3.5.09

Berta Cabral e o Peso da Consciência

Consciência no lado do PSD

"Por seu turno, a presidente do PSD/Açores, Berta Cabral, revelou ontem à Lusa que os deputados social-democratas no parlamento regional terão liberdade de voto na questão das corridas de touros picadas, as denominadas ‘sortes de varas’.

“Os deputados votarão de acordo com a sua consciência”, afirmou Berta Cabral, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, no final de um encontro com a Câmara de Comércio local.

A líder regional social-democrata escusou-se, no entanto, a tomar uma posição pessoal sobre o assunto, alegando que não possui dados suficientes.

“A minha posição ainda não está fechada”, salientou."

Extracto de notícia do jornal "A União", de 1 de Maio de 2009 que pode ser consultado aqui.

2.5.09

Eles disseram (1) - E metê-los às varas?

A simples discussão da legalização, nos Açores, da Sorte de Varas, também conhecida como corrida picada, representa, já em si, um retrocesso civilizacional.
Lamentavelmente, é na cidade património Mundial, Angra do Heroísmo, que nasce em pleno Século XXI, esse movimento retrógrado que pretende lançar a sorte de varas nos Açores.
Os auto-proclamados Capital Açoriana da Cultura, da tolerância, do progressismo do Humanismo e da modernidade, fazem-nos, assim, recuar a 1928, quando a Ditadura Nacional (1926-1933) decidiu proibir a sorte-de-varas e os toiros-de-morte. Afinal quem é o bota-de-elástico.
A discussão da sorte de varas, nos Açores, não é uma questão Regional muito menos local como já li por aí, é uma questão da Humanidade.
Não deveríamos sequer estar a discutir a legalização dessa barbárie entre nós mas sim, a movimentar-mo-nos para acabar com essas práticas no resto da Europa, pelo menos.

Nuno Barata

Fonte:Foguetabrase

30.4.09

Carlos César e as Corridas Picadas

César dá liberdade de voto a deputados PS sobre corrida de touros
Regional | 2009-04-30 11:33

O presidente do PS/Açores, Carlos César, deu instruções ao grupo parlamentar na Assembleia Legislativa para conceder liberdade de voto aos deputados na questão das corridas de touros picadas, apesar de ser pessoalmente contra a denominada sorte de varas.
“Apesar de ir com alguma frequência a touradas nos Açores e fora das ilhas, (Carlos César) é contra a introdução da sorte de varas”, assegurou esta quinta-feira à Lusa fonte próxima do líder socialista açoriano, que tem evitado pronunciar-se sobre esta questão.

A única declaração pública do presidente do Governo Regional dos Açores sobre este assunto foi dada anteriormente à Lusa, quando remeteu a questão para o domínio do parlamento açoriano.

“É um assunto que está a ser tratado no parlamento”, afirmou, na altura, Carlos César, assegurando que “o governo não teve, nem terá, a iniciativa de alterar nesse particular o regime das touradas vigente nos Açores”.

A questão da legalização das corridas de touros picadas adquiriu importância acrescida depois de um grupo de deputados açorianos ter apresentado, a 23 de Abril, um projecto de decreto legislativo regional que, na prática, permitirá a realização da sorte de varas no arquipélago.

O projecto legislativo, com apenas quatro artigos, é subscrito por 26 deputados, do PS, PSD, CDS/PP e PPM, necessitando apenas de mais três votos para garantir a sua aprovação em plenário.

O parlamento açoriano tem 57 deputados, sendo 30 do PS, 18 do PSD, cinco do CDS/PP, dois do Bloco de Esquerda, um do PCP e um do PPM.

O diploma baixou à Comissão Parlamentar de Assuntos Sociais, que terá que emitir um parecer até 22 de Maio, após o que subirá ao plenário do parlamento açoriano para discussão e votação.

A iniciativa legislativa surgiu na sequência das novas competências atribuídas pela revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, defendendo a legalização da sorte de varas, alegando a “especial tradição e cultura tauromáquica que se vive de forma intensa em algumas ilhas do arquipélago”, especialmente na Terceira, S. Jorge e Graciosa.

O novo Estatuto Político-Administrativo dos Açores atribui competência legislativa ao parlamento regional em matéria de espectáculos e divertimentos públicos na região, onde se incluem as touradas e tradições tauromáquicas nas suas diversas manifestações.

Nas últimas semanas, o tema das corridas picadas tem gerado polémica e divisões na sociedade açoriana, com uma troca de argumentos entre os que apoiam esta medida e os que a rejeitam.

A última corrida picada na Praça de Touros da ilha Terceira realizou-se a 29 de Junho de 2002, no quadro das Festas Sanjoaninas.

Lusa/AO Online

29.4.09

Sintra proíbe touradas e espectáculos de circo com animais

Decisão tomada na Assembleia Municipal
Sintra proíbe touradas e espectáculos de circo com animais
27.04.2009 - 16h58 Romana Borja-Santos
Se for a Sintra e assistir a uma tourada ou a um espectáculo de circo onde entrem animais é porque a lei está a ser violada. A Assembleia Municipal decidiu proibir, na última reunião, este tipo de espectáculos, na sequência da aprovação do Regulamento de Animais de Sintra.

A medida, tomada na última quinta-feira, contou com os votos favoráveis do Bloco de Esquerda e da maioria do PS e da coligação “Mais Sintra”. Já a CDU e alguns deputados do PS e da coligação votaram contra.

Para Miguel Moutinho, Presidente da Animal, “o ano de 2009 está a ser absolutamente histórico para o progresso político da protecção dos animais em Portugal. Ao fim de muitos anos de luta com importantes consequências sociais mas sem consequências políticas a favor dos animais, a Animal está finalmente a testemunhar a concretização de medidas importantíssimas para os animais de Portugal, nomeadamente as tomadas em Viana do Castelo, Braga, Cascais e, agora, Sintra”.

E acrescenta, em comunicado: “Com a continuação do trabalho até aqui desenvolvido, reforça-se a convicção da Animal de que não tardará muito até que Portugal seja um país livre da tortura de animais em touradas e da brutalização e subjugação de animais em circos”.

Recorde-se que, no início do ano, Viana do Castelo foi a primeira a dar um passo no sentido de se declarar uma “cidade anti-touradas”. Depois, os presidentes da Câmara de Braga e de Cascais anunciaram a proibição de touradas nos seus concelhos, sendo que este último também não permitirá espectáculos de circo com animais em estruturas desmontáveis.

De acordo com uma sondagem citada pela Animal, feita em Março de 2007, 61,1 por cento dos habitantes do norte do país declaram querer que as touradas sejam proibidas por lei em todo o país e 64,5 por cento que declaram querer que as cidades e vilas em que residem sejam declaradas cidades e vilas anti-touradas.

(Notícia recebida por mail de fonte não indicada)

28.4.09

Posições Contra a Sorte de Varas

Oiça aqui as posições de Diogo Caetano (Amigos dos Açores), Paulo Casaca (Deputado Europeu- Partido Socialista) e Humberta Medeiros (Associação dos Amigos dos Animais da Ilha Terceira)

25.4.09

Touradas vão Perder Adeptos



(Video do Debate "Direitos dos animais em debate")

A maioria dos deputados ouvidos pela SIC Online considera que não há necessidade de legislar a nível nacional contra as touradas, porque é uma actividade que irá terminar por falta de público. A decisão do autarca de Viana do Castelo em declarar a cidade antitouradas é aplaudida.

"Aplaudo o autarca de Viana do Castelo porque dá um sinal de como as sociedades civilizadas devem evoluir. Há tradições que foram desaparecendo como o circo romano e as touradas devem seguir esse caminho", considera Rosa Albernaz.

A deputada diz ficar "mal disposta" quando se associa sofrimento de animais a negócio. "Não sou fundamentalista e é óbvio que precisamos dos animais para a nossa alimentação, mas a tourada é um espectáculo de violência e sofrimento, em qualquer ética".

Francisco Madeira Lopes, do "Partido os Verdes" considera que Defensor de Moura "teve uma posição corajosa, inédita e que fará história face à tradição que existe, embora esta esteja cada vez a ter menos força".

O deputado ecologista diz que as questões ligadas à forma como são tratados os animais para consumo dos humanos, os maus tratos a animais domésticos ou o tráfico de animais selvagens são áreas onde é necessários fazer mais trabalho legislativo.

Partilha a opinião de que as touradas vão perder tradição e público: "Tenho esperança que a haja uma evolução no nível de consciência sobre como viver a festa brava e a ruralidade que não passe tanto pela via legislativa, repressiva mas que seja um gradual afastamento dessas tradições. Admito que é uma questão de limiar difícil por ter a ver com a identidade cultural".

O deputado do CDS-PP também não aprecia a Festa Brava e considera que Defensor de Moura "agiu na defesa dos desejos da maioria da população da sua cidade, por isso está de parabéns".

João Rebelo acredita que "será uma actividade cada vez com menos público e que acabará por si, já que actualmente só uma ou duas corridas, que têm apoio de canais de televisão, conseguem algum sucesso".

Código civil vê animais como coisas

Os maus tratos a animais domésticos, as lutas entre animais e o uso de animais para vários fins que não protegem a sua dignidade são áreas onde os deputados dizem ser necessária mais legislação, mas sobretudo meios de fiscalização e aplicação da mesma.

"É uma área onde há carência legislativa porque parte do problema original do nosso código civil é que os animais têm condição de coisas sobre as quais as pessoas detêm propriedade. Isso abre espaço para o abuso que é visto com benevolência", considera a deputada bloquista.

Alda Macedo diz que "o espaço político para debate e produção de nova legislação é uma banda muito estreita" devido aos problemas socio-económicos prioritários como educação, saúde e habitação.

A deputada socialista também considera que "o nosso código civil ainda trata os animais como coisas que têm um dono, mas já vai havendo muita legislação comunitária a ser aplicada".

Para Rosa Albernaz, o mais urgente é "investir em meios para aplicar e fiscalizar o cumprimento dessa legislação, por exemplo nos casos de lutas de animais, que é muito mais violenta que as touradas, e de utilização de animais selvagens no circo".

Ler o texto completo aqui.

Nota- Nos Açores o desespero é tanto que se pretende andar para trás, legalizando a sorte de varas.

Touradas em crise em Espanha e por cá?


Em 2008, os apoios à tauromaquia em Espanha ascenderam a 600 milhões de euros, pelos vistos a crise financeira está a fechar a torneira (ver texto abaixo).

Por cá sabemos que a tauromaquia é apoiada, directamente pelo governo com dinheiros públicos. Falta-nos saber em quanto.

Pelas notícias que temos recebido, a crise também está a afectar os "negócios". A proposta do PSD da Praia da Vitório de isentar as touradas das respectivas licenças é um dos sinais.

Já que estamos com a mão na massa, era bom lembrar a alguns pseudo- intelectuais da nossa terra que, ao contrário da tauromaquia, a única manifestação cultural comum a todos os açorianos (crentes ou menos crentes) é a do culto do Espírito Santo.

O resto são negócios que só servem os do costume.



http://www.lemonde.fr/archives/article/2009/04/20/les-toreros-vont-faire-vaches-maigres-par-jean-jacques-bozonnet_1182977_0.html



Les toreros vont faire vaches maigres, par Jean-Jacques Bozonnet
LE MONDE | 20.04.09 | 13h56
José Tomas est l'icône actuelle de la tauromachie. On casse volontiers sa tirelire pour voir toréer le nouveau Manolete. Même à 109 euros pour les moins chères - coup de soleil garanti -, les 19 000 places des arènes de Barcelone ont été vendues en moins d'une heure, mercredi 15 avril, pour ce qui sera, le 5 juillet, le clou de la temporada ("saison"). Ce jour-là, l'enceinte de La Monumental affichera complet pour frissonner à l'encerrona promise par le torero prodige, à savoir ses face-à-face avec six taureaux d'affilée.
L'affiche est exceptionnelle, à plus d'un titre. Le reste du temps, en effet, l'exploitant des arènes barcelonaises a bien du mal à remplir le quart de ses gradins. La Catalogne, on le sait, n'est plus une terre de toros, malgré quatre siècles de tradition. Selon une enquête de l'institut Investiga, 22,5 % des Catalans s'y intéressent, quand les aficionados sont plus de 40 % du côté de Valence et de Murcie. C'est même une terre de plus en plus hostile. A Barcelone, la Plaza de toros fait figure d'îlot de résistance dans une ville qui s'est proclamée anti-taurine en 2006, s'ajoutant à la liste des soixante et une communes de Catalogne ayant aboli la corrida sur leur territoire depuis vingt ans.

Tossa del Mar, petite localité près de Gérone, a été la première à bannir les corridas, transformant en 1989 ses arènes municipales en centre culturel. "Dans un futur pas si lointain, notre décision servira d'exemple pour la prise de conscience de l'ensemble de la population espagnole", disait le maire de l'époque.

On n'en est pas encore là, mais les ligues de défense des droits des animaux gagnent du terrain. La plate-forme Prou ! ("Assez !", en catalan) demande l'interdiction dans toute la Catalogne des courses de taureaux comportant une mise à mort, par le biais d'une pétition d'initiative populaire qui a déjà recueilli plus de 120 000 signatures. Le Parlement catalan, où la majorité serait plutôt abolitionniste, va en débattre prochainement.

C'est pour "défendre la liberté menacée des aficionados" catalans que José Tomas a décidé de se produire à Barcelone. Et en grand seigneur : gratuitement. En revanche, la star n'est pas à l'affiche de la Feria d'avril, à Séville (du 24 avril au 3 mai). On ne la verra pas non plus à Madrid pour la San Isidro (à partir du 7 mai). Est-ce pour compenser le manque à gagner de son geste militant ?

Le torero se serait montré trop gourmand, selon les organisateurs des deux événements tauromachiques majeurs du printemps. Pour fouler le sable de Las Ventas à Madrid, par exemple, il aurait exigé 420 000 euros, une somme jugée irréaliste dans un monde taurin que la crise économique n'épargne pas.

Hors de Catalogne - et des Canaries où la corrida est interdite depuis 1991 -, seules trois communes espagnoles étaient jusque-là anti-corrida pour des raisons idéologiques. Ces derniers jours, plusieurs s'y sont ajoutées, mais pour des motifs budgétaires. Rivas Vaciamadrid, dans la banlieue sud de la capitale, a décidé cette semaine d'annuler les événements taurins de sa fête patronale en mai. Les 96 000 euros nécessaires, notamment pour la location et le montage d'une arène provisoire, auraient mangé la quasi-totalité du budget (98 500 euros) des réjouissances prévues pour le 50eanniversaire de cette jeune commune administrée par la gauche.

Partout, le robinet des subventions publiques à la tauromachie (au total 600 millions d'euros en 2008) se tarit. A Manzanarès el Real, au nord de Madrid, les habitants se sont prononcés, fin mars par référendum, contre la fête taurine annuelle. Ceux de Paterna, près de Valence, l'avaient fait en janvier, refusant la reprise des courses de taureaux suspendues en 2003. En période de vaches maigres, tous les organisateurs peinent à boucler leurs budgets sans la manne publique. Déjà l'an dernier, plus de 300 événements ont été annulés pour manque de financement.

L'Espagne constate l'éclatement d'une "bulle taurine" que la croissance économique a gonflé anormalement ces dernières années. Organiser de simples novilladas ne suffisait plus à l'orgueil des élus locaux. Pas un pueblo ("village") qui ne revendique sa corrida, une vraie, avec tout le décorum des mises à mort. Leur nombre a doublé, de 500 à plus de 1 000, entre 1985 et 2006. Tant pis si le spectacle donné par des toreros et des bêtes de second ordre se révèle souvent médiocre.

Fin 2007, le ministère de l'intérieur recensait 7 370 professionnels taurins officiellement inscrits, dont près de 700 matadors, 1 200 banderilleros et 600 picadors. Beaucoup d'observateurs pensent que la crise aura pour vertu d'assainir la situation. La diminution du nombre des dates dans le calendrier devrait apporter, disent-ils, plus de qualité dans les arènes. Sera-ce suffisant pour enrayer le désintérêt des jeunes Espagnols pour le spectacle taurin, boudé parce qu'il véhiculerait "des valeurs du passé", selon le président du conseil andalou de la jeunesse, Francisco Jésus Perez ?

L'érosion était déjà nette au premier semestre 2008, alors que la crise économique commençait seulement à planter ses banderilles. A Rivas Vaciamadrid, banlieue de 69 000 habitants dont la moyenne d'âge n'excède pas 30 ans, la corrida de l'an dernier n'a attiré que 300 spectateurs, dont une centaine seulement ont payé l'entrée. Sa mise à mort, cette année, n'émouvra personne.

24.4.09

25 de Abril de 2009



Apesar de Abril a Declaração Universal dos Direitos dos Animais é letra morta nos Açores. Hoje, assiste-se a uma grande ofensiva contra os direitos dos animais e o seu bem estar que se traduz na tentativa de legalizar a sorte de varas e no uso de dinheiros públicos na promoção de touradas onde estas nem são tradição.

As últimas notícias são preocupantes: o PSD da Praia da Vitória pretende que as touradas sejam isentas de licenças e o PS de Angra do Heroísmo vai propor na Assembleia uma declaração a considerar as touradas património cultural.

Os Açores, e em particular a ilha Terceira, não têm mais problemas, como os de abastecimento de água,gestão de resíduos, exploração racional dos recursos naturais, etc., para serem tratados e uma crise que precisa de medidas para evitar o sofrimento dos mais pobres e desamparados!?

23.4.09

Viana do Castelo - Cidade Antitouradas

Viva Viana do Castelo


A associação Animal distingue hoje autarca de Viana
Andrea Cruz

Activistas da associação Animal entregam esta tarde, em mãos, a Defensor Moura o primeiro prémio António Maria Pereira pelo facto de o autarca ter proclamado Viana do Castelo como a primeira cidade portuguesa antitouradas. A distinção, uma estátua em porcelana com a imagem de um touro, foi recentemente instituída pela organização para homenagear o político e deputado do PSD, que se notabilizou pela defesa dos direitos dos animais.
Para Miguel Moutinho, presidente da Animal, Defensor Moura merece estrear este prémio, "pela coragem e sentido de ética e de justiça que demonstrou ao ser o primeiro decisor político do país a declarar a cidade antitouradas". Segundo Miguel Moutinho, a decisão "histórica" do autarca socialista de Viana poderá abrir caminho para que outros municípios sigam o exemplo. Nesse sentido, sublinhou os "sinais positivos" demonstrados pelas autarquias de Braga e Cascais, que recentemente não autorizaram a realização de espectáculos tauromáquicos, apesar de não ter havido uma decisão formal quanto à declaração antitouradas.A homenagem da Animal tinha inicialmente previsto uma manifestação de apoio, entretanto desconvocada. Uma decisão a que não serão alheias as reservas levantadas por Defensor Moura quanto à "exuberância" da iniciativa.
Mas a decisão da autarquia não é unanimemente aceite. A proibição aprovada pela maioria socialista em Fevereiro passado é, para a Tertúlia Taurina e Equestre de Viana, uma medida radical que põe em causa a importância cultural e socioeconómica do espectáculo tauromáquico. Nesse sentido, esta entidade vai promover este sábado uma concentração equestre, seguida de um passeio pela cidade, para sensibilizar os vianenses para uma tradição que perdura desde o século XIX.Ainda em processo de legalização, a nova associação, constituída na sequência da decisão da autarquia, considera que deveria ter existido uma discussão prévia e promete encetar todas as diligências para que seja levantada a proibição.
Em declarações ao PÚBLICO, Carlos Durães adiantou que não está em causa o encerramento da Praça de Touros da cidade mas a possibilidade de realização de touradas em praças desmontáveis.O fim destes espectáculos foi justificado pela autarquia com o perfil de cidade saudável que Viana ostenta há cerca de uma década. Imagem que a autarquia garante que se deve traduzir no respeito pelos animais. Moura considera que as touradas desrespeitam os animais e contrariam a imagem de Viana como cidade saudável.

Fonte: Público, 23 de Abril de 2009