afundamento de um barco de pesca, tendo três pescadores sofrido ferimentos ligeiros.

Maria Lopes, proprietária do barco manifestou-se contra as touradas naquela localidade e de acordo com a reportagem da RTP-A os pescadores exigem o pagamento dos prejuizos porque não gostam nem querem touradas à corda no porto da Caloura.


A reportagem pode ser vista aqui: http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=1505&idpod=28633&formato=wmv&pag=recentes&escolha=

13.8.09

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DA LAGOA

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lagoa,


Embora não nos tenha surpreendido, tomamos conhecimento que a autarquia presidida por V. Ex.ª, não satisfeita com os erros já cometidos, vai voltar a promover mais uma tourada à corda no concelho da Lagoa.
Se já era estranho organizar uma tourada, na ilha de São Miguel, com o objectivo de pretensamente promover o mundo rural mais estranho é integrar uma tourada numa festa de homenagem a uma comunidade piscatória como a da Caloura.
Como pessoa com um grau de instrução de nível superior, julgávamos que teria a criatividade e o bom senso de, em vez de utilizar um pseudo espectáculo que torna as pessoas mais insensíveis ao sofrimento (ao bem estar) dos animais e das próprias pessoas, socorrer-se de outros meios que pudessem aliar o divertimento à formação cultural e cívica da população local
Com a promoção de touradas a Câmara Municipal da Lagoa não está a contribuir para a elevação cultural e espiritual da população concelhia, nem está a promover o turismo. Pelo contrário, está a usar a arma do populismo, pensando conquistar votos, e a colaborar com uma elite da Terceira que pretende levar a tourada a ganhar novos públicos com vista a abrir caminho para a legalização da Sorte de Varas e dos Touros de Morte nos Açores.
Embora com pouca esperança em sermos atendidos, vimos apelar a V. Exa. para que volte atrás na sua intenção e use o dinheiro em causa para apoiar, ainda mais, uma ou várias instituições da freguesia de Água de Pau, como as equipas de formação do Santiago Futebol Clube, a Banda Filarmónica Fraternidade Rural, o Grupo Folclórico Jovem Pauense, o Centro Cultural da Caloura, etc., ou instituir bolsas de estudo destinadas a jovens pauenses.
Terminaríamos, com uma questão: “Será que o concelho da Lagoa e no caso presente a freguesia de Água de Pau é tão pobre culturalmente (ou não tem as suas próprias tradições) que necessita de importar tradições de outras paragens?”
Com os melhores cumprimentos

Afonso Almeida
Alberto Francisco Albertino Monteiro
Alexandra Manes
Ana Catarina Rodrigues
Ana Loura
Ana Taveira
Ana Teresa Fernandes Bahia Simões
Ana Teresa Simões
Andrea Fernandes Simões Ribeiro
António Eduardo Soares de Sousa
Bárbara Bernardino
Bernardo Ribeiro
Carlos Gouveia
Cassilda Pascoal
Catarina Mariz
Celme Tavares
Clara Martins
Clara Patuleia
Constança Quaresma
Cristina Alexandra Raposo Monteiro
Cristina D'Eça Leal Soares Vieira
Débora Cabral
Diogo Gonçalves
Diogo Santos Caetano
Dulcineia Guerra
Eva Almeida Lima
Francisca Catarino
Felipe Sousa Lima
Fernanda Cabral
Filipa Vieira de Pina
Filipe Pereira
Gabriela Mota Vieira
Gabriela Oliveira
Gabriela Ferraz Lúcio de Sales
George Hayes
Gisela Melo
Gonçalo Duarte
Gonçalo de Portugal
João Gonçalves
João Pacheco
Joana D'Eça Leal Soares Vieira
Joana Gonçalves
Joaquim Bernardino
Joaquim Pessoa de Morais
Julia Bentz
Leonor Quaresma
Lúcia Oliveira Ventura
Lúcia Tavares de Sousa
Marco Cabral
Margarida Diniz
Margarida Pereira Benevides
Maria Elvira Almeida
Maria José Lemos Duarte
Maria Lopes
Mário Carvalho
Maria Clementina Prieto
Maria da Lurdes Fontes
Maria do Carmo Franco Fernandes
Maria do Carmo Medeiros Franco Fernandes
Maria Helena D'Eça Leal
Maria Manuela da Mota Âmbar de Melo
Maria Manuela Forjaz Sampaio
Maria Margarida Soares de Sousa
Marta Valente
Miguel Carvalho
Miguel Fontes Cabral
Miguel Wallenstein
Mónica Santos
Nelson Manuel Furtado Correia
Nuno Pascoal
Pedro Pacheco
Pedro Soares Vieira
Raquel Gomes
Raquel Michielsen Ramos
Rita Bernardino
Rita Sousa Melo
Rodrigo Rivera
Rúben Cabral
Rui Alberto da Silva Vaz Teixeira
Rui Moniz
Rui Santos
Sebastião Barreiras
Sílvia Barbosa Melo
Sofia Teixeira
Teófilo Soares de Braga
Teresa Cotta
Tiago Pereira
Vera Borges
Vitor Hugo Soares Carvalho

23.7.09

Tourada à Corda na Lagoa



Fisco "ataca" touradas à corda



O presidente da câmara da Lagoa, João Ponte, negou ontem ter dado instruções a funcionários da autarquia para arrancar das mãos de populares cartazes manifestando-se contra a tourada à corda que estava a decorrer no Porto dos Carneiros. Entretanto, alguns dos manifestantes pediram a agentes da PSP para identificaram estas pessoas e ainda ontem procuraram apresentar uma queixa formal acusando-as de agressões verbais e tentativa de agressões físicas.
Tem havido uma onda de protestos a partir de associações ecológicas e cidadãos em nome individual contra a prática de touradas à corda em São Miguel. Alguns populares, que não estão ainda organizados em associação, concentraram-se no recinto da tourada com cartazes a criticar a iniciativa que juntou no Porto dos Carneiros (onde existe uma das maiores densidades de tabernas por metro quadrado) alguns milhares de pessoas, principalmente jovens.
De um momento para o outro, indivíduos que a PSP conhece, aproximaram-se dos manifestantes e retiraram à força os cartazes que estavam expostos.
Com a tourada que não é tradição na ilha de São Miguel a Câmara Municipal da Lagoa está a fomentar o alcoolismo, a indiferença face ao bem-estar animal e a colocar em risco a vida das pessoas, afirma, a propósito, o ambientalista açoriano Teófilo Braga.
O presidente da Câmara, João Ponte, proferiu, a propósito, declarações ao Correio dos Açores em que afirma que vai realizar uma segunda tourada à corda na Lagoa em Agosto.

Correio dos Açores - É acusado por populares de ter dado instruções para que funcionários da Câmara arrancassem os cartazes criticando a tourada e que estavam expostos no recinto público onde decorria a iniciativa
João Ponte (presidente da câmara municipal da Lagoa) Não é verdade. O que é facto é que foram colocadas num dos pontos do espectáculo umas faixas com algumas mensagens até eu não diria ofensivas contra a câmara, mas que se pode até considerar -, e é natural que alguns populares revoltados com esta situação as retiraram mas isso é normal. A única pessoa que estava de serviço era o presidente da Câmara. Não havia mais ninguém de serviço. Portanto, desconheço que tenham sido funcionários da Câmara.

As pessoas identificadas pela PSP podem ser funcionários da Câmara
Isso não sei. Os funcionários da Câmara estão ao serviço das oito da manhã às cinco da tarde. Fora destas horas de semana ou ao fim-de-semana, os funcionários da Câmara têm o direito de assistir às touradas e fazer aquilo que quiserem.
Não entende que as pessoas têm o direito de se manifestarem contra as touradas?
O que eu acho é que estas pessoas, se têm o direito à manifestação, não é isso que está em causa, agora, obviamente que, indo-se manifestar para um espectáculos onde haviam milhares de pessoas que queriam ver a tourada... As pessoas têm o direito a indignarem-se. O direito à indignação está consagrado na nossa recente democracia. Não tenho nada a dizer sobre esta matéria. O que é facto é que havia cartazes que acabaram por ser retirados por populares. Tomei conhecimento desta situação. Lamento é que eles escolham os espectáculos e as zonas que lhes estão consignadas para o fazer.
Admira-me que destas pessoas - que são tão protectoras dos animais -, nunca tenha visto uma mensagem delas em relação aos cães vadios que atacam os vitelos que são mortos nas pastagens. Não acha estranho também que esta sociedade protectora dos animais não tenha uma palavra sobre isso? Gostava de deixar esta questão no ar.

A liberdade de expressão é um direito que está consagrado na Constituição
Sim e ninguém foi impedido pela Câmara de o fazer. Aliás, houve uma senhora, que não consegui identificar, toda vestida de branco (pensava que fosse uma enfermeira de óculos escuros) que me entregou um boletim que sempre pensei que fosse da gripe A. Mas, afinal, era sobre as touradas, com afirmações que são perfeitamente fora do contexto num tipo de espectáculos daqueles. Só quem não conhece a tourada à corda é que pode dizer e escrever o que se lê naqueles prospectos. Aplica-se noutros sítios, noutras repúblicas. Não nos espectáculos que se vê em Portugal e nos Açores.
É preciso adequar estes manifestos à nossa realidade e copiar mal nunca faz muito sentido. O manifesto, na minha perspectiva, está fora do contexto. Ninguém trata mal o animal.

Fisco ataca touradas à corda


A GNR de Angra do Heroísmo levantou aos proprietários de touros de aluguer para touradas à corda, cerca de uma dezena de autos por infracção tributária por não passarem facturas.
A confirmação do levantamento dos autos foi confirmada pelo comandante da brigada fiscal de Angra do Heroísmo, capitão Tiago Lopes, que adiantou terem os processos sido elaborados nos termos do código do Imposto de Valor Acrescentado (IVA).
Segundo o oficial da Brigada Fiscal, o código do IVA obriga à emissão de facturas pelo que os processos foram entregues aos serviços de finanças do concelho que vai determinar o valor da coima a aplicar.
Tiago Lopes sustentou que a acção foi efectuada nos termos da legislação em vigor junto de um sector de actividade económica que está abrangido pelo IVA.
Duarte Pires, presidente da Associação Regional de Criadores de Touros de Touradas à Corda, disse à Lusa que era desconhecida a necessidade de passar factura porque se julgava essa actividade inserida nas obrigações fiscais das suas explorações agrícolas.
Para os proprietários dos touros para as touradas à corda esta exigência é uma novidade surpreendente pelo facto de ser uma actividade com quase cinco séculos na ilha e nunca ninguém tinha levantado o problema, acrescentou o dirigente associativo.
Duarte Pires revelou que os serviços de finanças já foram contactados pelos proprietários dos touros que informaram não saber como pode ser facturado o aluguer de touros. Por isso aconselharam os produtores a abrirem uma actividade denominada espectáculos taurinos com base na qual deverão começar a facturar o aluguer dos animais.
Segundo Duarte Pires os custos vão, quase de certeza, inflacionar o preço do aluguer dos touros que vão ser debitados às comissões de festas, ignorando, acrescentou, se estas entidades não terão também de ter personalidade jurídica.
Uma tourada à corda pode custar entre 750 e 3.500 euros, acrescida das licenças que atingem os quinhentos/seiscentos euros nas tradicionais e mil nas não tradicionais.

Autor: João Paz
Fonte: Correio dos Açores, 21 Julho 2009

9.7.09

TOURADA DO PORTO DOS CARNEIROS 2009


Abaixo tornamos públicos alguns textos já enviados e que são do nosso conhecimento


Endereços para enviar protestos: gabpres-cml@mail.telepac.pt, cmlagoa.az@mail.telepac.pt, eml.lagoa@gmail.com


Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lagoa,

Venho pelo presente e-mail manifestar o meu total desagrado e reprovação à realização da III corrida de touros à corda organizada pela Câmara Municipal de Lagoa.
Em pleno séc. XXI estamos todos sensibilizados para respeitar os direitos básicos dos animais. Julgo que o Homem consegue arranjar outros meios de diversão que não incluam os maus-tratos e o uso de animais para entretenimento. A V. Exa. como Presidente de um organismo público caberia dar o exemplo, mas pelo que é público, vejo que é um dos principais promotores desta actividade, o que é de lamentar.
Sem outro assunto de momento, despeço-me atenciosamente,

Rui Gomes

É lamentável que o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa justifique a organização de um espectáculo de brutalidade como é o da corrida à corda com o facto de que a “deslocação de milhares de pessoas ao Porto dos Carneiros é sinónimo de um contributo ao desenvolvimento do sector turístico do Concelho”. Esquece o Senhor Presidente que não é incentivando o retorno à barbárie que se projecta o futuro de uma região ou de um país. É lamentável que a Câmara Municipal de Lagoa manifeste desta forma a sua completa indiferença a valores da civilização que deviam norteá-la. É lamentável que, enquanto avança em toda a Europa um salutar movimento de repúdio por exibições abomináveis de sofrimento e dor dos animais, uma autarquia com reconhecido défices nas áreas da cultura e da educação avance, em contramão, com uma iniciativa deste jaez.
É com profunda indignação que apresento o meu protesto por mais este ataque injustificável aos já limitados direitos dos animais.
Em completo repúdio,
Miguel Santos




Exmo Senhor
Presidente da Câmara Municipal da Lagoa
Embora não me tenha surpreendido, tomei conhecimento que VEXA vai repetir o erro de promover uma tourada à corda no concelho da Lagoa. Assim, venho exercer o meu direito à indignação.
Ao apoiar a indústria tauromáquica, a Câmara Municipal da Lagoa ao contrário do que apregoa não está a promover o turismo, nem a cultura e muito menos o mundo rural.
Com a tourada que não é tradição na ilha de São Miguel a Câmara Municipal da Lagoa está a fomentar o alcoolismo, a indiferença face ao bem-estar animal e a colocar em risco a vida das pessoas.
Faço votos que os lagoenses conscientes e civilizados o penalizem nas eleições que se avizinham e se tal não vier a acontecer de uma coisa não se livra, o de ficar na história como uma pessoa insensível e agente da deseducação da população.

Com os melhores cumprimentos
Teófilo Braga


Exmos Senhores,

Em causa está a promoção de uma tourada no Porto dos Carneiros, no
próximo dia18.

As sociedades evoluem repensando os códigos éticos pelos quais se
regem. Algumas regiões avançam mais rápido que outras, por razões de
ordem vária e, quando o resto da sociedade acorda e decide acabar com
determinadas práticas, essas regiões já não precisam de fazer o
esforço da reconversão.

Assim se passa relativamente às touradas. O movimento que se opõe a
este espectáculo sangrento é imparável e historicamente
incontornável; felizmente algumas populações nunca o adoptaram ou, em
determinada altura, abandonaram a sua prática. Vendo decrescer as
audiências, a indústria tauromáquica - não se pode escamotear que é
duma indústria que se trata, mascarada de defesa da tradição cultural
- tenta desesperadamente ganhar novos públicos, levando a tourada a
locais
onde esta nunca teve expressão. S. Miguel, entre muitas outras ilhas
ou cidades, tem a sorte de estar no sítio certo na altura certa. Ou
seja, quando a sociedade civil inicia o movimento de abolição, alguns
municípios têm o privilégio de se encontrar fora dessa polémica,
podendo concentrar os seus esforços noutras questões mais prementes
para as populações que servem.

O argumento invocado para repetir esta escolha foi a da elevada
audiência, mas os poderes públicos têm que sair dessa lógica e
promover actividades que elevem e unam, não aquelas que fracturam,
incitam a comportamentos violentos e ao desrespeito. Por esta lógica,
poderíamos promover o martírio de condenados nos pelourinhos públicos,
pois era um espectáculo com enorme audiência, mas não o fazemos; e não
o fazemos porque é errado e significa um retrocesso civilizacional.

Nesta caso concreto, parece-me até desrespeitoso para os agricultores
que se debatem com inúmeros problemas - mormente o da actual escassez
de água - que se promova a criação de touros de lide que é
paradigmática do desperdício de recursos (cerca de 22.500 litros de
água por cada kg de um animal adulto, usado para efeitos de
espectáculo). A agricultura é um bem essencial, a tourada é um
divertimento para alguns; temos que pensar muito bem nas
consequências reais das nossas acções.

Obrigada pelo vosso tempo



Cristina Soares Vieira