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10.2.15
9.2.15
Contra atortura, assine!
"Corridas picadas" nos Açores NUNCA
Para: Assembleia Legislativa Regional da Região Autónoma dos Açores
Um grupo de deputados no parlamento açoriano está a tentar fazer aprovar pela terceira vez uma lei que legalize a prática tauromáquica sorte de varas ou corrida picada, nos Açores. Por constituir um notório atentado à integridade física dos animais e uma atitude que indica um retrocesso civilizacional nestas paragens, não nos parecendo reunir o consenso de todos os açorianos, repudiamos esta postura dos srs. deputados e apelamos a todos que juntem as suas vozes à nossa no sentido de não permitir a eventual aplicação desta prática.
A group of members of the Azorean parliament is trying to approve, for the third time, a law that legalises bullfighting by means of ‘sorte de varas’ or ‘corrida picada’ (multiple stabbing on the bull’s neck in order to weaken it) in the Azores. Because it is a clear attempt on the physical integrity of the animals, and an attitude that indicates a civilizational step backwards for the Azores, and because we think there is no consensus among the Azorean people concerning this matter, we repudiate this standpoint of the parliament members and urge everyone to join us in our campaign.
Assine aqui: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT75986
Para: Assembleia Legislativa Regional da Região Autónoma dos Açores
Um grupo de deputados no parlamento açoriano está a tentar fazer aprovar pela terceira vez uma lei que legalize a prática tauromáquica sorte de varas ou corrida picada, nos Açores. Por constituir um notório atentado à integridade física dos animais e uma atitude que indica um retrocesso civilizacional nestas paragens, não nos parecendo reunir o consenso de todos os açorianos, repudiamos esta postura dos srs. deputados e apelamos a todos que juntem as suas vozes à nossa no sentido de não permitir a eventual aplicação desta prática.
A group of members of the Azorean parliament is trying to approve, for the third time, a law that legalises bullfighting by means of ‘sorte de varas’ or ‘corrida picada’ (multiple stabbing on the bull’s neck in order to weaken it) in the Azores. Because it is a clear attempt on the physical integrity of the animals, and an attitude that indicates a civilizational step backwards for the Azores, and because we think there is no consensus among the Azorean people concerning this matter, we repudiate this standpoint of the parliament members and urge everyone to join us in our campaign.
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7.2.15
Não!
MANIFESTO CONTRA A LEGALIZAÇÃO DA SORTE DE VARAS NOS AÇORES
Somos todos Açores e qualquer prática legalizada numa das nossas ilhas implicará a Região no seu todo. Ora, a recente divulgação de que estará a ser preparada, por parte de um grupo de deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, uma iniciativa legislativa que contempla a introdução da chamada “Sorte de Varas”, ou “Tourada Picada”, na ilha Terceira (o que significa, naturalmente, verter para os Açores essa pretensa legalização), tem gerado forte contestação na opinião pública. Muitas são as vozes, de todos os quadrantes da sociedade, mesmo entre os aficionados, que se têm posicionado contra esta prática de crueldade extrema para com o touro, proibida em todo o país e que não se reveste, nas nossas ilhas, de qualquer caráter cultural, tradicional ou identitário. Acrescente-se que se trata da terceira tentativa de legalização desta variante tauromáquica, tendo sido rejeitada em 2009 por parcos dois votos.
Somos todos Açores e, numa altura de forte aposta no Turismo Sustentável, no Turismo de Natureza, assente sobretudo no respeito ambiental e na estreita e harmoniosa ligação do Homem com a Terra e com o Mar, não consideramos compreensível esta pretensão, que remete para uma forma de sofrimento animal que não é admissível nos dias que correm, e que mancharia, cá dentro e para quem nos visita, a imagem dos Açores – abrindo, além do mais, gravíssimas fendas na sociedade açoriana, que se quer coesa e unida.
Somos todos Açores. Estas nove ilhas do verde e das águas límpidas, das belezas naturais e da comunhão com a Natureza, não merecem isto. Não merecem ficar conotados com uma nova forma de crueldade animal. Não merecem a mancha social e política que a legalização de uma prática deste teor traria para todo o arquipélago.
Porque somos todos Açores, e independentemente de a suposta iniciativa parlamentar chegar ou não à Assembleia Legislativa Regional, manifestamo-nos CONTRA a legalização da Sorte de Varas nos Açores.
Subscritores: Álamo Oliveira, Escritor; Alexandra Correia, Administrativa; Alexandra Patrícia Manes, Aux. Ação Educativa; Alexandre Pascoal, Sociólogo/Promotor Cultural; Álvaro Borralho, Prof. Univ.; Alzira Silva, Jornalista (ref.) e Ex-Dep. ALRAA; Ana Isabel Serpa, Prof; Ana Loura, Eng. Téc. Eletrotecnia; Ana Luísa Araújo, Hematologista; Ana Madeira, Prof.; Ana Paula Andrade, Pianista/Prof. Música; Ana Paula Marques, Prof. e Ex-Dep. ALRAA; Ana Rita Afonso, Prof.; Ana Teresa Almeida Bettencourt, Ass. Social; André Bradford, Dep. ALRAA; André Franqueira Rodrigues, Jornalista; Aníbal Pires, Dep. ALRAA; Aníbal Raposo, Cantautor; Antero Ávila, Músico/Compositor; António Inocêncio, Dirig. Sindical; António Lucas, Prof./Pres. SPRA; António Manuel Amaral, Deleg. Sindical SITAVA; António Teixeira Maduro, Téc. Sup. (ref.); Armando Mendes, Jornalista; Benilde Oliveira, Dep. ALRAA; Bruno da Ponte, Editor; Bruno de Jesus Pereira, Piloto; Carla Rita Couto, Secretária; Carlos Cordeiro, Prof. Univ.; Carlos Costa Neves, Dep. AR e Ex-Ministro da Agricultura; Carlos Enes, Dep. AR; Carlos Frazão, Maestro; Carlos Arruda, Ortopedista; Carlos Manuel Martins do Vale César, Ex-Presidente do Governo Regional dos Açores; Carlos Medeiros, Músico; Carlos Mendonça, Fisioterapeuta/Pres. CMN e Ex-Dep. ALRAA; Carlos Oliveira, Prof.; Carlos Ribeiro, Prof. Univ.; Catarina Fraga, Dentista; Catarina Moniz Furtado, Dep. ALRAA; Catia Benedetti, Prof. Univ.; César Gonçalves, Médico Cl. Geral; Chrys Chrystello, Jornalista; Cipriano Pacheco, Padre; Clara Queirós, Prof. Univ. (ref.); Daniel Gonçalves, Prof./Escritor; Daniel Pavão, Prof; Davide Santos, Biólogo; Dinarte Oliveira Melo, Gestor; Diogo Caetano, Geólogo; Duarte Melo, Padre; Eduardo Ferraz da Rosa, Prof. Univ.; Elsa Violante Cavaleiro Lobo Ferreira, Téc Reinserção Social; Emanuel Couto, Solicitador; Emanuel Jorge Botelho, Prof. (ref.)/Escritor; Emília Mendonça, Prof (ref.).; Fabíola Jael Cardoso, Prof.; Fátima Mota, Prof. (ref.)/Galerista; Fernando Lopes, Prof Univ. e Ex-Dep. ALRAA; Filipe Cordeiro, Coord. Secção PDL do SBSI; Filipe Tavares, Produtor/Realizador; Filomena Maduro, Funcionária da ALRAA (ref.); Francisco César, Dep. ALRAA; Francisco Wallenstein Macedo, Biólogo; Gilberta Rocha, Prof. Univ., Dir. CES-UA e Ex-Dep. ALRAA; Graça Silva, Dep. ALRAA; Guilherme Figueiredo, Reumatologista; Hélder Medeiros (Helfimed), Téc. Sup./Humorista; Hélder Silva, Prof. Univ., Dir do DOP-UA e Ex-Dep. ALRAA; Henrique Schanderl, Prof. Univ.; Herberto Gomes, Jornalista; Hernâni Jorge, Jurista e Ex-Dep. ALRAA; Hugo Arruda, Magister d'Os Tunídeos; Inês Soares Sá, Secretária; Ivo Machado, Escritor; Joana Borges Coutinho, Empresária; Joana Félix, Poeta; Joana Sarmento, Eng. Ambiente; João Cordeiro, Ass. Imprensa; João de Melo, Escritor; João Decq Mota, Coord. USH; João Stattmiller, Sociólogo; Jorge Barata Almeida e Sousa, Eng. Mecânico; Jorge Kol, Arquiteto; Jorge Macedo, Dep. ALRAA; Jorge Santos, Neurologista, Pres. Deleg. Açores Ordem dos Médicos; José (Zeca) Medeiros, Realizador e Músico; José Andrade Melo, Prof.; José Carlos Frias, Empresário; José Cascalho, Prof. Univ., Ex-Dep. ALRAA; José Couto, Advogado; José de Sousa Rego, Prof. e Ex-Dep. ALRAA; José Decq Mota, Pres. C. Naval da Horta, Ex-Dep. ALRAA; José Gabriel Ávila, Jornalista (ref.); José Guilherme Reis Leite, Ex-Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores; José Manuel Santos Narciso, Jornalista; José Maria Cardoso Jorge, Chefe do Núcleo de São Miguel do CNE; José Maria Pacheco (Tia Maria do Nordeste), Bancário (ref.); José Maria Teixeira Dias, Prof. Univ. (ref.); Labieno Moniz Furtado, Empresário; Laurindo Frias, Pneumologista; Lídia Bulcão, Dep. AR; Lizuarte Machado, Dep. ALRAA; Lúcia Arruda, Jurista; Lúcio Rodrigues, Dep. ALRAA; Luís Alberto Bettencourt, Realizador de TV e Cantautor; Luís Banrezes, Promotor Cultural; Luís Noronha Botelho, Prof. (ref.); Luiz Fagundes Duarte, Prof. Univ.; Luz Paramio, Oceanógrafa; Manuel António Santos, Ouvidor de S. Jorge; Manuel Conde Bettencourt, Prof.; Manuel Faria, Tenente Coronel (na reserva); Manuel Moniz, Jornalista; Marco Coelho, Oficial de Placa; Marco Melo, Veterinário; Mª Alexandra Pacheco Vieira, Advogada; Mª Antónia Fraga, Prof (ref.); Mª das Mercês Pacheco, Empresária; Mª do Carmo Barreto, Prof Univ.; Mª do Céu Guerra, Atriz; Mª Fernanda Mendes, Psiquiatra e Ex-Dep. ALRAA; Mª Helena Frias, Livreira; Mª Isabel Lopes, Enfermeira; Mª Manuel Arruda, Prof. (ref.); Mª Margarida Lopes, Designer; Mário Abrantes, Eng. Silvicultor; Mário Furtado, Prof./Pres. Junta da Matriz da RG; Mário Roberto Carvalho, Artista; Marta Cabral, Veterinária; Marta Couto, Dep. ALRAA; Martim Cymbron, Artista Plástico; Martinho Baptista, Empregado Comercial; Miguel Balacó Amaral, Veterinário e Pres. CR Açores Ordem dos Médicos Veterinários; Milagres Paz, Bailarina e Prof. Dança; Milton Mendonça, Bancário/Vice-Pres. CMN; Milton Sarmento, Advogado; Nélia Amaral, Psicóloga e Ex-Dep. ALRAA; Nélio Lourenço, Sociólogo; Nelson Cabral, Ator e Encenador; Nuno Tomé, Jurista; Onésimo Teotónio de Almeida, Prof. Univ. e Escritor; Orlando Guerreiro, Eng. Ambiente; Paulo Borges, Prof. Univ. e Ex-Dep. ALRAA; Paulo Linhares Dias, Advogado; Paulo Marques, Coord. USSMSM; Paulo Matos, Técnico de Óticas; Paulo Mendes, Psicólogo e Ex-Dep. ALRAA; Paulo Pacheco, Veterinário; Paulo Sanona, Ajudante de Reabilitação; Paulo Santos, Advogado; Paulo Valadão, Veterinário e Ex-Dep. ALRAA; Pedro Bradford, Acupunctor; Piedade Lalanda, Prof. Univ. e Ex-Dep. ALRAA; Renata Correia Botelho, Dep. ALRAA; Ricardo Rodrigues, Advogado, Pres. CMVFC e Ex-Dep. AR; Ricardo Serrão Santos, Prof. Univ./Eurodeputado; Rita Blanco, Atriz; Roberto Correia Batista, Secretário; Rogério Sousa, Promotor Cultural; Rogério Veiros, Dep. ALRAA; Rosa Chaves, Designer de Comunicação; Rui Coutinho, Prof. Univ.; Rui Goulart, Jornalista; Rute Rocha, Professora; Sandra Medeiros, Dermatologista; Sara Carreiro, Administrativa; Sara Coutinho, Jornalista; Sílvia Torres (Sonasfly), Cantautora; Sónia Pastor Furtado, Secretária; Sónia Nicolau, Prof.; Suzete Frias, Psicóloga e Pres. Dir. ARRISCA; Tânia Fonseca, Psicóloga/Vice-Pres. CMRG; Teófilo Braga, Prof.; Tiago Matias, Ass. Imprensa; Tiago Miranda, Pres. Juv. Monárquica dos Açores; Tiago Redondo, Secretário; Tomás Silva, Arquiteto; Urbano Bettencourt, Prof. e Escritor; Urbano Resendes, Artista Plástico; Valentina Matos, Bióloga; Vamberto Freitas, Prof. Univ. e Escritor; Vera Pires, Func. SATA; Vítor Marques, Promotor Cultural; Vítor Silva, Coord. CGTP Açores; Zuraida Soares, Dep. ALRAA.
Somos todos Açores e qualquer prática legalizada numa das nossas ilhas implicará a Região no seu todo. Ora, a recente divulgação de que estará a ser preparada, por parte de um grupo de deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, uma iniciativa legislativa que contempla a introdução da chamada “Sorte de Varas”, ou “Tourada Picada”, na ilha Terceira (o que significa, naturalmente, verter para os Açores essa pretensa legalização), tem gerado forte contestação na opinião pública. Muitas são as vozes, de todos os quadrantes da sociedade, mesmo entre os aficionados, que se têm posicionado contra esta prática de crueldade extrema para com o touro, proibida em todo o país e que não se reveste, nas nossas ilhas, de qualquer caráter cultural, tradicional ou identitário. Acrescente-se que se trata da terceira tentativa de legalização desta variante tauromáquica, tendo sido rejeitada em 2009 por parcos dois votos.
Somos todos Açores e, numa altura de forte aposta no Turismo Sustentável, no Turismo de Natureza, assente sobretudo no respeito ambiental e na estreita e harmoniosa ligação do Homem com a Terra e com o Mar, não consideramos compreensível esta pretensão, que remete para uma forma de sofrimento animal que não é admissível nos dias que correm, e que mancharia, cá dentro e para quem nos visita, a imagem dos Açores – abrindo, além do mais, gravíssimas fendas na sociedade açoriana, que se quer coesa e unida.
Somos todos Açores. Estas nove ilhas do verde e das águas límpidas, das belezas naturais e da comunhão com a Natureza, não merecem isto. Não merecem ficar conotados com uma nova forma de crueldade animal. Não merecem a mancha social e política que a legalização de uma prática deste teor traria para todo o arquipélago.
Porque somos todos Açores, e independentemente de a suposta iniciativa parlamentar chegar ou não à Assembleia Legislativa Regional, manifestamo-nos CONTRA a legalização da Sorte de Varas nos Açores.
Subscritores: Álamo Oliveira, Escritor; Alexandra Correia, Administrativa; Alexandra Patrícia Manes, Aux. Ação Educativa; Alexandre Pascoal, Sociólogo/Promotor Cultural; Álvaro Borralho, Prof. Univ.; Alzira Silva, Jornalista (ref.) e Ex-Dep. ALRAA; Ana Isabel Serpa, Prof; Ana Loura, Eng. Téc. Eletrotecnia; Ana Luísa Araújo, Hematologista; Ana Madeira, Prof.; Ana Paula Andrade, Pianista/Prof. Música; Ana Paula Marques, Prof. e Ex-Dep. ALRAA; Ana Rita Afonso, Prof.; Ana Teresa Almeida Bettencourt, Ass. Social; André Bradford, Dep. ALRAA; André Franqueira Rodrigues, Jornalista; Aníbal Pires, Dep. ALRAA; Aníbal Raposo, Cantautor; Antero Ávila, Músico/Compositor; António Inocêncio, Dirig. Sindical; António Lucas, Prof./Pres. SPRA; António Manuel Amaral, Deleg. Sindical SITAVA; António Teixeira Maduro, Téc. Sup. (ref.); Armando Mendes, Jornalista; Benilde Oliveira, Dep. ALRAA; Bruno da Ponte, Editor; Bruno de Jesus Pereira, Piloto; Carla Rita Couto, Secretária; Carlos Cordeiro, Prof. Univ.; Carlos Costa Neves, Dep. AR e Ex-Ministro da Agricultura; Carlos Enes, Dep. AR; Carlos Frazão, Maestro; Carlos Arruda, Ortopedista; Carlos Manuel Martins do Vale César, Ex-Presidente do Governo Regional dos Açores; Carlos Medeiros, Músico; Carlos Mendonça, Fisioterapeuta/Pres. CMN e Ex-Dep. ALRAA; Carlos Oliveira, Prof.; Carlos Ribeiro, Prof. Univ.; Catarina Fraga, Dentista; Catarina Moniz Furtado, Dep. ALRAA; Catia Benedetti, Prof. Univ.; César Gonçalves, Médico Cl. Geral; Chrys Chrystello, Jornalista; Cipriano Pacheco, Padre; Clara Queirós, Prof. Univ. (ref.); Daniel Gonçalves, Prof./Escritor; Daniel Pavão, Prof; Davide Santos, Biólogo; Dinarte Oliveira Melo, Gestor; Diogo Caetano, Geólogo; Duarte Melo, Padre; Eduardo Ferraz da Rosa, Prof. Univ.; Elsa Violante Cavaleiro Lobo Ferreira, Téc Reinserção Social; Emanuel Couto, Solicitador; Emanuel Jorge Botelho, Prof. (ref.)/Escritor; Emília Mendonça, Prof (ref.).; Fabíola Jael Cardoso, Prof.; Fátima Mota, Prof. (ref.)/Galerista; Fernando Lopes, Prof Univ. e Ex-Dep. ALRAA; Filipe Cordeiro, Coord. Secção PDL do SBSI; Filipe Tavares, Produtor/Realizador; Filomena Maduro, Funcionária da ALRAA (ref.); Francisco César, Dep. ALRAA; Francisco Wallenstein Macedo, Biólogo; Gilberta Rocha, Prof. Univ., Dir. CES-UA e Ex-Dep. ALRAA; Graça Silva, Dep. ALRAA; Guilherme Figueiredo, Reumatologista; Hélder Medeiros (Helfimed), Téc. Sup./Humorista; Hélder Silva, Prof. Univ., Dir do DOP-UA e Ex-Dep. ALRAA; Henrique Schanderl, Prof. Univ.; Herberto Gomes, Jornalista; Hernâni Jorge, Jurista e Ex-Dep. ALRAA; Hugo Arruda, Magister d'Os Tunídeos; Inês Soares Sá, Secretária; Ivo Machado, Escritor; Joana Borges Coutinho, Empresária; Joana Félix, Poeta; Joana Sarmento, Eng. Ambiente; João Cordeiro, Ass. Imprensa; João de Melo, Escritor; João Decq Mota, Coord. USH; João Stattmiller, Sociólogo; Jorge Barata Almeida e Sousa, Eng. Mecânico; Jorge Kol, Arquiteto; Jorge Macedo, Dep. ALRAA; Jorge Santos, Neurologista, Pres. Deleg. Açores Ordem dos Médicos; José (Zeca) Medeiros, Realizador e Músico; José Andrade Melo, Prof.; José Carlos Frias, Empresário; José Cascalho, Prof. Univ., Ex-Dep. ALRAA; José Couto, Advogado; José de Sousa Rego, Prof. e Ex-Dep. ALRAA; José Decq Mota, Pres. C. Naval da Horta, Ex-Dep. ALRAA; José Gabriel Ávila, Jornalista (ref.); José Guilherme Reis Leite, Ex-Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores; José Manuel Santos Narciso, Jornalista; José Maria Cardoso Jorge, Chefe do Núcleo de São Miguel do CNE; José Maria Pacheco (Tia Maria do Nordeste), Bancário (ref.); José Maria Teixeira Dias, Prof. Univ. (ref.); Labieno Moniz Furtado, Empresário; Laurindo Frias, Pneumologista; Lídia Bulcão, Dep. AR; Lizuarte Machado, Dep. ALRAA; Lúcia Arruda, Jurista; Lúcio Rodrigues, Dep. ALRAA; Luís Alberto Bettencourt, Realizador de TV e Cantautor; Luís Banrezes, Promotor Cultural; Luís Noronha Botelho, Prof. (ref.); Luiz Fagundes Duarte, Prof. Univ.; Luz Paramio, Oceanógrafa; Manuel António Santos, Ouvidor de S. Jorge; Manuel Conde Bettencourt, Prof.; Manuel Faria, Tenente Coronel (na reserva); Manuel Moniz, Jornalista; Marco Coelho, Oficial de Placa; Marco Melo, Veterinário; Mª Alexandra Pacheco Vieira, Advogada; Mª Antónia Fraga, Prof (ref.); Mª das Mercês Pacheco, Empresária; Mª do Carmo Barreto, Prof Univ.; Mª do Céu Guerra, Atriz; Mª Fernanda Mendes, Psiquiatra e Ex-Dep. ALRAA; Mª Helena Frias, Livreira; Mª Isabel Lopes, Enfermeira; Mª Manuel Arruda, Prof. (ref.); Mª Margarida Lopes, Designer; Mário Abrantes, Eng. Silvicultor; Mário Furtado, Prof./Pres. Junta da Matriz da RG; Mário Roberto Carvalho, Artista; Marta Cabral, Veterinária; Marta Couto, Dep. ALRAA; Martim Cymbron, Artista Plástico; Martinho Baptista, Empregado Comercial; Miguel Balacó Amaral, Veterinário e Pres. CR Açores Ordem dos Médicos Veterinários; Milagres Paz, Bailarina e Prof. Dança; Milton Mendonça, Bancário/Vice-Pres. CMN; Milton Sarmento, Advogado; Nélia Amaral, Psicóloga e Ex-Dep. ALRAA; Nélio Lourenço, Sociólogo; Nelson Cabral, Ator e Encenador; Nuno Tomé, Jurista; Onésimo Teotónio de Almeida, Prof. Univ. e Escritor; Orlando Guerreiro, Eng. Ambiente; Paulo Borges, Prof. Univ. e Ex-Dep. ALRAA; Paulo Linhares Dias, Advogado; Paulo Marques, Coord. USSMSM; Paulo Matos, Técnico de Óticas; Paulo Mendes, Psicólogo e Ex-Dep. ALRAA; Paulo Pacheco, Veterinário; Paulo Sanona, Ajudante de Reabilitação; Paulo Santos, Advogado; Paulo Valadão, Veterinário e Ex-Dep. ALRAA; Pedro Bradford, Acupunctor; Piedade Lalanda, Prof. Univ. e Ex-Dep. ALRAA; Renata Correia Botelho, Dep. ALRAA; Ricardo Rodrigues, Advogado, Pres. CMVFC e Ex-Dep. AR; Ricardo Serrão Santos, Prof. Univ./Eurodeputado; Rita Blanco, Atriz; Roberto Correia Batista, Secretário; Rogério Sousa, Promotor Cultural; Rogério Veiros, Dep. ALRAA; Rosa Chaves, Designer de Comunicação; Rui Coutinho, Prof. Univ.; Rui Goulart, Jornalista; Rute Rocha, Professora; Sandra Medeiros, Dermatologista; Sara Carreiro, Administrativa; Sara Coutinho, Jornalista; Sílvia Torres (Sonasfly), Cantautora; Sónia Pastor Furtado, Secretária; Sónia Nicolau, Prof.; Suzete Frias, Psicóloga e Pres. Dir. ARRISCA; Tânia Fonseca, Psicóloga/Vice-Pres. CMRG; Teófilo Braga, Prof.; Tiago Matias, Ass. Imprensa; Tiago Miranda, Pres. Juv. Monárquica dos Açores; Tiago Redondo, Secretário; Tomás Silva, Arquiteto; Urbano Bettencourt, Prof. e Escritor; Urbano Resendes, Artista Plástico; Valentina Matos, Bióloga; Vamberto Freitas, Prof. Univ. e Escritor; Vera Pires, Func. SATA; Vítor Marques, Promotor Cultural; Vítor Silva, Coord. CGTP Açores; Zuraida Soares, Dep. ALRAA.
4.2.15
Não à sorte de varas. Não às touradas
Da proibição do aguilhão à legalização da “puya”
Em 1928, alguns jornais dos Açores denunciavam o “processo bárbaro de estimular os animais”, tendo sido encontrada a pele de um animal jovem, proveniente da ilha Graciosa, com mais de duas mil cicatrizes de feridas provocadas por um aguilhão.
Na altura, as razões apontadas para a proibição do uso do aguilhão tinham mais a ver com alguma sensibilidade para com o sofrimento animal, mas, sobretudo, com aspetos económicos. Com efeito, o jornal “A União” foi claro relativamente ao assunto quando publicou um texto, mais tarde transcrito no Correio dos Açores, onde se pode ler: “Haverá pois toda a conveniência em que as autoridades competentes façam cumprir rigorosamente o decreto que acaba de ser publicado, proibindo o uso do aguilhão, e isso não só como medida de “caridade” mas também como proteção a uma indústria da nossa terra [fábrica de curtumes] ”.
Através do artigo 3º do referido decreto, datado de 27 de setembro de 1928, ficava proibida “o uso do aguilhão ou de qualquer instrumento perfurante na condução de animais, quer em transporte, quer em trabalho, excepto na condução e trabalho de bovinos da raça brava”. Curioso é que então como hoje há sempre animais que não são animais, isto é, os interesses da tortura para divertimento sempre falaram mais alto.
O decreto mencionado esteve em vigor por muito pouco tempo, tendo sido revogado a 16 de março de 1929 por outro que permitia “em todo o território da República Portuguesa o uso do aguilhão para guiar bovinos adultos em trabalhos de lavoura e carretagem”.
A barbaridade para com os animais continuou de tal modo que, durante cerca de duas décadas, uma das principais lutas de Alice Moderno e da Sociedade Micaelense Protetora dos Animais foi contra o uso do aguilhão, mas agora por razões humanitárias e por compaixão pelos animais que ela dizia que eram “os seus irmãos inferiores”.
Varrido dos Açores o uso do aguilhão, acreditamos que, mais do que por imposições legais, pela evolução dos meios de transporte, isto é, com a caída em desuso das carroças e afins e sua substituição pelos veículos motorizados, continuou a prática imoralmente legal de torturar animais com bandarilhas nas praças de touros.
Não satisfeitos com a barbaridade que são as touradas de praça como as existentes, um grupo de amantes do sofrimento animal quer que o mesmo seja levado ao extremo, através da legalização das touradas picadas ou sorte de varas,, para posteriormente evoluírem para os touros de morte. Sobre esta horrenda barbaridade é bom recordar que, em 1989, houve uma proposta neste sentido que chegou a ser apresentada na ALRA por um membro do governo regional de então.
Quando pensávamos que o planeta Terra estava a girar normalmente em torno do seu eixo e que os deputados estavam preocupados com as gentes que os elegeram, quando acreditávamos que estavam a trabalhar para minimizar os impactos na vida de muitas famílias do desemprego que surgirá com a saída dos militares americanos da ilha Terceira, caiu como uma bomba a notícia que estavam a trabalhar numa atualização do Regulamento Tauromáquico que pretende legalizar a sorte de varas nos Açores ou apenas na ilha Terceira.
Em 2009, sobre o assunto interrogava-me o que teria levado a que alguns deputados apresentassem “ uma proposta legislativa no sentido de legalizar a sorte de varas, prática não tradicional, bárbara, aspiração de uma minoria e vergonhosa para a região, caso seja aprovada?”
Na altura, pensava que teria sido uma “ uma atitude impensada de desrespeito pelo bem-estar animal e pelo querer das pessoas de bom senso, confiantes que sairiam impunes perante a opinião pública açoriana, nacional e internacional” e acrescentava que os deputados ainda estavam a tempo de arrepiar caminho.
Hoje, perante a repetência de alguns, e pensando que sabem bem o que são as touradas picadas e que conhecem as dimensões dos instrumentos de tortura, as “puyas”, já não tenho qualquer vontade de repetir o apelo pois não os considero pessoas de bem.
A todos os opositores da barbaridade que é a sorte de varas, deputados ou não, a minha solidariedade e apoio, no que me for possível, para impedir que alguns sádicos manchem o bom nome dos Açores.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 30548, de 4 de fevereiro de 2015)
Assine a petição: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT75986
30.1.15
Sorte de varas
Irresponsável a pretensão de alguns deputados de legalizar a sorte de varas nos Açores
Para o Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) constitui uma surpreendente irresponsabilidade política a pretensão de alguns deputados da ilha Terceira ao pretenderem trazer, uma vez mais, para o debate parlamentar regional a legalização da sorte de varas (dissimulada ou não na actualização do regulamento tauromáquico), que consiste numa sangrenta prática de tortura animal proibida em todo o território português e já rejeitada nos Açores.
Num momento de graves constrangimentos económicos para a ilha Terceira, como consequência dos despedimentos da base das Lajes, que vêm somar-se aos já suficientemente graves efeitos do empobrecimento generalizado da sociedade portuguesa dos últimos anos, parece que para estes deputados a prioridade resume-se na legalização de uma nova forma de torturar os animais, apenas para satisfação de ideias retrógradas duma pequena minoria de terceirenses que envergonha o conjunto dos cidadãos açorianos.
É surpreendente também que num momento de grave crise económica para a Terceira, estes deputados nada tenham a propor para além da promoção duma atividade esbanjadora de dinheiros públicos como são as touradas. O governo regional e autarquias esbanjam cada ano nesta prática perto de 580 mil euros de dinheiros públicos, que saem do bolso de todos os contribuintes açorianos, através de apoios e subsídios directos ou indirectos à tauromaquia.
Assim, num momento em que se pede para a ilha Terceira a solidariedade de todos os açorianos e de todas as ilhas, todas elas com os seus próprios problemas sociais e económicos, e em que o governo regional pretende canalizar importantes quantidades de dinheiro para a revitalização económica da Terceira, a atitude dos mencionados deputados só pode ser considerada leviana na medida em que a introdução da sorte de varas, uma prática anacrónica rejeitada pela maioria dos açorianos e condenada em quase todo o mundo, para além de incrementar o esbanjamento de dinheiros públicos só poderá contribuir para a má imagem da região junto dos potenciais visitantes.
Num momento que em Portugal já é considerado delito, condenado penalmente, torturar animais (infelizmente com uma absurda excepção para os touros), num momento em que a prática da tauromaquia é abolida em todo o mundo civilizado, estes deputados da Terceira, em pleno século XXI, só pensam legalizar uma prática que leva a um maior derramamento de sangue e que eleva a tortura infligida a uns animais inocentes. Levados pela sua irresponsabilidade, o seu único interesse parece ser denegrir a imagem dos Açores como destino turístico e envergonhar e denegrir todos os açorianos como seres civilizados.
A região não é pertença de um pequeno grupo de interessados economicamente nesta prática, e por isso, é um assunto que diz respeito a todos açorianos que insistem em não querer os Açores salpicados de sangue.
Comunicado do
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)
29/01/2015
12.6.14
4.12.11
Eles não desistem da Sorte de Varas e nós não desistimos de a combater

O incremento da tortura animal é um objectivo que não sai da cabeça de alguns. O nosso papel é lutar para que tal não aconteça.
A leitura do texto abaixo é muito útil para quem não desiste de lutar pelos direitos dos animais.
TAUROMAQUIA EM PORTUGAL
Importa debater a questão da Tauromaquia em Portugal, abordando-a com toda a objectividade e publicitar este debate, para que os portugueses compreendam bem do que se trata e formem uma opinião sobre a sua utilidade, o seu mérito ou demérito e a sua aceitação ou repúdio.
Para isso é preciso argumentar profunda, científica, ética, cultural, socialmente.
O touro é o elemento sempre massacrado da tauromaquia, desde intensa prolongada ansiedade, repetidos e dolorosos ferimentos, esgotamento anímico e físico e quase sempre a morte em longa agonia.
O cavalo, dominado e violentado pelo cavaleiro tauromáquico é o elemento obrigado a arriscar tudo e a sofrer perante o touro, desde ansiedade, ferimento físico até a morte.
Estes factos, inegáveis e indissociáveis da tauromaquia, seriam suficientes para interditar a sua existência numa sociedade culta, consciente, pacífica e compassiva.
É esta a opinião dos abolicionistas, que dispõem de imensos argumentos ditados pelo senso comum e confirmados pela ciência.
Da parte dos tauromáquicos e dos seus aficcionados colhem-se argumentos falaciosos,
não ditados pelo senso comum, não confirmados pela ciência, baseando-se na tradição, no gosto pelo “espectáculo”, em interesses económicos, omitindo praticamente (ignorado ou não) o sofrimento sempre presente destes condenados a serem “actores” à força - o touro e, no toureio montado - o cavalo.
Na verdade, plantas não têm sistema nervoso, não têm sensibilidade, não têm consciência.
Animais são seres dotados de sistema nervoso mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é perigoso e agressivo e doloroso. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa e de fuga para poderem sobreviver. Sem essas capacidades não poderiam sobreviver.
Portanto, medo e dor são essenciais e condição de sobrevivência.
É testemunho da maior ignorância ou intenção de ludíbrio o afirmar que algum animal em qualquer situação possa não sentir medo e dor, se for ameaçado ou ferido.
A ciência revela que a constituição anatómica e a fisiologia do touro, do cavalo e do homem são extremamente semelhantes. Os ADN são quase coincidentes.
As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento.
O senso comum apreende isto e a ciência o confirma.
O especismo é uma atitude que, arrogantemente coloca o Homem numa posição de superioridade, que lhe permite dispor sobre os animais como entender.
A compaixão selectiva visa tratar bem certas espécies (em geral cães e gatos) e menos outras, quase consideradas como objectos.
Os animais não humanos são considerados menos inteligentes do que os seres humanos. Podem estar mais ou menos próximos e mais ou menos familiarizados connosco, mas eles são tanto ou mais sensíveis do que nós ao medo ao susto e à dor.
É, portanto, nosso dever ético não lhes causar sofrimento desnecessário.
"A compaixão universal é o fundamento da ética" - um belo pensamento do filósofo alemão Arthur Schopenhauer.
A tauromaquia está eivada de especismo sobre o touro e sobre o cavalo.
O homem faz espectáculo e demonstração da sua "superioridade" provocando, fintando, ferindo com panóplia de ferros que cortam, cravam, atravessam, esgotam, por vezes matam o touro, em suma lhe provocam enorme e prolongado sofrimento, para gaúdio de uma assistência que se diverte com o sofrimento, a agonia e morte de um animal.
Isto é comparável aos espectáculos de circo romano, há muito considerado espectáculo bárbaro, onde escravos e cristãos eram obrigados a lutarem e matarem-se uns aos outros ou eram atirados aos leões para serem devorados.
O cavalo é dominado com ferros castigando as gengivas bucais e por esporas mais ou menos agressivas, até cortantes, no ventre.
Esta montada é posta em risco de mais ferimento e de morte pelo cavaleiro tauromáquico, que o utiliza como veículo para combater e vencer o touro.
O sofrimento do cavalo soma-se aqui ao do touro.
Na tauromaquia, touro e cavalo são excluídos de qualquer compaixão, antes pelo contrário estão completamente submetidos à violência e ao sofrimento.
E o espectáculo é legal em Portugal, publicitado e mostrado na comunicação social, aclamado, fonte de negócio.
Mas nesta “arte” não são somente touros e cavalos que sofrem.
São muitas as pessoas conscientes e compassivas, que por esta prática de violência e de crueldade se sentem extremamente preocupadas e indignadas e sofrem solidariamente e a consideram anti-educativa, fonte de enorme vergonha para o país, atentório de reputação internacional, obstáculo dissuassor do turismo de pessoas conscientes, que se negam a visitar um país onde tais práticas, que consideram "bárbaras", acontecem!
Com certeza que existem boas e inócuas alternativas para os aficcionados, para os trabalhadores tauromáquicos, para os "artistas", para os campos e para os touros e cavalos.
Será positivo para os aficcionados irem ver e até pagar bilhete para assistir ao sofrimento de animais?
Chamar arte à tauromaquia e compará-la ao ballet, ao teatro, etc é falacioso.
Afirmar comparativamente que o ballet também provoca dor é infeliz e despropositado.
O que se assiste no enredo do teatro, de uma peça de ballet é representação, sem provocação real, sem ferimento, sem morte e os actores estão ali voluntariamente.
Porque fazem sofrer os animais os chamados “artistas”? Dar-lhes-à isso algum gozo?
Será isso admirável, corajoso, heróico?
Porque não fazer o espectáculo teatralmente e com o belo aparato visual e musical, mas sem os touros e sem o sofrimento animal?
Eu seria espectador para isso.
Os campos podem ser utilizados de outro modo e continuar a serem subsidiados.
A raça pode ser mantida sem a cruel tauromaquia e continuar a ser subsidiada.
Os trabalhadores, campinos e ganadeiros podem continuar o seu trabalho.
Os forcados, cujo papel só surge depois do touro ter sido massacrado previamente, podem dedicar-se a actividades ou desportos onde valentia, luta corpo a corpo são fulcrais, como box, luta livre e outros e acrescidos de espírito de grupo, como o rugby, por exemplo.
Creiam, que eu tenho conhecimentos e experiência para escrever este texto.
Sou médico veterinário desde 1967. Estudei em Portugal e na Alemanha. Trabalhei na Suíça 7 anos, na Alemanha 10 anos, nos Açores 3 anos (na Praia da Vitória, Ilha Terceira, onde existe aficcion e onde tive de intervir obrigatoriamente no acompanhamento dos touros nas touradas, na minha qualidade de médico veterinário municipal), 22 anos em Aljezur em Portugal Continental.
Trabalhei sempre com gado bovino e cavalos.
Fui cavaleiro de concurso hípico completo e detentor de 2 cavalos polivalentes. Conheço bem cavalos, a sua personalidade e as suas aptidões.
Fui entusiástico jogador de rugby durante 3 anos, o que interrompi por acidente, que me impossibilitou a continuação da prática.
Aconselho, pela sua superior qualidade, alguns vídeos extremamente informativos, muito influentes no processo que teve lugar no Parlamento da Catalunha.
Vasco Reis, médico veterinário municipal aposentado
30 de Setembro de 2011
21.8.10
7.5.10
Touradas- Reflexão
Tenho andado a estudar um pouco da história das touradas nos Açores e verifico que os adeptos da festa (?) brava têm razão quando dizem que o argumento da tradição não lhes serve por razões diferentes que são:
1- Em praticamente em todas as ilhas existiram "touradas" que foram desaparecendo com o evoluir da sociedade;
2- As touradas à corda já foram mais cruéis do que são hoje, devendo-se a alteração ao aumento da sensibilidade das pessoas e a imposições legais;
3- Na Terceira o argumento não serve pois o que se pretende não é mantê-la mas sim legalizar práticas não existentes como a sorte de varas e os touros de morte;
4- A única actividade tauromáquica que faz mover o povo (a maioria?) da Terceira são as touradas à corda, as outras são puro negócio para meia dúzia;
5- Os adeptos da touradas à corda são sensíveis ao sofrimento dos touros, e facilmente aceitariam medidas conducentes à minimização do mesmo;
6- Nas outras ilhas, nomeadamente em São Miguel, todas as tentativas mais recentes de introduzir touradas à corda falharam por razões sobretudo económicas. Como não é tradição neste ilha, o argumento também não serve aos pró-touradas.
Para terminar esta breve reflexão, passo a analisar a estratégia que tem sido seguida pela recente investida com o objectivo de popularizar as touradas em São Miguel.
1- Não sendo as touradas auto- sustentáveis do ponto de vista económico, o recurso tem sido à sua promoção por entidades oficiais ou por elas apoiadas directa ou indirectamente. Assim as touradas à corda têm sido promovidas em São Miguel sobretudo pela Junta de Freguesia das Capelas, cujo presidente era até recentemente presidente do IROA, Câmara Municipal da Lagoa e pela Associação Agrícola de São Miguel. Embora não possa confirmar para todas estas entidades sabe-se que nalguns casos há a mão do Director Regional do Desenvolvimento Agrário, residente na Terceira e aficionado.
2- Não negando que entre a população micaelense haja adeptos, a estratégia tem passado por começar a divulgar as touradas entre os mais frágeis quer do ponto de vista da instrução, da cultura ou dos rendimentos económicos. Não terá sido por acaso que a maioria das touradas se realizaram em zonas piscatórias, como Lagoa, Caloura ou Rabo de Peixe.
Por último, não se está a promover a pretensa ruralidade, pelo contrário está-se a fomentar a utilização de animais para divertimento, a banalizar os maus tratos, a promover o alcoolismo,etc., em suma a deseducar.
Face a esta situação não podemos ficar de braços cruzados, temos que apostar na educação junto das escolas e continuar a denunciar o mau uso de dinheiros públicos já que com eles poderíamos alterar em grande medida a situação de maus tratos e abandono de animais que tem ocorrido na nossa terra.
Mariano Soares
1- Em praticamente em todas as ilhas existiram "touradas" que foram desaparecendo com o evoluir da sociedade;
2- As touradas à corda já foram mais cruéis do que são hoje, devendo-se a alteração ao aumento da sensibilidade das pessoas e a imposições legais;
3- Na Terceira o argumento não serve pois o que se pretende não é mantê-la mas sim legalizar práticas não existentes como a sorte de varas e os touros de morte;
4- A única actividade tauromáquica que faz mover o povo (a maioria?) da Terceira são as touradas à corda, as outras são puro negócio para meia dúzia;
5- Os adeptos da touradas à corda são sensíveis ao sofrimento dos touros, e facilmente aceitariam medidas conducentes à minimização do mesmo;
6- Nas outras ilhas, nomeadamente em São Miguel, todas as tentativas mais recentes de introduzir touradas à corda falharam por razões sobretudo económicas. Como não é tradição neste ilha, o argumento também não serve aos pró-touradas.
Para terminar esta breve reflexão, passo a analisar a estratégia que tem sido seguida pela recente investida com o objectivo de popularizar as touradas em São Miguel.
1- Não sendo as touradas auto- sustentáveis do ponto de vista económico, o recurso tem sido à sua promoção por entidades oficiais ou por elas apoiadas directa ou indirectamente. Assim as touradas à corda têm sido promovidas em São Miguel sobretudo pela Junta de Freguesia das Capelas, cujo presidente era até recentemente presidente do IROA, Câmara Municipal da Lagoa e pela Associação Agrícola de São Miguel. Embora não possa confirmar para todas estas entidades sabe-se que nalguns casos há a mão do Director Regional do Desenvolvimento Agrário, residente na Terceira e aficionado.
2- Não negando que entre a população micaelense haja adeptos, a estratégia tem passado por começar a divulgar as touradas entre os mais frágeis quer do ponto de vista da instrução, da cultura ou dos rendimentos económicos. Não terá sido por acaso que a maioria das touradas se realizaram em zonas piscatórias, como Lagoa, Caloura ou Rabo de Peixe.
Por último, não se está a promover a pretensa ruralidade, pelo contrário está-se a fomentar a utilização de animais para divertimento, a banalizar os maus tratos, a promover o alcoolismo,etc., em suma a deseducar.
Face a esta situação não podemos ficar de braços cruzados, temos que apostar na educação junto das escolas e continuar a denunciar o mau uso de dinheiros públicos já que com eles poderíamos alterar em grande medida a situação de maus tratos e abandono de animais que tem ocorrido na nossa terra.
Mariano Soares
8.11.09
Sobre as lesões provocadas pela sorte de varas

Consulte o link e saiba mais sobre a sorte de varas:
http://www.blogveterinario.com/search?q=suerte+de+varas
Fonte: http://www.blogveterinario.com/
26.5.09
TOIROS PICADOS – NÃO ENVERGONHEM ESTE POVO
Embora à distância, não deixo de acompanhar o que se vai escrevendo e dizendo sobre os toiros picados e a vontade de alguns em quererem introduzir essa modalidade nos Açores.
Os argumentos dos que defendem esta prática continuam a insistir que faz parte da tradição e que promove o turismo.
Utilizar o sofrimento dos animais para justificar a entrada de verbas na região, não me parece o caminho mais correcto, mas a afirmação revela um desconhecimento completo do perfil de quem visita a região. Quem nos procura, seja nacional ou estrangeiro, vai ao encontro da natureza, vai ao encontro do equilíbrio entre o homem e essa mesma natureza, coisa rara nos dias de hoje, vai ao encontro do valioso património humano edificado e de um ambiente único no mundo, pautado por uma certa calma e doçura na forma de viver.
A imagem dos Açores que tem sido apregoada, e muito bem, congrega estes valores e são que eles que atraem forasteiros. Introduzir toiros picados vai gerar uma onda de protestos com consequências graves no turismo. E não se julgue que as pessoas são indiferentes a estas questões. Quem ler os jornais do início do século XX já encontra críticas de estrangeiros aos nossos “brutos” costumes por maltratarmos os animais domésticos; o que não dirão da brutalidade que agora se quer introduzir…
Os Açores têm um passado histórico a preservar, uma cultura que nos honra, uma imagem positiva em todos os cantos do mundo, uma forma de estar reveladora do processo civilizacional que constitui a longa caminhada da humanidade. O que se defende agora é um retrocesso. É pena que uma boa parte dos representantes dos açorianos na Assembleia Regional não saiba interpretar esses valores e queira ficar para a história como um símbolo do retrocesso.
Quanto à recuperação da tradição, tenho andado a folhear o que tem sido publicado sobre touradas e não encontrei nada que refira a prática de picar os toiros, como uma componente da festa taurina. Não se invoque Luís da Silva Ribeiro, porque ele não o afirma e nem sequer era defensor dessa barbaridade. Recordo, por exemplo, que, quando foi administrador do concelho de Angra, deu ordens à polícia para não permitir maus tratos aos animais, nem que os carros fossem puxados por cães, conduzindo pessoas ou cargas excessivas.
Ainda nos princípios do século XX, os nossos homens do campo iam às touradas acompanhados do seu bordão, com um aguilhão encavado na ponta. A brutalidade que caracterizava muitos deles levava a que espetassem o animal, para que a ferroada provocasse a correria do bicho. Trata-se de actos individuais, isolados, que não faziam parte da estrutura da festa. Não se confunda estas atitudes como uma prática generalizada. E a prová-lo estão precisamente as críticas que foram feitas na imprensa a estes actos, considerados bárbaros. Como já escrevi neste periódico (a 17 de Fevereiro), o que mais se encontra na imprensa é precisamente a opinião que defende o animal e não quem o pica. Esta era a atitude mais adequada a uma sociedade que vinha defendendo novos valores, novos comportamentos, considerados civilizados.
Há dias, numa reportagem televisiva, um defensor dos toiros picados argumentava que só ia à tourada quem queria, como se o problema fosse esse. Independentemente de quem vê, o animal sofre quando é picado. A questão centra-se no animal e não no espectador. A defesa dos direitos do homem e a defesa dos direitos dos animais são uma conquista da humanidade. Uma conquista que marca a era moderna, que nos distingue da barbárie de outros tempos.
Só por ignorância ou demagogia se pode defender a tradição desta prática violenta ou afirmar que é um acto cultural. Esta afirmação ainda me deixa mais boquiaberto. Por onde andará essa cultura que ninguém a viu? Mais perplexo fico quando vejo deputados de ilhas que nunca sentiram o bafo de um toiro aceitarem esta premissa. Mas mesmo que fosse uma questão cultural, o que a humanidade tem feito é combater o que há de negativo nesses comportamentos dos homens. Será que os nossos deputados vão defender o alcoolismo, a violência doméstica, a prostituição por serem uma prática cultural?
Meus caros senhores, ainda vão a tempo de repensar o sentido do vosso voto. Não envergonhem o cargo que ocupam, a instituição que representam, o povo que vos elegeu.
Carlos Enes
(recebido por mail)
Os argumentos dos que defendem esta prática continuam a insistir que faz parte da tradição e que promove o turismo.
Utilizar o sofrimento dos animais para justificar a entrada de verbas na região, não me parece o caminho mais correcto, mas a afirmação revela um desconhecimento completo do perfil de quem visita a região. Quem nos procura, seja nacional ou estrangeiro, vai ao encontro da natureza, vai ao encontro do equilíbrio entre o homem e essa mesma natureza, coisa rara nos dias de hoje, vai ao encontro do valioso património humano edificado e de um ambiente único no mundo, pautado por uma certa calma e doçura na forma de viver.
A imagem dos Açores que tem sido apregoada, e muito bem, congrega estes valores e são que eles que atraem forasteiros. Introduzir toiros picados vai gerar uma onda de protestos com consequências graves no turismo. E não se julgue que as pessoas são indiferentes a estas questões. Quem ler os jornais do início do século XX já encontra críticas de estrangeiros aos nossos “brutos” costumes por maltratarmos os animais domésticos; o que não dirão da brutalidade que agora se quer introduzir…
Os Açores têm um passado histórico a preservar, uma cultura que nos honra, uma imagem positiva em todos os cantos do mundo, uma forma de estar reveladora do processo civilizacional que constitui a longa caminhada da humanidade. O que se defende agora é um retrocesso. É pena que uma boa parte dos representantes dos açorianos na Assembleia Regional não saiba interpretar esses valores e queira ficar para a história como um símbolo do retrocesso.
Quanto à recuperação da tradição, tenho andado a folhear o que tem sido publicado sobre touradas e não encontrei nada que refira a prática de picar os toiros, como uma componente da festa taurina. Não se invoque Luís da Silva Ribeiro, porque ele não o afirma e nem sequer era defensor dessa barbaridade. Recordo, por exemplo, que, quando foi administrador do concelho de Angra, deu ordens à polícia para não permitir maus tratos aos animais, nem que os carros fossem puxados por cães, conduzindo pessoas ou cargas excessivas.
Ainda nos princípios do século XX, os nossos homens do campo iam às touradas acompanhados do seu bordão, com um aguilhão encavado na ponta. A brutalidade que caracterizava muitos deles levava a que espetassem o animal, para que a ferroada provocasse a correria do bicho. Trata-se de actos individuais, isolados, que não faziam parte da estrutura da festa. Não se confunda estas atitudes como uma prática generalizada. E a prová-lo estão precisamente as críticas que foram feitas na imprensa a estes actos, considerados bárbaros. Como já escrevi neste periódico (a 17 de Fevereiro), o que mais se encontra na imprensa é precisamente a opinião que defende o animal e não quem o pica. Esta era a atitude mais adequada a uma sociedade que vinha defendendo novos valores, novos comportamentos, considerados civilizados.
Há dias, numa reportagem televisiva, um defensor dos toiros picados argumentava que só ia à tourada quem queria, como se o problema fosse esse. Independentemente de quem vê, o animal sofre quando é picado. A questão centra-se no animal e não no espectador. A defesa dos direitos do homem e a defesa dos direitos dos animais são uma conquista da humanidade. Uma conquista que marca a era moderna, que nos distingue da barbárie de outros tempos.
Só por ignorância ou demagogia se pode defender a tradição desta prática violenta ou afirmar que é um acto cultural. Esta afirmação ainda me deixa mais boquiaberto. Por onde andará essa cultura que ninguém a viu? Mais perplexo fico quando vejo deputados de ilhas que nunca sentiram o bafo de um toiro aceitarem esta premissa. Mas mesmo que fosse uma questão cultural, o que a humanidade tem feito é combater o que há de negativo nesses comportamentos dos homens. Será que os nossos deputados vão defender o alcoolismo, a violência doméstica, a prostituição por serem uma prática cultural?
Meus caros senhores, ainda vão a tempo de repensar o sentido do vosso voto. Não envergonhem o cargo que ocupam, a instituição que representam, o povo que vos elegeu.
Carlos Enes
(recebido por mail)
12.5.09
A Azórica contra as corridas Picadas
Gostaria de saber em que é que se baseiam os defensores dos toiros picados para afirmarem que tal faz parte da tradição terceirense.
Quanto à defesa que tal tradição seria uma promoção turística, é no mínimo insustentável, já que não estou a ver ninguém a deslocar-se à Terceira, do Continente ou de qualquer outro sítio para ver toiros picados.
Hoje em dia, usa-se muito a expressão “estar com pica”, sendo sem dúvida que os defensores daquela actividade devem estar mesmo bem picados… Tal atitude, até me faz lembrar a dos que defendem estabelecimentos de diversão nocturna ou fogo de artifício, como se tal fosse uma atracção turística para estas ilhas, no meio do mar plantadas.
As pessoas que nos visitam vem ao encontro da natureza e de um ambiente quase único, pautado por uma forma calma de viver o dia-a-dia.
É esta imagem que o Governo Regional tem publicitado e é ela que promove adequadamente os Açores.
Se alguma dúvida houvesse, bastaria ouvir os comentários das pessoas que nos visitam.
A propósito da legalização desta cruel actividade, não posso deixar de referir que quando era menino e moço, os cantoneiros e outros funcionários públicos, inspeccionavam o tamanho do aguilhão da aguilhada, sendo os proprietários sujeitos a multas se ultrapassem um determinado tamanho, com o objectivo de proteger os animais.
Recorde-se que tal norma foi feita no tempo da “Antiga Senhora” e agora em pleno Séc. XXI e em plena democracia pretende-se legalizar-se aquilo que alguém, muito bem, classificou de barbárie.
As sociedades protectoras dos animais e a própria Legislação vigente defende a qualidade de vida dos animais e agora os senhores deputados, pagos com o dinheiro de todos nós, se calhar vão aprovar uma Lei só para satisfazer uma minoria de “picados”, sabe-se lá porquê e com o quê.
O argumento de que só vai a tais toiradas quem gosta de ver não colhe, pois o pobre do animal não vai sofrer mais ou menos, pelo facto de ter muitas ou poucas pessoas a ver o seu mártir.
Já disse e volto a repetir que um dos grandes problemas da democracia é que muitas vezes não se decide de acordo com o que consideramos mais correcto, mas sim por parâmetros que indiquem a possibilidade de ter mais ou menos votos.
Espero que os nossos deputados tenham a coragem de votar naquilo que é mais correcto, ou seja, na não legalização de tais toiros picados e deixem o povo da Terceira divertir-se com as danças de Carnaval, touradas e outras festas.
A Terceira é considerada por muitos como um parque de diversões, mas certamente, a maioria dos terceirenses dispensa esta palhaçada…
A Azorica solidariza-se com todas as posições tomadas contra os toiros picados, nomeadamente com a dos “Amigos dos Açores”.
Manuel Faria de Castro
Fonte: Blogue da Azórica
Quanto à defesa que tal tradição seria uma promoção turística, é no mínimo insustentável, já que não estou a ver ninguém a deslocar-se à Terceira, do Continente ou de qualquer outro sítio para ver toiros picados.
Hoje em dia, usa-se muito a expressão “estar com pica”, sendo sem dúvida que os defensores daquela actividade devem estar mesmo bem picados… Tal atitude, até me faz lembrar a dos que defendem estabelecimentos de diversão nocturna ou fogo de artifício, como se tal fosse uma atracção turística para estas ilhas, no meio do mar plantadas.
As pessoas que nos visitam vem ao encontro da natureza e de um ambiente quase único, pautado por uma forma calma de viver o dia-a-dia.
É esta imagem que o Governo Regional tem publicitado e é ela que promove adequadamente os Açores.
Se alguma dúvida houvesse, bastaria ouvir os comentários das pessoas que nos visitam.
A propósito da legalização desta cruel actividade, não posso deixar de referir que quando era menino e moço, os cantoneiros e outros funcionários públicos, inspeccionavam o tamanho do aguilhão da aguilhada, sendo os proprietários sujeitos a multas se ultrapassem um determinado tamanho, com o objectivo de proteger os animais.
Recorde-se que tal norma foi feita no tempo da “Antiga Senhora” e agora em pleno Séc. XXI e em plena democracia pretende-se legalizar-se aquilo que alguém, muito bem, classificou de barbárie.
As sociedades protectoras dos animais e a própria Legislação vigente defende a qualidade de vida dos animais e agora os senhores deputados, pagos com o dinheiro de todos nós, se calhar vão aprovar uma Lei só para satisfazer uma minoria de “picados”, sabe-se lá porquê e com o quê.
O argumento de que só vai a tais toiradas quem gosta de ver não colhe, pois o pobre do animal não vai sofrer mais ou menos, pelo facto de ter muitas ou poucas pessoas a ver o seu mártir.
Já disse e volto a repetir que um dos grandes problemas da democracia é que muitas vezes não se decide de acordo com o que consideramos mais correcto, mas sim por parâmetros que indiquem a possibilidade de ter mais ou menos votos.
Espero que os nossos deputados tenham a coragem de votar naquilo que é mais correcto, ou seja, na não legalização de tais toiros picados e deixem o povo da Terceira divertir-se com as danças de Carnaval, touradas e outras festas.
A Terceira é considerada por muitos como um parque de diversões, mas certamente, a maioria dos terceirenses dispensa esta palhaçada…
A Azorica solidariza-se com todas as posições tomadas contra os toiros picados, nomeadamente com a dos “Amigos dos Açores”.
Manuel Faria de Castro
Fonte: Blogue da Azórica
7.5.09
"Sorte (?) de Varas"

Parece que o glorioso Parlamento da minha terra se prepara para aprovar a, assim ironicamente apodada, “sorte de varas”. Antes de entrar mais propriamente sobre o tema devo deixar claro que não sou “activista” pelos “direitos” dos animais, nem um fundamentalista contra a caça ou a pesca (que aliás pratico) ou até mesmo (apesar de não apreciar) contra a tourada tal como é praticada ainda por esse Portugal fora. Algumas dessas actividades, como a caça e a pesca, não são meras “tradições”, mas estão antes (a sua prática) profundamente inscritas no etograma humano e, ao menos, está-lhes associado um fim muito específico e comum a todos quanto têm estômago: a gastronomia. A mais disso, como um dia escreveu um dos mais ilustres defensores da caça e das touradas (Ortega y Gasset), num famoso livrinho sobre o tema, tais actividades serão um modo de cada um de nós “tirar férias da Humanidade”.
Não me proponho, como é mais do que óbvio, terçar argumentos com o ilustre filósofo, mas penso ser bizarra e a mais disso extemporânea a pretensão de uns quantos que pretendem agora voltar à “tradição” da “sorte” (?) de varas e tudo quanto de grotesco e bárbaro (e supérfluo) representa como “espectáculo”. Tal como se não me afiguraria próprio proibir sem mais as tradições (como as touradas) por decreto (porque até certo ponto as tradições são para respeitar e devem definhar – como é o caso da tourada portuguesa – e morrer por si), também não se devem impor por portaria, sobretudo quando representam, quer se queira quer não (e não obstante a retórica semi-metafísica dos aficionados) um retrocesso civilizacional. É precisamente essa subtil distinção entre a manutenção de uma tradição civilizacionalmente questionável (como a actual tourada portuguesa, que pode ter por si várias e distintas razões, até de pacificação social) e um retrocesso civilizacional (como é o caso da "sorte" de varas) que os próceres da coisa não entendem.
Mas se cavarmos um pouco mais as razões desse aparentemente súbito apego às “tradições”, veremos que não se trata de apego nenhum e o que quer que seja não é, antes pelo contrário, súbito. Então, o que fará “correr” esta troika substancialmente composta de socialistas e social-democratas, aqueles que têm o poder de no Parlamento açoriano aprovarem uma tal lei, celerada e extemporânea? O que moverá tal mole de base alegadamente progressista a patrocinar uma actividade que mais não é do que a reminiscência de uma sociedade de cavaleiros e escudeiros, de uma sociedade hierarquizada, altamente conservadora e elitista? A resposta é simples: o receio de perderem os votos da única ilha açoriana onde a tourada tem presença secular e substancialmente estabelecida e uma afronta da República cometida há uns anos. Focar-me-ei neste útlimo aspecto.
A ferida abriu-se com um acórdão do Tribunal Constitucional prolatado em 2002, que considerou não ser do “interesse específico” da Região Autónoma dos Açores, para efeitos da norma constitucional pertinente, a derrogação, por normativo regional, da lei que interdita em geral a “sorte de varas”. Perante a inconstitucionalidade e a subsequente teimosia do Parlamento Regional, o Ministro da República da altura terá procedido ao chamado “veto de gaveta” – e a questão morreu por uns anos. Morreu a questão, mas não o ressaibo suscitado pela afronta. E é assim que no novíssimo e a outros títulos turbulento Estatuto Político-Administrativo da RAA, aprovado pela L 2/2009, de 12/1, a Região passa a ter competência legislativa em matéria de “touradas e tradições tauromáquicas nas suas diversas manifestações” (artigo 63.º/2/e), uma norma que quanto a mim tem o toque evidente de com ela se pretender tirar desforço da afronta referida. Ora, concordo que o “veto de gaveta” não seja daqueles instrumentos que se possa paradigmaticamente acolher sob o pálio da transparência democrática. Mas a um mal não se deve opor outro. E de qualquer modo um diploma tão importante como o Novo Estatuto Político-Administrativo da RAA merecia uma estreia bem mais nobre da que alguns marialvas parecem querer obsequiar-lhe; e o conceito de “interesse específico” das Regiões Autónomas, constitucionalmente sancionado, merecia ser corporizado em algo bem mais substancial e digno do que com a imagem de uma vara espetada nos lombos de um boi.
Texto de Pedro Soares de Albergaria, extraído daqui
3.5.09
Berta Cabral e o Peso da Consciência
Consciência no lado do PSD
"Por seu turno, a presidente do PSD/Açores, Berta Cabral, revelou ontem à Lusa que os deputados social-democratas no parlamento regional terão liberdade de voto na questão das corridas de touros picadas, as denominadas ‘sortes de varas’.
“Os deputados votarão de acordo com a sua consciência”, afirmou Berta Cabral, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, no final de um encontro com a Câmara de Comércio local.
A líder regional social-democrata escusou-se, no entanto, a tomar uma posição pessoal sobre o assunto, alegando que não possui dados suficientes.
“A minha posição ainda não está fechada”, salientou."
Extracto de notícia do jornal "A União", de 1 de Maio de 2009 que pode ser consultado aqui.
"Por seu turno, a presidente do PSD/Açores, Berta Cabral, revelou ontem à Lusa que os deputados social-democratas no parlamento regional terão liberdade de voto na questão das corridas de touros picadas, as denominadas ‘sortes de varas’.
“Os deputados votarão de acordo com a sua consciência”, afirmou Berta Cabral, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, no final de um encontro com a Câmara de Comércio local.
A líder regional social-democrata escusou-se, no entanto, a tomar uma posição pessoal sobre o assunto, alegando que não possui dados suficientes.
“A minha posição ainda não está fechada”, salientou."
Extracto de notícia do jornal "A União", de 1 de Maio de 2009 que pode ser consultado aqui.
30.4.09
Carlos César e as Corridas Picadas
César dá liberdade de voto a deputados PS sobre corrida de touros
Regional | 2009-04-30 11:33
O presidente do PS/Açores, Carlos César, deu instruções ao grupo parlamentar na Assembleia Legislativa para conceder liberdade de voto aos deputados na questão das corridas de touros picadas, apesar de ser pessoalmente contra a denominada sorte de varas.
“Apesar de ir com alguma frequência a touradas nos Açores e fora das ilhas, (Carlos César) é contra a introdução da sorte de varas”, assegurou esta quinta-feira à Lusa fonte próxima do líder socialista açoriano, que tem evitado pronunciar-se sobre esta questão.
A única declaração pública do presidente do Governo Regional dos Açores sobre este assunto foi dada anteriormente à Lusa, quando remeteu a questão para o domínio do parlamento açoriano.
“É um assunto que está a ser tratado no parlamento”, afirmou, na altura, Carlos César, assegurando que “o governo não teve, nem terá, a iniciativa de alterar nesse particular o regime das touradas vigente nos Açores”.
A questão da legalização das corridas de touros picadas adquiriu importância acrescida depois de um grupo de deputados açorianos ter apresentado, a 23 de Abril, um projecto de decreto legislativo regional que, na prática, permitirá a realização da sorte de varas no arquipélago.
O projecto legislativo, com apenas quatro artigos, é subscrito por 26 deputados, do PS, PSD, CDS/PP e PPM, necessitando apenas de mais três votos para garantir a sua aprovação em plenário.
O parlamento açoriano tem 57 deputados, sendo 30 do PS, 18 do PSD, cinco do CDS/PP, dois do Bloco de Esquerda, um do PCP e um do PPM.
O diploma baixou à Comissão Parlamentar de Assuntos Sociais, que terá que emitir um parecer até 22 de Maio, após o que subirá ao plenário do parlamento açoriano para discussão e votação.
A iniciativa legislativa surgiu na sequência das novas competências atribuídas pela revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, defendendo a legalização da sorte de varas, alegando a “especial tradição e cultura tauromáquica que se vive de forma intensa em algumas ilhas do arquipélago”, especialmente na Terceira, S. Jorge e Graciosa.
O novo Estatuto Político-Administrativo dos Açores atribui competência legislativa ao parlamento regional em matéria de espectáculos e divertimentos públicos na região, onde se incluem as touradas e tradições tauromáquicas nas suas diversas manifestações.
Nas últimas semanas, o tema das corridas picadas tem gerado polémica e divisões na sociedade açoriana, com uma troca de argumentos entre os que apoiam esta medida e os que a rejeitam.
A última corrida picada na Praça de Touros da ilha Terceira realizou-se a 29 de Junho de 2002, no quadro das Festas Sanjoaninas.
Lusa/AO Online
Regional | 2009-04-30 11:33
O presidente do PS/Açores, Carlos César, deu instruções ao grupo parlamentar na Assembleia Legislativa para conceder liberdade de voto aos deputados na questão das corridas de touros picadas, apesar de ser pessoalmente contra a denominada sorte de varas.
“Apesar de ir com alguma frequência a touradas nos Açores e fora das ilhas, (Carlos César) é contra a introdução da sorte de varas”, assegurou esta quinta-feira à Lusa fonte próxima do líder socialista açoriano, que tem evitado pronunciar-se sobre esta questão.
A única declaração pública do presidente do Governo Regional dos Açores sobre este assunto foi dada anteriormente à Lusa, quando remeteu a questão para o domínio do parlamento açoriano.
“É um assunto que está a ser tratado no parlamento”, afirmou, na altura, Carlos César, assegurando que “o governo não teve, nem terá, a iniciativa de alterar nesse particular o regime das touradas vigente nos Açores”.
A questão da legalização das corridas de touros picadas adquiriu importância acrescida depois de um grupo de deputados açorianos ter apresentado, a 23 de Abril, um projecto de decreto legislativo regional que, na prática, permitirá a realização da sorte de varas no arquipélago.
O projecto legislativo, com apenas quatro artigos, é subscrito por 26 deputados, do PS, PSD, CDS/PP e PPM, necessitando apenas de mais três votos para garantir a sua aprovação em plenário.
O parlamento açoriano tem 57 deputados, sendo 30 do PS, 18 do PSD, cinco do CDS/PP, dois do Bloco de Esquerda, um do PCP e um do PPM.
O diploma baixou à Comissão Parlamentar de Assuntos Sociais, que terá que emitir um parecer até 22 de Maio, após o que subirá ao plenário do parlamento açoriano para discussão e votação.
A iniciativa legislativa surgiu na sequência das novas competências atribuídas pela revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, defendendo a legalização da sorte de varas, alegando a “especial tradição e cultura tauromáquica que se vive de forma intensa em algumas ilhas do arquipélago”, especialmente na Terceira, S. Jorge e Graciosa.
O novo Estatuto Político-Administrativo dos Açores atribui competência legislativa ao parlamento regional em matéria de espectáculos e divertimentos públicos na região, onde se incluem as touradas e tradições tauromáquicas nas suas diversas manifestações.
Nas últimas semanas, o tema das corridas picadas tem gerado polémica e divisões na sociedade açoriana, com uma troca de argumentos entre os que apoiam esta medida e os que a rejeitam.
A última corrida picada na Praça de Touros da ilha Terceira realizou-se a 29 de Junho de 2002, no quadro das Festas Sanjoaninas.
Lusa/AO Online
21.4.09
Sorte de Varas, Não Obrigado!

Está a decorrer um inquérito, sobre a votação na ALRA sobre a sorte de varas, touradas picadas, no site da RTP. Este é o endereço do site: http://ww1.rtp.pt/acores/?headline=3&visual=2 O inquérito está ao fim da página à direita. Vamos votar em massa pela não aprovação da barbárie, pela vida, pela civilidade pela boa imagem dos Açores.
Na imagem apresenta-se o resultado às 12h e 57 minutos de hoje, 21 de Abril. Agora, os defensores da sorte de varas já reconhecem que tal não é tradição, que são uma minoria e que se o povo da terceira não gosta é porque não percebe o que aquilo é, isto é, em suma é ignorante.
11.4.09
A UNESCO E AS TOURADAS PICADAS
Ex.mo. Sr. Koïchiro Matsuura, Director Geral da UNESCO
Ex.mo. Sr. Embaixador Manuel Maria Carrilho, Representante Permanente de Portugal junto da UNESCO
Ex.mo. Sr. Embaixador Fernando Andresen Guimarães, Presidente da Comissão Nacional da UNESCO
Ex.ma. Sra. Manuela Galhardo, Secretária Executiva da Comissão Nacional da UNESCO
Ex.ma. Sra. Gabriela Canavilhas, Directora Regional da Cultura dos Açores, Representante da Região Autónoma dos Açores na da Comissão Nacional da UNESCO
Angra do Heroísmo é, desde 1983, cidade Património Mundial classificada pela UNESCO. Esta é uma classificação que muito honra os terceirenses e os açorianos, dado o reconhecimento efectuado pela vossa instituição ao seu património, à sua cultura e à sua identidade.
A UNESCO proclamou a 15 de Outubro de 1978 a Declaração Universal dos Direitos dos Animais que prevê, entre outras normas, que nenhum animal possa ser submetido a maus tratos nem a actos cruéis (alínea a do artigo 3º), que nenhum animal deva ser explorado para entretenimento do homem (alínea a do artigo 10º) e que exibições de animais e os espectáculos que se sirvam de animais sejam incompatíveis com a dignidade do animal (alínea b do artigo 10º).
Com a aprovação do novo Estatuto Político-Administrativo dos Açores, em 2009, os “espectáculos e os divertimentos públicos na Região, incluindo touradas e tradições tauromáquicas nas suas diversas manifestações” são considerados “matérias de cultura e comunicação social”, as quais compete à Assembleia Legislativa Regional dos Açores legislar (Artigo 63º da Lei n.º 2/2009, de 12 de Janeiro).Com a referida aprovação, um grupo minoritário de aficionados começou a exercer pressões sobre os deputados da Assembleia Legislativa Regional dos Açores no sentido da legalização da sorte de varas nesta região autónoma. Essas pressões são mais fortes na ilha Terceira, onde os seus defensores projectam touradas picadas na praça de touros da cidade Património Mundial.
De acordo com informações obtidas através da comunicação social, por iniciativa de deputados de vários partidos políticos com representação parlamentar na Assembleia Legislativa Regional dos Açores está em preparação, neste momento, um projecto legislativo que visa a legalização daquela prática cruel, baseada no sofrimento e exploração de animais para entretenimento do homem.
Escrevemos para vos alertar para a incongruência que poderá ser a manutenção da classificação de Património Mundial da UNESCO a uma cidade que promoverá a tortura animal enquanto espectáculo de entretenimento, que nada tem a haver com a cultura e tradições locais.
Aguardamos vossa posição pública acerca deste assunto, esperando que prevaleçam os valores do património cultural e dos direitos dos animais.
Com os nossos cumprimentos,
Diogo Caetano
Presidente da Direcção
(extraído da página Web dos Amigos dos Açores)
Ex.mo. Sr. Embaixador Manuel Maria Carrilho, Representante Permanente de Portugal junto da UNESCO
Ex.mo. Sr. Embaixador Fernando Andresen Guimarães, Presidente da Comissão Nacional da UNESCO
Ex.ma. Sra. Manuela Galhardo, Secretária Executiva da Comissão Nacional da UNESCO
Ex.ma. Sra. Gabriela Canavilhas, Directora Regional da Cultura dos Açores, Representante da Região Autónoma dos Açores na da Comissão Nacional da UNESCO
Angra do Heroísmo é, desde 1983, cidade Património Mundial classificada pela UNESCO. Esta é uma classificação que muito honra os terceirenses e os açorianos, dado o reconhecimento efectuado pela vossa instituição ao seu património, à sua cultura e à sua identidade.
A UNESCO proclamou a 15 de Outubro de 1978 a Declaração Universal dos Direitos dos Animais que prevê, entre outras normas, que nenhum animal possa ser submetido a maus tratos nem a actos cruéis (alínea a do artigo 3º), que nenhum animal deva ser explorado para entretenimento do homem (alínea a do artigo 10º) e que exibições de animais e os espectáculos que se sirvam de animais sejam incompatíveis com a dignidade do animal (alínea b do artigo 10º).
Com a aprovação do novo Estatuto Político-Administrativo dos Açores, em 2009, os “espectáculos e os divertimentos públicos na Região, incluindo touradas e tradições tauromáquicas nas suas diversas manifestações” são considerados “matérias de cultura e comunicação social”, as quais compete à Assembleia Legislativa Regional dos Açores legislar (Artigo 63º da Lei n.º 2/2009, de 12 de Janeiro).Com a referida aprovação, um grupo minoritário de aficionados começou a exercer pressões sobre os deputados da Assembleia Legislativa Regional dos Açores no sentido da legalização da sorte de varas nesta região autónoma. Essas pressões são mais fortes na ilha Terceira, onde os seus defensores projectam touradas picadas na praça de touros da cidade Património Mundial.
De acordo com informações obtidas através da comunicação social, por iniciativa de deputados de vários partidos políticos com representação parlamentar na Assembleia Legislativa Regional dos Açores está em preparação, neste momento, um projecto legislativo que visa a legalização daquela prática cruel, baseada no sofrimento e exploração de animais para entretenimento do homem.
Escrevemos para vos alertar para a incongruência que poderá ser a manutenção da classificação de Património Mundial da UNESCO a uma cidade que promoverá a tortura animal enquanto espectáculo de entretenimento, que nada tem a haver com a cultura e tradições locais.
Aguardamos vossa posição pública acerca deste assunto, esperando que prevaleçam os valores do património cultural e dos direitos dos animais.
Com os nossos cumprimentos,
Diogo Caetano
Presidente da Direcção
(extraído da página Web dos Amigos dos Açores)
Medievalismo ou Pré- História

Há muita mobilização, por temas, que muitas vezes se julgam secundários, como as regras de sanidade e as regras no domínio do bem-estar animal.
Paulo Casaca, Açoriano Oriental,10.04.2009
"Uma nota final para o bem-estar animal que tem sido tão tratado no PE e por cá, na ALRA, ainda estamos no medievalismo que é a possibilidade de regulamentar a sorte de varas, para satisfação dos aficionados e de meia dúzia de políticos.”
10.4.09
Deputados Participam em Acto Ilegal
Quarta-feira, 8 de Abril de 2009
Associação Animal denuncia: Tertúlia Tauromáquica da Terceira realizou espectáculo proibido por lei
(Por Carlos Tavares, com Redacção da Antena 1 – Açores. A 8 de Abril de 2009)
"Foi ilegal, imoral e, ainda por cima, validada por depudados da Assembleia Regional dos Açores, a tenta comentada que teve lugar Sábado, na Praça de Touros da ilha Terceira" no último fim-de-semana, diz a Associação dos Amigos dos Animais.A Associação considera ainda que a Tertúlia Tauromáquica terceirense, à conta de ganhar apoiantes para a sorte de varas, realizou um espectáculo proibido por lei.A sorte de varas é proibida em Portugal e as tentas de touros, ou seja, uma corrida de novilhos, depois da ferra e da enchocalhação para experimentar a disposição do animal para as lides tauromáquicas, só podem ser feitas em Ganadarias.Por essa razão, a Associação Animal diz que o acontecimento na ilha Terceira foi ilegal, adiantando Miguel Moutinho que o mais grave foi a presença de deputados regionais nesse evento que serviu para mostrar a importância da sorte de varas, onde foram picados novilhos.
A Associação Animal considera ter sido vergonhoso e referiu à Antena 1 / Açores que tem vindo a receber várias queixas dos Açores, sobre a possível legalização da sorte de varas, dizendo ser apenas do interesse só de alguns. Apesar de considerar a tenta ilegal, a Associação Animal não vai apresentar queixa, até porque, quando o legislador esta presente, é inútil fazê-lo.Miguel Moutinho assegura, no entanto, que a Associação Animal não vai baixar os braços: vai enviar protestos para a Assembleia Regional dos Açores para fazer sentir aos deputados que a introdução da sorte de varas destruirá a imagem dos Açores.
Fonte: Blogue da Animal
Associação Animal denuncia: Tertúlia Tauromáquica da Terceira realizou espectáculo proibido por lei
(Por Carlos Tavares, com Redacção da Antena 1 – Açores. A 8 de Abril de 2009)
"Foi ilegal, imoral e, ainda por cima, validada por depudados da Assembleia Regional dos Açores, a tenta comentada que teve lugar Sábado, na Praça de Touros da ilha Terceira" no último fim-de-semana, diz a Associação dos Amigos dos Animais.A Associação considera ainda que a Tertúlia Tauromáquica terceirense, à conta de ganhar apoiantes para a sorte de varas, realizou um espectáculo proibido por lei.A sorte de varas é proibida em Portugal e as tentas de touros, ou seja, uma corrida de novilhos, depois da ferra e da enchocalhação para experimentar a disposição do animal para as lides tauromáquicas, só podem ser feitas em Ganadarias.Por essa razão, a Associação Animal diz que o acontecimento na ilha Terceira foi ilegal, adiantando Miguel Moutinho que o mais grave foi a presença de deputados regionais nesse evento que serviu para mostrar a importância da sorte de varas, onde foram picados novilhos.
A Associação Animal considera ter sido vergonhoso e referiu à Antena 1 / Açores que tem vindo a receber várias queixas dos Açores, sobre a possível legalização da sorte de varas, dizendo ser apenas do interesse só de alguns. Apesar de considerar a tenta ilegal, a Associação Animal não vai apresentar queixa, até porque, quando o legislador esta presente, é inútil fazê-lo.Miguel Moutinho assegura, no entanto, que a Associação Animal não vai baixar os braços: vai enviar protestos para a Assembleia Regional dos Açores para fazer sentir aos deputados que a introdução da sorte de varas destruirá a imagem dos Açores.
Fonte: Blogue da Animal
8.4.09
Autoridades Regionais Coniventes com Ilegalidades ?
Ouçam a primeira notícia e ficarão a saber as ilegalidades cometidas pelos defensores da sorte de varas.Esperamos que os senhores deputados tenham o bom senso de impedir que o bom nome dos Açores seja machado pela introdução de algo que nada tem a ver com a tradição e cultura açorianas.
http://acores.podcasts.sapo.pt/media/not-08h30-08-04-2009.mp3
Eles não desistem, nós tambem não!
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