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24.10.14

Escreva à deputada Sofia Ribeiro


Envie à Deputada Europeia dos Açores, Sofia Ribeiro, o texto abaixo ou outro de sua autoria a mostrar o seu desapontamento por ela ter votado pela continuação do apoio à tauromaquia e a solicitar que reveja a sua posição.

sofia.ribeiro@europarl.europa.eu

Exma Senhora Deputada
No passado dia 22 de Outubro foi votada no Parlamento Europeu uma proposta do eurodeputado holandês Bas Eickhout para que os subsídios concedidos pela União Europeia no âmbito da Política Agrícola Comum deixassem de poder ser utilizados na criação de touros para a tauromaquia.

Conhecendo o passado sindicalista de V. Exª, que durante alguns anos lutou por uma vida mais digna para a classe docente, lamentamos que tenha votado para que fundos que podiam ser usados na produção de bens alimentares ou no apoio a projetos caráter social ou cultural continuem a ser usados para a tortura de animais.

Embora com a sua ação tenha prestado um péssimo serviço a todos os portugueses e desiludido muitos dos seus eleitores, vimos apelar a que reflita sobre o assunto e que numa próxima oportunidade reconsidere a sua posição e vote em prol dos verdadeiros interesses do país e dos direitos dos animais.

Com os melhores cumprimentos

(Nome)

18.1.14

Proteste contra a tortura



APELO 

Não mais dinheiros públicos para as Touradas.
Não fique indiferente- Entre em ação

Nos próximos dias 24, 25 e 26 de Janeira vai realizar-se o “III Fórum da cultura taurina”, em Angra do Heroísmo, Ilha Terceira (Açores)

Escreva um e-mail aos governantes, deputados e autarcas dos Açores e aos patrocinadores.

Pode usar o texto abaixo ou personalizá-lo a seu gosto.






Exma. Senhora
Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores
 Exmo. Senhor
Presidente do Governo Regional dos Açores
 Exmos (as) Senhores (as)
Deputados (as) da Assembleia Legislativa Regional dos Açores
Exmos Senhores
Presidentes da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e da Câmara Municipal da Praia da Vitória
Exmos  Senhores Patrocinadores


Mais dinheiro público para a tortura animal nos Açores


A avultada quantia de 90.000 euros é o dinheiro que vai custar aos açorianos a realização do chamado “III Fórum da cultura taurina” de 24 a 26 de Janeiro na ilha Terceira, sendo 60.000 euros diretamente aportados pelo governo açoriano e o restante pelas autarquias terceirenses e outros apoios. Num momento em que não há dinheiro para nada que seja a favor da vida, da saúde ou da educação dos açorianos, há sempre dinheiro público para financiar escuros congressos sobre uma prática, a tauromaquia, progressivamente rejeitada por todas as sociedades civilizadas e que nada de bom traz para a região.

Mais questionável ainda é o financiamento público deste evento quando na sua anterior edição, há dois anos, esse mesmo dinheiro público foi utilizado pelos organizadores para realizar, à vista de todos, um espetáculo com sorte de varas, prática de tortura proibida em Portugal e expressamente rejeitada pela Assembleia Regional. A realização deste ato ilegal, que ficou impune apesar dos vários protestos realizados dentro da própria Assembleia Regional, não mereceu nenhum tipo de desculpa por parte dos organizadores nem nenhuma explicação por parte do governo regional. Dois anos depois, o governo volta a financiar e premiar com dinheiro público os mesmos organizadores, se calhar para a realização dos mesmos fins.

Não deixa também de ser chocante que este evento seja apoiado pela Secretaria Regional do Turismo, quando a prática da tortura animal é totalmente incompatível com a promoção turística da região como um destino de turismo verde e de natureza. Não podemos esquecer que, por exemplo, no verão passado um grupo de cerca de 85 turistas alemães cancelou a sua vinda aos Açores depois de ver imagens de touradas realizadas na ilha Terceira. Assim, a Secretaria parece estar a utilizar dinheiros públicos para destruir a sua própria política de promoção turística.

Da parte dos organizadores do evento, da Tertúlia Tauromáquica, ouvimos declarações delirantes como dizer que a defesa da tauromaquia inclui valores ecológicos, culturais, sociais, educativos, solidários e económicos. Deveriam antes falar do ecológico que é a ocupação de zonas da Rede Natura 2000 para a criação do gado utilizado nas touradas. Deveriam falar do educativo que é obrigar as crianças a ver animais a ser torturados em espetáculos de sangue e violência contra touros e cavalos. Deveriam falar de solidariedade às famílias das pessoas que são feridas ou mortas cada ano nas touradas. Deveriam falar dos mais de 580.000 euros de fundos públicos que são gastos anualmente na tauromaquia nos Açores. Como exemplo temos o orçamento da câmara de Angra do Heroísmo para 2014, que vai gastar 125.000 euros só numa feira taurina, quando em todo o ano gastará apenas 52.000 euros em ação social.

Por todas estas razões, a realização deste evento vergonhoso para os Açores deveria ser cancelado e o dinheiro público ser bem gasto na realização de políticas que beneficiem realmente as famílias açorianas.


Cumprimentos

23.2.13

BE e PSD e os apoios às touradas



Comunicado de imprensa: BE não aceita apoios à tauromaquia quando estão a ser implementados cortes no apoio às pessoas

A Representação Parlamentar do Bloco de Esquerda não aceita que a Região continue a financiar a tauromaquia com dinheiros públicos ao mesmo tempo que implementam políticas restritivas na Educação, Saúde, Solidariedade Social, Cultura, Transportes e Habitação. Esta foi a posição manifestada pela deputada Zuraida Soares no âmbito do debate, no parlamento, sobre uma petição pelo fim dos apoios públicos para a tauromaquia nos Açores.

“Não é aceitável, nem compreensível a insistência no apoio financeiro da Região à tauromaquia, enquanto atividade de interesse turístico e muito menos se percebe o apoio à tauromaquia como atividade cultural e não como um negócio privado que só não é ruinoso porque vive 'à sombra' de um alegado interesse público”, disse a deputada do BE.

Zuraida Soares não quer que o Governo Regional imite as prioridade da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, que, desde 2011, financiou a Tertúlia Tauromáquica Terceirense em mais de meio milhão de euros, ao mesmo tempo que deixa o Teatro Angrense degradar-se ao ponto de não ter condições para receber a maior demonstração de teatro popular de Portugal – as danças e bailinhos de Carnaval da Terceira –, tendo mesmo retirado os parcos subsídios que atribuía a estes grupos.

Basta comparar os valores orçamentados pela autarquia de Angra, em 2012, para a Tertúlia Tauromáquica Terceirense – €250.000 – e para a Acção Social – (€165.510) – para perceber que as prioridades estão erradas.

“Infelizmente, para o Governo Regional, os interesses da tauromaquia são sagrados e, além de principescamente apoiados, financeiramente, são também excepcionados do cumprimento da lei”, disse Zuraida Soares, referindo-se ao apoio financeiro de €75.000 atribuído à organização do II Fórum da alegada cultura taurina, que incluiu no seu programa, a realização de uma prática ilegal: a sorte de varas.

Horta, 22 de Fevereiro de 2013

O PSD E AS TOURADAS

O PSD/Açores defendeu hoje a continuidade dos apoios oficiais às atividades tauromáquicas na Região, considerando-as “a maior manifestação cultural da Terceira, com um profundo enraizamento na Graciosa e em São Jorge, e que continua a crescer em outras ilhas da Região”, pelo que “não acompanhamos a contestação quando há retorno aos apoios à Tauromaquia no âmbito da economia, do turismo regional e do bem-estar social”, disse o deputado Luís Rendeiro.

O social-democrata falava durante a análise de uma petição que visava o fim dos apoios oficiais às atividades taurinas, na qual realçou que “a tauromaquia regional não é uma invenção nem uma importação, como alguns desfiles e paradas que por aí se promovem e apoiam. A Tauromaquia é de cá”, afirmou, lembrando a sua classificação “como Património Cultural Imaterial em Angra do Heroísmo, Praia da Vitória e, brevemente, em Santa Cruz da Graciosa”.

Segundo destacou, “o centro da tauromaquia açoriana, que tem o seu expoente máximo na Terceira, é o toiro. O toiro que move as gentes, muito mais que o toureiro ou o toureio em si”, explicando que, “como em mais nenhum lado, os toiros são criados, cuidados, tratados, conhecidos pelos seus nomes, números e façanhas. E a regra é a de que morram velhos nas pastagens onde viveram, porque nos Açores o toiro é respeitado”.

Luís Rendeiro lembrou também a posição dos biólogos da Universidade dos Açores, Eduardo Dias e João Pedro Barreiros, “que defendem a criação de gado bravo no interior da Terceira, pois ela é um contributo para a manutenção dos ecossistemas naturais. O que não será certamente diferente nas outras ilhas, onde existem criadores de toiros”, adiantou.

Para o parlamentar, “fazer de conta que a tauromaquia não é essencial para o turismo da Região é um erro grave, sobretudo quando há hotéis a fechar e empregos a desaparecer todos os dias”, assim como afirmou que as referências ao mal-estar social que os peticionários referem “apenas podem ser produzidas por quem não conhece a tauromaquia que se faz nos Açores”.

O social-democrata frisou a necessidade de “rigor e objetividade na atribuição de todo o tipo de subsídios, na tauromaquia ou qualquer outra atividade”, devendo ser essa atribuição de verbas “criteriosa e fiscalizada, com montantes adequados aos fins, os resultados e os objetivos avaliados, e com garantia de retorno”.

Luís Rendeiro alertou que “os apoios não podem, em nenhuma circunstância, ser ferramenta de campanha ou de promoção de nenhum membro do governo, diretor regional, deputado ou de quem quer que seja”, afirmando que “poderá haver abusos e excessos”, até porque “o governo às vezes parece gostar de se pôr a jeito, e há momentos curiosamente oportunos para atribuir apoios”, lembrou.

O deputado do PSD/Açores frisou ainda que a Tauromaquia “é uma valia absoluta no nosso panorama cultural, que merece ser apoiada de acordo com o enquadramento legal em vigor, pois o que atualmente existe é fruto da vontade popular. É assim que deve continuar”, concluiu Luís Rendeiro.

25.1.12

Touradas mais importantes que Festas do Santo Cristo dos Milagres




D.R. DE TURISMO Listagem n.º 11/2011 de 11 de Agosto de 2011

Listagem dos subsídios atribuídos ao abrigo do DLR n.º 18/2005/A de 20 de Julho, no 1.º Semestre do Ano de 2011



-Tertúlia Tauromáquica Terceirense, II Forum Mundial de cultura Taurina, 75.000 euros.

-Delegação Açores Casa Pessoal RTP, 5ª Tourada à Corda, 5.000 euros



SRE, Irmandade do Senhor Santo Cristo dos Milagres, Festas do Senhor Santo Cristo dos MIlagres, 28.000 euros.



28 de Julho 2011. - O Director Regional do Turismo, Miguel Cymbron.

23.11.10

Crise? Feira Taurina das Sanjoaninas custou 381 mil euros



Em 2010, a tortura de touros custou 381 mil euros. Para o ano, será mais dificil sabermos porque a Feira Taurina ficará a cargo da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

É por demais conhecido que aquela instituição não tem meios próprios para promover um evento com aqueles custos. Assim sendo vamos continuar a ver dinheiros públicos desviados para o "lazer" e a "tortura".

A crise será só para alguns. Até quando?

25.4.09

Touradas em crise em Espanha e por cá?


Em 2008, os apoios à tauromaquia em Espanha ascenderam a 600 milhões de euros, pelos vistos a crise financeira está a fechar a torneira (ver texto abaixo).

Por cá sabemos que a tauromaquia é apoiada, directamente pelo governo com dinheiros públicos. Falta-nos saber em quanto.

Pelas notícias que temos recebido, a crise também está a afectar os "negócios". A proposta do PSD da Praia da Vitório de isentar as touradas das respectivas licenças é um dos sinais.

Já que estamos com a mão na massa, era bom lembrar a alguns pseudo- intelectuais da nossa terra que, ao contrário da tauromaquia, a única manifestação cultural comum a todos os açorianos (crentes ou menos crentes) é a do culto do Espírito Santo.

O resto são negócios que só servem os do costume.



http://www.lemonde.fr/archives/article/2009/04/20/les-toreros-vont-faire-vaches-maigres-par-jean-jacques-bozonnet_1182977_0.html



Les toreros vont faire vaches maigres, par Jean-Jacques Bozonnet
LE MONDE | 20.04.09 | 13h56
José Tomas est l'icône actuelle de la tauromachie. On casse volontiers sa tirelire pour voir toréer le nouveau Manolete. Même à 109 euros pour les moins chères - coup de soleil garanti -, les 19 000 places des arènes de Barcelone ont été vendues en moins d'une heure, mercredi 15 avril, pour ce qui sera, le 5 juillet, le clou de la temporada ("saison"). Ce jour-là, l'enceinte de La Monumental affichera complet pour frissonner à l'encerrona promise par le torero prodige, à savoir ses face-à-face avec six taureaux d'affilée.
L'affiche est exceptionnelle, à plus d'un titre. Le reste du temps, en effet, l'exploitant des arènes barcelonaises a bien du mal à remplir le quart de ses gradins. La Catalogne, on le sait, n'est plus une terre de toros, malgré quatre siècles de tradition. Selon une enquête de l'institut Investiga, 22,5 % des Catalans s'y intéressent, quand les aficionados sont plus de 40 % du côté de Valence et de Murcie. C'est même une terre de plus en plus hostile. A Barcelone, la Plaza de toros fait figure d'îlot de résistance dans une ville qui s'est proclamée anti-taurine en 2006, s'ajoutant à la liste des soixante et une communes de Catalogne ayant aboli la corrida sur leur territoire depuis vingt ans.

Tossa del Mar, petite localité près de Gérone, a été la première à bannir les corridas, transformant en 1989 ses arènes municipales en centre culturel. "Dans un futur pas si lointain, notre décision servira d'exemple pour la prise de conscience de l'ensemble de la population espagnole", disait le maire de l'époque.

On n'en est pas encore là, mais les ligues de défense des droits des animaux gagnent du terrain. La plate-forme Prou ! ("Assez !", en catalan) demande l'interdiction dans toute la Catalogne des courses de taureaux comportant une mise à mort, par le biais d'une pétition d'initiative populaire qui a déjà recueilli plus de 120 000 signatures. Le Parlement catalan, où la majorité serait plutôt abolitionniste, va en débattre prochainement.

C'est pour "défendre la liberté menacée des aficionados" catalans que José Tomas a décidé de se produire à Barcelone. Et en grand seigneur : gratuitement. En revanche, la star n'est pas à l'affiche de la Feria d'avril, à Séville (du 24 avril au 3 mai). On ne la verra pas non plus à Madrid pour la San Isidro (à partir du 7 mai). Est-ce pour compenser le manque à gagner de son geste militant ?

Le torero se serait montré trop gourmand, selon les organisateurs des deux événements tauromachiques majeurs du printemps. Pour fouler le sable de Las Ventas à Madrid, par exemple, il aurait exigé 420 000 euros, une somme jugée irréaliste dans un monde taurin que la crise économique n'épargne pas.

Hors de Catalogne - et des Canaries où la corrida est interdite depuis 1991 -, seules trois communes espagnoles étaient jusque-là anti-corrida pour des raisons idéologiques. Ces derniers jours, plusieurs s'y sont ajoutées, mais pour des motifs budgétaires. Rivas Vaciamadrid, dans la banlieue sud de la capitale, a décidé cette semaine d'annuler les événements taurins de sa fête patronale en mai. Les 96 000 euros nécessaires, notamment pour la location et le montage d'une arène provisoire, auraient mangé la quasi-totalité du budget (98 500 euros) des réjouissances prévues pour le 50eanniversaire de cette jeune commune administrée par la gauche.

Partout, le robinet des subventions publiques à la tauromachie (au total 600 millions d'euros en 2008) se tarit. A Manzanarès el Real, au nord de Madrid, les habitants se sont prononcés, fin mars par référendum, contre la fête taurine annuelle. Ceux de Paterna, près de Valence, l'avaient fait en janvier, refusant la reprise des courses de taureaux suspendues en 2003. En période de vaches maigres, tous les organisateurs peinent à boucler leurs budgets sans la manne publique. Déjà l'an dernier, plus de 300 événements ont été annulés pour manque de financement.

L'Espagne constate l'éclatement d'une "bulle taurine" que la croissance économique a gonflé anormalement ces dernières années. Organiser de simples novilladas ne suffisait plus à l'orgueil des élus locaux. Pas un pueblo ("village") qui ne revendique sa corrida, une vraie, avec tout le décorum des mises à mort. Leur nombre a doublé, de 500 à plus de 1 000, entre 1985 et 2006. Tant pis si le spectacle donné par des toreros et des bêtes de second ordre se révèle souvent médiocre.

Fin 2007, le ministère de l'intérieur recensait 7 370 professionnels taurins officiellement inscrits, dont près de 700 matadors, 1 200 banderilleros et 600 picadors. Beaucoup d'observateurs pensent que la crise aura pour vertu d'assainir la situation. La diminution du nombre des dates dans le calendrier devrait apporter, disent-ils, plus de qualité dans les arènes. Sera-ce suffisant pour enrayer le désintérêt des jeunes Espagnols pour le spectacle taurin, boudé parce qu'il véhiculerait "des valeurs du passé", selon le président du conseil andalou de la jeunesse, Francisco Jésus Perez ?

L'érosion était déjà nette au premier semestre 2008, alors que la crise économique commençait seulement à planter ses banderilles. A Rivas Vaciamadrid, banlieue de 69 000 habitants dont la moyenne d'âge n'excède pas 30 ans, la corrida de l'an dernier n'a attiré que 300 spectateurs, dont une centaine seulement ont payé l'entrée. Sa mise à mort, cette année, n'émouvra personne.