24.7.14
21.7.14
20.7.14
19.7.14
18.7.14
4.7.14
Tourada mata uma pessoa e faz 300 feridos por ano
Correio dos Açores, 5 de Julho de 2014
Não mais mortos e feridos nas touradas à
corda
O Movimento Cívico
Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) lamenta profundamente a morte
de mais uma pessoa, neste caso, a de um homem de 62 anos, durante a realização
de uma tourada à corda na ilha de São Jorge. Esta morte é mais uma que vem
somar-se à de um homem de 78 anos na ilha da Graciosa, em 2013, e à morte de um
homem na ilha do Pico, em 2012. Assim, a trágica estatística das mortes nas
touradas à corda na região situa-se, no mínimo, numa pessoa morta por ano.
Para além das pessoas
que morrem, o número de feridos graves nas touradas à corda é bastante maior,
como indicam os casos que chegam a ser conhecidos apesar de, no geral,
raramente serem noticiados. No total, o número de feridos graves e ligeiros nos
Açores como consequência das touradas à corda estima-se em mais de 300 em cada
ano.
Estes
números são necessariamente aproximados em virtude dos feridos e mesmo dos mortos resultantes das touradas à corda, não serem
mencionados, na maioria das vezes pela comunicação social. Aliás, é lamentável que, no caso da pessoa recentemente
falecida em São Jorge, a comunicação social tenha centrado a notícia
exclusivamente nas dificuldades da evacuação médica, que não contestamos, chegando
mesmo a não referir, muitas vezes, que a causa primeira da morte foram os
ferimentos ocasionados durante uma tourada.
Todas estas mortes
inúteis e todos estes numerosos feridos, graves ou ligeiros, poderiam ser
facilmente evitados com a definitiva abolição das touradas nos Açores e a sua
substituição por eventos culturais que, longe de cultivar a violência e a
morte, fomentassem a alegria de viver e o respeito pelas pessoas e pelos
animais. É cada vez mais evidente, nos Açores e em todo o mundo, que está na
hora de acabar com esta barbárie absurda e sem sentido, permitindo aos povos
evoluir e entrar definitivamente num progresso cultural próprio do século XXI.
Porém, longe deste
entendimento, as touradas à corda continuam a receber apoios públicos por parte do governo regional e das
autarquias açorianas. Os governantes fecham os olhos à realidade e parecem
varrer os mortos e os feridos para baixo do tapete.
Mas, ainda são também
de lamentar as outras vítimas das touradas à corda: os touros. Infelizmente não
são raros os casos de animais que chegam a morrer durante as touradas. São
conhecidos casos de touros que morreram de esgotamento e outros que morrem ao
embaterem contra um muro. São frequentes também os casos de animais que acabam
gravemente feridos, perdendo um ou os dois cornos ao embaterem contra as paredes
e muros, ou partindo ossos ao escorregar ou saltar nas ruas. É, ainda, comum
ver touros com ferimentos, sangrando e sem que por isso se interrompa a festa.
Apesar de tudo isto,
lamenta-se que alguns políticos ainda considerem as touradas como simples
“brincadeiras” com os animais.
Partilhando o sentir
da maioria da sociedade açoriana, o MCATA considera que não é admissível haver
mais nenhuma morte nem mais feridos por causa das touradas à corda.
Por último, o MCATA
apela às entidades que têm responsabilidade na matéria para que atuem sem mais
demora.
Comunicado do
Movimento Cívico
Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)
02/07/2014
28.6.14
12.6.14
11.6.14
PELA IMPLEMENTAÇÃO DA RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA REGIÃO
AUTÓNOMA DOS AÇORES Nº 31/2013
PROTECÇÃO
DOS ANIMAIS DE COMPANHIA E REDUÇÃO DO NÚMERO DE ANIMAIS ERRANTES
Na
sequência de uma petição intitulada “Por uma nova política para com os animais
de companhia” que deu entrada a 24 de Dezembro de 2012 na ALRAA e que reuniu
1258 assinaturas, a ALRAA aprovou a 10 de Dezembro de 2013 uma resolução onde
recomendava ao Governo Regional dos Açores o seguinte:
1.
A promoção de campanhas de sensibilização, nomeadamente, através das Ecotecas,
que apontem para as virtudes de uma política de não abate dos animais errantes
e que esclareçam, nomeadamente, os benefícios da adoção de meios eficazes de
controlo da reprodução;
2.
A dinamização dos processos de licenciamento de centros de recolha oficiais,
assegurando que os mesmos detenham condições de alojamento adequadas;
3.
Promova a realização de campanhas de sensibilização públicas e junto dos
detentores de animais contra o abandono, assim como da adoção responsável;
4.
Promova a celebração de protocolos com associações de proteção dos animais no
sentido específico da promoção de tratamentos médico-veterinários e práticas de
esterilização;
5.
Promova a sensibilização necessária para a correção das falhas existentes ao
nível dos sistemas de registo dos animais (SICAF), e promova igualmente a
devida sensibilização para a necessidade de articulação entre as várias bases
de dados de identificação de cães e gatos, junto das entidades competentes,
através de pedido escrito;
6.
Promova uma parceria com uma Associação de Proteção de Animais no sentido da
exploração do Hospital Alice Moderno através de protocolo que assegure
tratamentos médico-veterinários a preços simbólicos para detentores de animais
que apresentem carências económicas comprovadas e desenvolver esforços no
sentido da melhoria das instalações deste Hospital, de modo a honrar a memória
da sua mentora, pioneira na defesa dos animais nos Açores.
Considerando
que esta resolução é um bom princípio para a implementação, nos Açores, de uma
nova política para com os animais de companhia, solicitamos que o Governo
Regional dos Açores, através da Secretaria Regional dos Recursos Naturais,
implemente todas as medidas previstas na resolução.
Açores, 12 de Junho de 2014
(Seguem-se 620 assinaturas)
5.6.14
Roqueiras
CUIDADOS A TER COM FOGOS-DE-ARTIFÍCIO
Estamos a viver em
plena época de festividades populares e ou religiosas, onde não falta (quando
não se abusa) o fogo-de-artifício.
Atendendo a que alguns
animais de companhia, como os cães e os gatos, têm uma audição muito sensível o
que faz com que possam ter comportamentos diversos perante os barulhos, como
latir em desespero, enforcar-se nas correntes, fugir dos quintais, podendo ser atropelados,
etc. é importante adotar alguns procedimentos:
- evitar
acorrentá-los, pois poderão enforcar-se;
- acomodá-los em local onde possam ficar em
segurança, fechando as portas e janelas, bem como proporcionando
iluminação suave;
- evitar deixar
muitos cães juntos pois, excitados pelo barulho, podem brigar até à morte;
- dar alimentos leves,
pois distúrbios estomacais provocados pelo pânico podem levar à morte;
- identificar os animais com placas na
coleira, para o caso de fuga;
- estender cobertores nas janelas e no
chão, para abafar o som;
- colocar os animais próximos
a aparelhos de rádio ou televisão ligados e aumentar o volume, antes dos fogos;
- cobrir as gaiolas dos pássaros.
(Adaptado de
e-mail recebido)
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