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6.6.11

Mais de 2 centenas de pessoas já protestaram contra a tourada realizada na Pedreira


Sr. Presidente da Câmara Municipal de Nordeste,

Tomamos conhecimento através do “grito do bicho” de que se irá realizar na Freguesia de Pedreira uma tourada à corda e venho por este meio manifestar o meu total repúdio por tal acontecimento! Bem sei que quem o faz e permite normalmente fá-lo por motivos lúdicos e que neles encontra justificação, como a tradição e divertimento. Não há tradição ou divertimento que justifiquem o sofrimento e maus tratos a um animal, seja uma tourada, circo, jardim zoológico ou qualquer outro ambiente. Sabendo-se que a mesma irá realizar-se no próximo dia 5 de Junho, em dia de eleições nacionais, vimos para além de manifestar o nosso desapontamento, pelo facto da tourada conspurcar as tradicionais festas do Divino Espírito Santo, e solicitar o seu cancelamento pois em dia de eleições nem actividades desportivas são autorizadas.
Considerando que as touradas além de não criarem riqueza e de desconceituarem os Açores aos olhos da maioria dos povos do mundo;
Considerando que os açorianos que vieram para o Brasil trouxeram a triste herança conhecida como "farra do boi" que é uma vergonhosa demonstração de barbárie que ocorre em Santa Catarina;
Considerando que as touradas em nada contribuem para educar os cidadãos e cidadãs para o respeito aos animais, além de causarem sofrimento aos mesmos e porem em risco a vida das pessoas;
Considerando que o povo Açoriano está torturando animais com o objetivo de diverti-se com esse sofrimento;
Considerando que no mundo moderno há um movimento poderoso que procura reduzir e possivelmente eliminar os crimes perpetrados contra os animais;
Considerando que estamos tomando conhecimento de que os animais assemelham-se a nós em todos os sentidos quando se trata de sofrimento e da privação da vida e que todas as nações desenvolvidas reconheceram que os animais são capazes de sentir dor, tensões, medo, desespero, alegria, amor, e sabemos que estes seres não têm os recursos de defesa temos.
Considerando que acabamos de ver um vídeo sobre a matança dos toiros a corda nos Açores, o que nos deixou chocados, por ser violento demais;
Considerando que não se trata de Tradição e não é aceitável como Cultura. Se estes procedimentos pudessem ser vistos como culturais, então deveríamos estar queimando mulheres em fogueiras, acusando-as de feiticeiras, ou atirando pedras em mulheres consideradas adúlteras ou ainda teríamos escravos nas Américas, incluindo o Brasil;
Considerando que há estudos realizados nas melhores Universidades do Mundo que comprovaram que pessoas que torturam animais são cinco vezes mais propensas a cometer crimes violentos contra os seres humanos;
Considerando que devemos ensinar as crianças a amar e a respeitar outras espécies, o que resultará mais benéfico para elas do que aprender como matar um touro com requintes de crueldade para regozijar-se com o sofrimento de um animal inocente e indefeso.
Acreditando que esportes devem ser eventos alegres e não devem ser realizados com tortura e derramamento de sangue como se estivéssemos na Idade Média, ou nos circos romanos;


Nós, abaixo-assinados, apelamos à Portugal, nossa querida Pátria Mãe, para que não nos envergonhe incrementando os maus tratos aos animais, através da legalização dos touros de morte, autêntico retrocesso do ser humano. Chega de covardia.

(seguem-se 36 assinaturas)

6.2.10

No Nordeste, ilha de São Miguel (Açores) vai nascer um elefante



Depois da experiência falhada de criar e manter um Parque Zoológico no Pico da Pedra por parte de um privado, o qual chegou a ter alguns animais sem quaisquer condições de segurança e de espaço que garantisse as mínimas condições para os animais, assiste-se à aberração que é a Câmara Municipal da Lagoa manter em cativeiro um macaco numa gaiola num jardim em Santa Cruz e à teimosia da Câmara Municipal da Povoação em persistir em manter, em local de segurança duvidosa e sem condições, um conjunto de animais presos no denominado Parque Zoológico da Povoação.

Relativamente à Povoação, tivemos a oportunidade de ouvirmos o veterinário responsável pelo espaço dizer, na RTP - Açores, que o futuro do parque seria definido pelas escolas em termos das suas necessidades educacionais. Se a continuação daquele espaço, mesmo em condições mais dignas para os animais, depender das escolas podemos estar descansados já que os seus dias estarão contados pois a observação de animais em cativeiro, com comportamentos alterados por este facto, não tem a mínima importância em termos do ensino da biologia ou da ecologia e muito menos da educação ambiental. Para esta temos os nossos espaços naturais, com a sua flora e fauna características que muitos mais ensinamentos nos podem dar do que animais encaixotados apenas para satisfazer as mentes doentias de alguns.

Insensível a todos os argumentos contra a criação de Parques Zoológicos, o presidente da Câmara Municipal de Nordeste, persiste na criação de um no seu concelho, sabendo que o mesmo não estará ao serviço da educação das novas gerações, já que um bom filme/documentário desempenhará melhor este papel, em nada contribuirá para um melhor conhecimento dos animais e não será no zoológico de Nordeste que será feito algo para evitar a extinção de qualquer espécie.

Assim, o que faz correr a Câmara Municipal de Nordeste?

A ilusão de que o concelho ficará inundado de resmas de turistas, contribuindo para melhorar a fraca economia dos nordestenses?

Os tempos dirão, mas estamos certos que tal não acontecerá e no Nordeste nascerá um elefante branco cuja manutenção ficará a cargo do erário público enquanto vida tiver.

Pico da Pedra, 6 de Fevereiro de 2010

Teófilo Braga