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14.12.10

Consequências de ver videos de touradas em crianças


Um grupo de investigação de uma universidade espanhola realizou um estudo sobre os efeitos que assistir a uma tourada produz em crianças espanholas.

O estudo efectuou-se com 240 crianças oriundas de Madrid, 120 rapazes e 120 raparigas com idades compreendidas entre os 8 e os 10 anos, de vários contextos socioeconómicos. Foi-lhes mostrado vídeos de touradas com 3 narrações distintas, uma justificando-a como uma “festa nacional”, outra relatando-a como violenta e uma terceira narração que pretendia ser imparcial e neutra.

No presente estudo, 60% das crianças referiu a morte do touro como a parte que menos gostavam das touradas. Ao nível emocional e cognitivo, 52% sentiu mágoa ao ver o evento; mais de metade achou que não se devia fazer mal ao animal e um quarto da amostra, referiu que era um exemplo claro de mal trato animal.

As crianças que viram o vídeo com a narração de que era uma festa nacional (descrevendo a tourada mas ignorando as suas consequências negativas), obtiveram pontuações mais altas na escala de agressão e de ansiedade, em comparação com as que viram o vídeo com uma narração neutra. Dentro do mesmo grupo, os rapazes de nove anos alcançaram níveis de agressividade superiores às raparigas.

O vídeo com uma narração violenta causou maior impacto emocional negativo nas crianças, em comparação com as que viram o vídeo com uma narração neutra e imparcial. A principal conclusão é que a mensagem que acompanha o vídeo, produz grandes consequências na agressividade e ansiedade. As narrações “festivas” produzem maiores níveis de agressão e ansiedade, enquanto que, as narrações focadas nos aspectos negativos, produzem um maior impacto emocional nas crianças.

Assistir e ver episódios ou cenas violentas tem um maior impacto em crianças e no seu comportamento, do que em adultos, esta susceptibilidade dos mais jovens prolonga-se até aos 19 anos de idade (Viemero, 1986; Viemero e col., 1998). As raparigas parecem saber distinguir melhor entre realidade e ficção, enquanto que os rapazes tendem a analisar se o que vêem é possível e se corresponde ao que é esperado deles, identificando-se mais facilmente com personagens agressivas (Huesmann, 1986; Huesmann e col., 1998).

Ao passo que as justificações dadas ás cenas agressivas vão aumentando, também a tolerância das crianças a estes comportamentos violentos vai crescendo, aumentando por sua vez o seu nível de aceitação geral em relação a comportamentos agressivos (Drabman e Thomas, 1975; Drabman e col., 1977; Peña e col.,1999; Ramirez, 1991, 1993; Ramirez e col., 2001).

Podem ler o artigo completo em: “Agressive Behavior. volume 30, pag 16-28, (2004)”.

http://www.artigo19.com/2010/12/consequencias-de-ver-videos-de-touradas-em-criancas/

18.6.09

Tradição das Cavalhadas Manchada



Ex.mos/as Senhores/as

Foi com bastante desagrado que recebi a noticia de que haverá, pela segunda vez este ano, uma tourada na Ribeira Grande.
Em profundo contraste com o que se está a passar em algumas cidades de Portugal e da Europa onde as Autarquias proíbem Touradas e Espectáculos com Animais, trabalhando para um progresso de mentalidades e civilizacional, a Ribeira Grande parece ir no exacto sentido oposto, insistindo no retrocesso civilizacional.

Sabendo a CMRG ainda, do desacordo gerado a nivel regional, nacional e internacional, traduzindo-se em milhares de e-mails de protesto enviados ao Governo Regional e da Republica, Petições, protestos na Comunicação Social e internet, há menos de 2 meses aquando da tentativa de legislar a as Touradas Picadas nos Açores, é triste que tudo isto seja ignorado pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, prevalecendo mais uma vez a vontade de uma minoria com interesses económicos.

Esta intenção de introdução desta actividade sádica, mancha a tradição das Cavalhadas, que foram sempre o maior atractivo das festas da nossa cidade. Tentar implantar outras actividades, ainda para mais como esta, é desvalorizar um dos maiores simbolos da Ribeira Grande.

É também lamentavel que a CMRG se dê ao luxo (mais um) de gastar dinheiros públicos em sucessivas tentativas de implementar em São Miguel as Touradas. Uma actividade que em nada dignifica o Concelho muito menos quem nela participa, pois sujeita o animal a constantes maus tratos para entretenimento de meia dúzia de pessoas que têm prazer em ver o sofrimento alheio.

É Inadmissivel e Inteloravel que o Sofrimento faça parte das Festas Municipais pelas mãos da Autarquia.
Existem prioridades para o gasto de dinheiros públicos, como a Educação (pergunto-me se a Educação já não terá deixado de ser uma prioridade para a CMRG)!!

Deixo-vos em anexo um video que demonstra bem o que os agente politicos desta cidade tentam fazer à mentalidade dos municipes.

Fico na esperança de que no próximo ano as Festas da Cidade não contem com espectáculos de apredejamento a mulheres, tal não tem sido o retrocesso.

Deixo também os meus votos de uma devastadora derrota nas próximas eleições autarquicas a todos que permitem maus tratos a animais em prol de interesses económicos de meia dúzia de "senhores" e para diversão pública.

Cumprimentos,
Cassilda Pascoal