Mostrar mensagens com a etiqueta 2014. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 2014. Mostrar todas as mensagens

30.12.14

Cão salvo?



Imagem do Correio dos Açores, 30 de Dezembro de 2014

Estando no poço outros animais mortos não seria importante tentar saber as causas? Vão para lá pelos próprios pés ou são atirados para que morram à míngua?

22.12.14

Baldios e baldas


Nos Açores há os baldios e há as baldas

Nos Açores existem baldios onde é criado gado bovino sob duas modalidades: arrendamento ou prestação de pastoreio, pela administração.

Em qualquer dos casos está previsto um pagamento pela ocupação dos espaços, sob a forma de renda anual ou por cabeça de gado colocada nos terrenos. As receitas obtidas são “distribuídas na proporção de 50% para as respetivas autarquias e 50% para os cofres da Região, contribuindo assim para um reforço das dotações disponíveis para investimentos que possam trazer benefícios para as populações”.

Também nos Açores, mais propriamente na ilha Terceira, há as baldas que são terrenos públicos que foram cedidos gratuitamente a ganadeiros para criarem animais usados nas anacrónicas touradas.

Embora tenhamos dúvidas sobre se a criação de gado é a melhor ocupação para algumas das áreas disponibilizadas, não é aceitável que os proprietários do “gado manso” sejam obrigados a desembolsar, enquanto os donos do “gado bravo” estejam isentos de qualquer pagamento.

A não ser que as afirmações de que os touros da Terceira em contato telepático com um ou mais “cientistas” da Universidade dos Açores tenham aprendido a distinguir plantas invasores e plantas endémicas e sejam um dos principais pilares na preservação da flora açórica.

Embora ainda longe de ser provada a hipótese levantada por um dos académicos, que considera que os adeptos das touradas são mais ambientalistas, sabe-se que numa recente visita à ilha Terceira um destacado opositor à tauromaquia deslocou-se a uma das áreas na Rede Natura onde foi colocado “gado bravo” e verificou com algum espanto que um dos touros estava, qual humano, sentado e possuía entre as unhas uma chave dicotómica para identificação de espécies.

Deixando de parte a nota de humor, achamos vergonhosa a descriminação de que são vítimas alguns açorianos.
Os adeptos da tortura são os filhos, os outros são os enteados.

Algures nos Açores, 23 de Dezembro de 2014
Manuel Oliveira

12.12.14

Não às touradas na Ribeira Grande



Cidadãos protestam pela realização de touradas no concelho da Ribeira Grande

Mil cento e quarenta e duas (1142) pessoas assinaram a petição enviada esta semana ao presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, protestando pela recente realização de diversas touradas no município.

Os subscritores da petição pedem taxativamente ao Presidente da Câmara Municipal, Dr. Alexandre Gaudêncio, que cumpra a deliberação aprovada na Assembleia Municipal de impedir o licenciamento de touradas no concelho.

No texto da petição, os peticionários manifestam a sua indignação pela importação para este concelho do norte da ilha de São Miguel de um espectáculo que nem faz parte da tradição concelhia, considerando ainda que as touradas são um espectáculo retrógrado, envolvendo maltrato e tortura de animais, que está a ser banido de todos os países do mundo onde ainda se realizam, não podendo ficar o concelho da Ribeira Grande à margem da modernidade, e muito menos introduzir agora estes costumes anacrónicos.

Os assinantes também manifestam a sua preocupação pelo facto de este tipo de espectáculos violentos produzirem frequentemente numerosos feridos, ou até mortos, nas localidades onde se realizam. É de lembrar que na Terceira e nas outras ilhas as touradas à corda serem responsáveis, cada ano, em média, por uma pessoa morta e por mais de 300 feridos.

Os cidadãos apelam, assim, ao presidente da Câmara Municipal para que o concelho se converta num referente no respeito pelo cuidado e bem-estar dos animais, no apego aos valores naturais e no desenvolvimento do turismo de natureza, actividades incompatíveis com a introdução da prática das touradas, caracterizadas por insensibilizar e deseducar as pessoas sobre a violência exercida sobre os animais.

Para além do exposto, é lamentável que estas touradas se tenham realizado em bairros ou locais do concelho da Ribeira Grande onde existem e são patentes graves problemas sociais, parecendo que existe uma estratégia, por parte de alguns responsáveis, de criar uma “cultura para pobres” onde o álcool e o maltrato de animais são os protagonistas, condenando estas pessoas a uma maior degradação cultural, muito longe da obrigação democrática de qualquer entidade oficial de elevar o nível cultural dos cidadãos.

O texto da petição pode ser visto em:
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=anti-tourada


Comunicado do
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)
12/12/2014

19.11.14

11.11.14

Aprendendo

Aprendendo com Alice Moderno


Muitos cidadãos, a título individual, e as associações animalistas desempenham um papel fundamental, sobretudo na recolha de animais domésticos abandonados e na procura de adotantes, na denúncia de maus tratos, na educação dos cidadãos e no salvamento de animais que são vítimas da política de abate que é prática na maioria dos canis.
Durante muitos anos, a proteção aos animais domésticos esteve, em São Miguel, a cargo da SMPA-Sociedade Micaelense Protetora dos Animais que sob a direção de Alice Moderno e a colaboração de vários zoófilos micaelenses, de que destacamos a professora Maria Evelina de Sousa, o braço direito de Alice Moderno, Alfredo da Câmara, que sempre disponibilizou o salão dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada para a realização de diversas reuniões e Aires Jácome Correia (marquês de Jácome Correia) que foi presidente da Assembleia Geral, durante vários anos, e o mais generoso dos sócios contribuintes.
Apesar de grande parte da atividade da SMPA, sob a presidência de Alice Moderno, ter decorrido durante um regime não democrático, o Estado Novo, os dirigentes daquela associação tinham o cuidado de dar a conhecer publicamente as suas atividades, apelar à participação e divulgar as contas da mesma, através dos jornais.
Hoje, em regime democrático, pelo menos formalmente, com mais e melhores meios de comunicação, as associações parecem ignorar que a participação dos cidadãos seria maior se sentissem que os seus donativos estão a ser bem usados, se conhecessem melhor o que fazem as associações e que dificuldades enfrentam.
Para além do referido, parece que as associações (algumas ou a maioria?) vivem na semiclandestinidade, de tal modo que raramente ou nunca, nem mesmo a solicitação dos órgãos de soberania, emitem um parecer sobre assuntos que à defesa dos animais dizem respeito, raras vezes tomam a iniciativa de fazer denúncias publicamente, nunca (ou quase nunca) promoveram uma petição, não divulgam a composição dos seus órgãos sociais, não divulgam a realização das assembleias gerais ou não apresentam contas tal como está previsto nos estatutos de todas elas.
Outra batalha ganha pela SMPA foi a criação de um posto veterinário em Ponta Delgada que embora público funcionava com a colaboração da Sociedade Micaelense Protetora dos Animais. Hoje, apesar de uma recomendação da Assembleia Legislativa Regional e das declarações favoráveis por parte do secretário da tutela, parece que alguns interesses mais alto se levantam e nada se faz para que se concretize o sonho de Alice Moderno, isto é, que a ilha de São Miguel tenha um hospital veterinário público ou gerido em parceria ou totalmente por uma ou mais associações de proteção dos animais.
Não querendo intervir na vida interna das associações, esta devia ser uma luta contínua que devia figurar na agenda de todas elas. A concretização deste sonho, para além ser a verdadeira homenagem a Alice Moderno, poderia abrir o caminho a uma correta forma de tratar os animais, não como coisas mas como seres que sentem.
Pensamos que, muitas vezes, as pessoas que são passivas por natureza ou por deseducação, ainda se retraem mais quando se trata de defender os animais. Com efeito, para além de poderem ser alvo de chacota, muitas vezes são acusadas de darem mais valor aos animais ditos irracionais do que aos seus semelhantes.
A propósito do que está escrito no parágrafo anterior, Alice Moderno num texto publicado em 1935 cita o escritor Francis de Miomandre que escreveu: “Não há graduação na bondade. A pessoa que ama os animais não é cruel para com o seu semelhante. E, muito ao contrário, aquele que defende a sua sensibilidade contra as tentações da zoofilia, não passa de um ser egoísta e explorador da espécie humana”.
Estamos a ficar cansados de ouvir alguns (ir) responsáveis que, face às reaiis ou virtuais dificuldades por que estão a passar as instituições que gerem, lamentarem-se de não fazer nada pelos animais pois, dizem eles, primeiro estão as pessoas. Esquecem-se eles de dizer que há sempre dinheiro para aquilo que querem: para festas e roqueiras, para touradas e música pimba, para contratação de amigos ou correligionários, etc..
Por último, também fingem ignorar que, se há pessoas que estão a passar mal, tal é devido às políticas ruinosas que foram governando este país, a todos os níveis, e que eles também contribuíram para tal. Em suma eles criaram a pobreza e os pobres para agora poderem dar-lhes uma esmola, chame-se a esta rendimento social de inserção ou outra coisa qualquer.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores nº 30484 de 12 de Novembro de 2014)

6.8.14

Stop Vacada!



Dear Friends, 

We ask your help in sending this letter to
appeal to Rev. V. to speak to the local priest and the party committee to stop this barbarity “Vacada”

To
Cc: saomiguelsemtouradas@gmail.com

Hon. and Rt. Mr Dom António de Sousa Braga

I have learned that the Special Events Committee of Our Lady of the Angels will promote, on 9th August a vacada in the parish of Água de Pau, municipality of Lagoa, Azores.

Whereas the Catholic Church should have a clear position of opposition to bullfights and other spectacles said with cattle, which were condemned and forbidden by Pope Pius V, who regarded them as spectacles outside of Christian charity;

Whereas bullfighting, vacadas bullock fighting and do nothing to educate citizens to respect the animals, in addition to causing suffering to ourselves and endangering people's lives;

Whereas among the local population for parishioners who are unhappy with the use of their contributions for purposes that serve nothing for ethical and moral elevation of the people of Agua de Pau;

Whereas the hierarchy of the Church should set the example for all believers.

We appeal to Rev. V. to speak to the local priest and the party committee to stop this barbarity.

Yours sincerely

1.8.14

Nossa Senhora de Guadalupe e as touradas



Estão previstas a realização de duas touradas à corda na Ilha Graciosa, integradas nas festividades de Nossa Senhora de Guadalupe.
Escreva ao Bispo dos Açores a manifestar o seu desagrado. Divulgue por todos os seus contatos.
Pode usar o texto abaixo ou personalizá-lo a seu gosto.

Contatos:

Exmo. e Revmo. Senhor
Dom António de Sousa Braga
C/C: Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa

Nos próximos dias 1 e 2 de Agosto estão programadas touradas à corda, integradas no programa das festas de Nossa Senhora de Guadalupe.
Considerando a crise socioeconómica em que os Açores estão mergulhados, à qual não ficam imunes as paróquias que se debatem com falta de recursos;
Considerando que a Igreja Católica deveria ter uma posição clara relativamente às touradas, que, foram condenadas e proibidas pelo Papa Pio V que considerava-as como espetáculos alheios de caridade cristã; 
Considerando que as touradas em nada contribuem para educar os cidadãos e cidadãs para o respeito aos animais, além de causarem sofrimento aos mesmos e porem em risco a vida das pessoas;
Considerando que as touradas em nada promovem o turismo de qualidade que se quer para a Graciosa;
Vimos manifestar a V. Exªs o nosso desagrado pela inclusão de touradas num programa de uma festividade da Igreja Católica, as quais originam sofrimento, sem qualquer justificação, aos animais e ferimentos ou mortes a humanos e repudiar o mau uso de dinheiros da comunidade católica da Graciosa.

Nome