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4.11.18

Em defesa da Ministra da Cultura


Movimento pela Abolição da Tauromaquia de Portugal
Em Defesa da Ministra da Cultura

Numa intervenção recente na Assembleia da República, a Ministra da Cultura, Graça Fonseca, em resposta a uma intervenção de uma deputada do CDS que defendia absurdos e inaceitáveis benefícios fiscais para as touradas, afirmou que “a tauromaquia não é uma questão de gosto, é uma questão de civilização”.

Na sequência de tal afirmação têm surgido as vozes do costume, isto é, daqueles que beneficiam em termos económicos das atividades tauromáquicas e dos que se divertem com o sofrimento de animais a pedir a demissão da senhora ministra.

O MATP, certo que está a interpretar o sentimento da grande maioria dos portugueses que não se revêm em espetáculos onde se torturam bovinos e onde cavalos também são vítimas, está solidário com as declarações da ministra da Cultura e continuará a sua luta pelo fim de uma atividade anacrónica.

Porto, 4 de novembro de 2018

A direção do MATP

17.2.12

Petição Tauromaquia no Inventário do Património Cultural Imaterial Nacional NÃO!

Petição Tauromaquia no Inventário do Património Cultural Imaterial Nacional NÃO!
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=ANIMAL A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira prepara-se para candidatar os seus festejos tauromáquicos ao Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial (INPCI). Não vamos permitir, pois não? Por favor, assine e divulgue esta petição.

30.1.12

Zangam-se as comadres, sabem-se as verdades



Já começaram nesta ilha as touradas de corda, divertimento bárbaro e estúpido, de que o sr. governador civil substituto é fiel apaixonado” . E depois de enumerar os lugares que promoviam tais divertimentos, o autor remata:
“Excelente serviço o que nos está prestando o sr. Visconde das Mercês, com as corridas de toiros!
O nome de sua exª há-de passar à história da tauromaquia na ilha Terceira…
Mas que fazem os empresários das praças, cujos interesses são lesados conjuntamente com os da Fazenda Nacional?
Calam-se, o sr. governador civil – que parece dar o cavaco para ver gente estropiada, e os pobres animais espicaçados – vai concedendo licenças por dá dá aquela palha!
Tristíssimo”

Nota- Título e sublinhados da nossa responsabilidade. De acordo com a informação, as duas modalidades de tourada competem entre si no que aos maus tratos infligidos aos touros. No século XIX as de corda superavam as de praça.

Fonte: António Miguel Moniz, Gazeta de Notícias, 23 de Maio de 1888, extraído de Tauromaquia Terceirense de Pedro de Merelim.

24.1.12

Mensagem pelo II Forum da Cultura Taurina dos Açores



Está anunciado o II Fórum da Cultura Taurina com especialistas de 9 países que se reúnem durante 3 dias na Ilha Terceira, a campeã da “aficcion” no Arquipélago.

Os efeitos do fórum serão evidentes, visto que a tauromaquia é uma modalidade que assenta em primeira linha na exploração violenta e cruel do touro, sempre, e do cavalo nos programas em que ele é utilizado como veículo do actor tauromáquico e obrigado a tornar-se “cúmplice” da lide, sofrendo ansiedade e esgotamento e arriscando ferimento e morte.

O fórum está a ser considerado como um momento de reflexão, de prestígio para os Açores, de promoção da atractibilidade da Região e como reforço do turismo.

Considero que, quanto à influência sobre o turismo, as vertentes serão duas e opostas:

Poderá atrair aficcionados, gente que sob a designação de arte, aprecia a violência e as fases impressionantes do massacre do touro e as arrancadas e as fintas do cavalo dominado pelo cavaleiro. Poderá também atraír gente tornada curiosa pela publicidade enganosa da organização.

Por outro lado, irá afastar turistas conscientes e compassivos, que vão preferir outros destinos, onde tal espectáculo de massacre não seja permitido.

Quanto à influência sobre o prestígio dos Açores, só pode ser muito negativa, porque publicita o facto de que a Região Autónoma, parte de Portugal (que também é atingido), pertence ao retrógrado grupo dos únicos 9 países do Planeta, onde touros e cavalos são massacrados legalmente.

Falta referir-me ao momento de reflexão, que bem necessário é e para o qual eu pretendo contribuír com muito empenho, argumentando resumidamente com o que a Ciência Médico- Veterinária, a Etologia e a minha experiência profissional e desportiva me ensinaram.

A ciência, fundamentada na investigação anatómica, fisiológica e neurológica dos animais usados na tauromaquia, confirma o que o senso comum revela: touros e cavalos sofrem antes, durante e depois dos espectáculos tauromáquicos.

O touro é o elemento sempre massacrado da tauromaquia, desde intensa e prolongada ansiedade a partir do momento em que é retirado do campo, seguindo-se repetidos e dolorosos ferimentos, esgotamento anímico e físico e quase sempre a morte em longa agonia.

O cavalo, dominado e violentado pelo cavaleiro tauromáquico é o elemento obrigado a arriscar tudo e a sofrer perante o touro, desde ansiedade, ferimento físico até a morte.

Animais são seres dotados de sistema nervoso mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é perigoso e agressivo e doloroso. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa e de fuga para poderem sobreviver. Sem essas capacidades não poderiam subsistir.

Portanto, medo e dor são essenciais e condição de sobrevivência.

É testemunho da maior ignorância ou intenção de ludíbrio, o afirmar-se que algum animal em qualquer situação possa não sentir medo e dor, se for ameaçado ou ferido.

A ciência revela que anatomia, fisiologia e neurologia do touro, do cavalo e do homem são extremamente semelhantes. Os ADN são quase coincidentes.

As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto e o ferimento.

O especismo é uma atitude que, arrogantemente, coloca o Homem numa posição de superioridade, que lhe permite dispor sobre os animais, como quiser.

A compaixão selectiva visa tratar bem certas espécies (em geral cães e gatos) e menos bem, outras, quase consideradas como objectos.

Os animais não humanos são considerados menos inteligentes do que os seres humanos. Podem estar mais ou menos próximos e mais ou menos familiarizados connosco, mas eles são tanto ou mais sensíveis do que nós ao medo, ao susto e à dor.

É, portanto, nosso dever ético não lhes causar sofrimento desnecessário.

"A compaixão universal é o fundamento da ética" - um pensamento superior do filósofo alemão Arthur Schopenhauer.

A tauromaquia está eivada de especismo sobre o touro e sobre o cavalo.

O homem faz espectáculo e demonstração da sua "superioridade" provocando, fintando, ferindo com panóplia de ferros que cortam, cravam, atravessam, couro, músculos, tendões, órgãos vitais, esgotam, por vezes acabam por matar o touro, em suma lhe provocam enorme e prolongado sofrimento para gaúdio de uma assistência que se diverte com o sofrimento, a agonia e morte de um animal.

Isto é comparável aos espectáculos de circo romano, há muito considerado espectáculo bárbaro, onde escravos e cristãos eram obrigados a lutar e a matarem-se uns aos outros ou eram atirados aos leões para serem devorados.

O cavalo é dominado com ferros castigando as gengivas bucais e a língua e por esporas mais ou menos agressivas, até cortantes, no ventre.

Esta montada é posta em risco de mais ferimento e de morte, pelo cavaleiro tauromáquico, que o utiliza como veículo para combater e vencer o touro.

O sofrimento do cavalo soma-se aqui ao do touro.

Na tauromaquia, touro e cavalo são excluídos de qualquer compaixão, antes pelo contrário, estão completamente submetidos à violência e ao sofrimento.

E o espectáculo é ainda legal em Portugal e mais oito países, publicitado e mostrado na comunicação social, aclamado, fonte de negócio, de prosa e de poesia. Que tristeza.

Tauromaquia é a “arte” de dominar e massacrar touros e cavalos e organizar com isso espectáculos para recreação de aficionados ou de simples curiosos.

Mas nesta “arte” não são somente touros e cavalos que sofrem.

São muitas as pessoas conscientes e compassivas, que por esta prática de violência e de crueldade se sentem extremamente preocupadas e indignadas e sofrem solidariamente e a consideram anti educativa, fonte de enorme vergonha e atentatória da reputação internacional de Portugal, obstáculo dissuasor do turismo de pessoas conscientes, que se negam a visitar um país onde tais práticas, que consideram "bárbaras", acontecem! Porque fazem sofrer os animais os chamados “artistas”? Dar-lhes-à isso algum gozo?

Será isso admirável, corajoso, heróico.

Com certeza que existem boas e inócuas alternativas para os aficionados, para os trabalhadores tauromáquicos, para os "artistas", para os campos e para os touros e cavalos.

Os campos podem ser utilizados de outro modo.

A raça pode ser mantida sem a cruel tauromaquia.

Os trabalhadores, campinos e ganadeiros podem continuar o seu trabalho.

Os forcados, cujo papel só surge depois do touro ter sido massacrado e esgotado previamente, podem dedicar-se a actividades ou desportos leais e entre iguais, onde valentia, luta corpo a corpo são fulcrais, como o boxe, a luta livre e outros e que exigem espírito de equipa, como o rugby por exemplo, considerado desporto de cavalheiros.

Aconselho, pela sua mensagem, alguns vídeos extremamente informativos, muito influentes no processo que teve lugar no Parlamento da Catalunha de que resultou a votação que levou à proibição de corridas de touros naquela região autónoma espanhola, facto que está tendo enorme repercussão mundial.

Fundamentado no acima exposto, anseio pelo proibição das corridas de touros em Portugal e no mundo. Não quero nem posso admitir que qualquer região ou nação seja vergonhosamente conhecida no seu trato aos animais como sendo uma região ou nação bárbara, retrógrada e cruel.

Na certeza de que V. Exas. tomarão em consideração esta minha mensagem, assino-me

Vasco Manuel Martins Reis, médico veterinário desde 1967,

actualmente aposentado em Aljezur.

Permitam-me o seguinte curto extracto do meu curríulo, o qual ilustra alguma da minha experiência prática que dita muitas das minhas opiniões:

Trabalhei 7 anos na Suíça, 10 anos na Alemanha, 3 anos nos Açores (na Praia da Vitória, Ilha Terceira, onde existe aficcion e onde tive de intervir obrigatoriamente no acompanhamento dos touros nas touradas na minha qualidade de médico veterinário municipal) e 21 anos em Portugal Continental.

Trabalhei sempre, entre outras espécies, com bovinos e cavalos.

Fui cavaleiro de concurso hípico completo e detentor de dois cavalos polivalentes.

Conheço bem os cavalos, a sua personalidade e as suas aptidões.

Fui entusiástico jogador de rugby durante três anos.

Vasco Reis

20.1.12

II FÓRUM DA CULTURA TAURINA - APELO DOS AÇORES



II Fórum da Cultura Taurina
Apelo dos Açores

Entre os dias 25 e 28 de Janeiro de 2012 realiza-se o II Fórum da Cultura Taurina, na ilha Terceira (Açores). A iniciativa da Tertúlia Tauromáquica Terceirense que é apoiada pelo Governo Regional dos Açores e pelas Câmaras Municipais da ilha, Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, irá juntar “especialistas” de 9 países.
Não é por acaso que os defensores das touradas escolhem pela segunda vez a ilha Terceira. Com efeito, a mesma deve-se ao facto de terem garantido suporte financeiro público e por considerarem que os Açores poderão ser o trampolim para recuperarem de alguns reveses, como a derrota sofrida na Catalunha.
Por estarmos convictos de que o referido Fórum é o primeiro passo para uma grande campanha que culminará, no final do ano ou início de 2013, com a apresentação de uma nova proposta de Decreto Legislativo Regional destinada a legalizar a sorte de varas, primeiro passo para os tão almejados touros de morte, vimos solicitar a todas as organizações e cidadãos, nacionais ou estrangeiros, uma manifestação pública de repúdio pela realização do evento, associado ao envio de e-mails de protesto ao Presidente do Governo Regional dos Açores e aos líderes parlamentares dos partidos com assento na Assembleia Legislativa Regional dos Açores.
Açores, 12 de Janeiro de 2012
ENDEREÇOS :
Presidente do Governo Regional dos Açores:
presidencia@azores.gov.pt
Deputados:
CC:
apascoal@alra.pt, alsilva@alra.pt, aparreira@alra.pt, bmessias@alra.pt, cmendonca2@alra.pt,
cfurtado@alra.pt, cpavao@alra.pt, dcunha@alra.pt, fcoelho@alra.pt, gnunes@alra.pt, hjorge@alra.pt, irodrigues@alra.pt, jmgavila@alra.pt, jlima@alra.pt, jrego@alra.pt, jsan-bento@alra.pt, lmachado@alra.pt, lrodrigues@alra.pt, hrosa@alra.pt, namaral@alra.pt, pbettencourt@alra.pt, plalanda@alra.pt, rcabral@alra.pt, rveiros@alra.pt, vbettencourt@alra.pt, asantos@alra.pt, amarinho@alra.pt, apcosta@alra.pt, aventura@alra.pt, cbretao@alra.pt, calmeida@alra.pt, clopes@alra.pt, cmeneses@alra.pt, dfreitas@alra.pt, falvares@alra.pt, jbcosta@alra.pt, cpereira@alra.pt, jmacedo@alra.pt, jfernandes@alra.pt, lgarcia@alra.pt, mmarques@alra.pt, pgomes@alra.pt, rramos@alra.pt, alima@alra.pt, prosa@alra.pt, lsilveira@alra.pt, prmedina@alra.pt, amoreira@alra.pt, jcascalho@alra.pt, zsoares@alra.pt, apires@alra.pt, pestevao@alra.pt
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II Fórum da Cultura Taurina
MANIFESTAÇÂO DE DESAGRADO E REPÚDIO

Entre os dias 25 e 28 de Janeiro de 2012 realiza-se o II Fórum da Cultura Taurina, na ilha Terceira (Açores). A iniciativa da Tertúlia Tauromáquica Terceirense é apoiada pelo Governo Regional dos Açores e pelas Câmaras Municipais da ilha, Angra do Heroísmo e Praia da Vitória.
Atendendo que as touradas são eventos cruéis e indignos de nações civilizadas, tendo já sido abolidas da maioria esmagadora dos países do mundo;
Atendendo a que as touradas não criam riqueza para os povos, apenas beneficiando um pequeno número de empresários tauromáquicos;
Atendendo a que a realização de eventos da natureza do mencionado Fórum apenas vem manchar o bom nome dos Açores, junto da comunidade internacional;
Atendendo a que, tal como já aconteceu no passado, o referido invento é uma primeira etapa no caminho de mais uma tentativa de aumentar a barbaridade do tratamento dados aos touros e aos cavalos através da legalização da sorte de varas, primeiro passo para a introdução de touros de morte nos Açores;
Atendendo à crise em que está mergulhada a Região Autónoma dos Açores, tal como todo o país, com o aumento de desempregados, com cortes em sectores fundamentais como a saúde e a educação, com reduções nos vencimentos, com o agravamento dos impostos, etc. ;

Vimos manifestar a nossa estranheza e repúdio pelo apoio, através do uso de dinheiros dos impostos de todos os cidadãos, que é concedido a um evento que em nada dignifica a condição humana e animal e que em nada contribui para o reconhecimento internacional dos Açores como região turística merecedora de ser visitada.
Nome:
Localidade ou país:


II Forum de la Cultura Taurina
Comunicado de Azores

Entre los días 25 y 26 de enero de 2012 tendrá lugar el II Forum de la Cultura Taurina en la isla Terceira (Azores). La iniciativa de la Tertulia Tauromáquica Terceirense, que cuenta con el apoyo del Gobierno Regional de Azores y de los dos ayuntamientos de la isla, Angra do Heroísmo y Praia da Vitória, reunirá “especialistas” de nueve países.

No es por casualidad que los defensores de la tauromaquia eligen por segunda vez la isla Terceira. Esto se debe a tener allí garantizado un apoyo financiero público y por considerar que las Azores podrán servir como trampolín para recuperarse de algunos reveses, como la derrota sufrida en Cataluña.

Por estar convencidos de que el referido Forum es sólo el primer paso de una campaña que culminará, a finales de año o principios de 2013, com la presentación de una nueva propuesta de Decreto Legislativo Regional destinada a legalizar las corridas picadas, primer paso para conseguir las tan deseadas corridas de muerte, queremos solicitar a todas las organizaciones y ciudadanos, nacionales o estranjeros, que manifiesten públicamente su rechazo a la realización de este evento, enviando mensajes de protesta al Presidente del Gobierno Regional de Azores y a los dirigentes de los partidos con representación en la Asamblea Legistativa Regional.

Azores, 12 de enero de 2012.
ENDEREÇOS :
DIRECCIONES :
Presidente del Gobierno Regional de Azores:
presidencia@azores.gov.pt
Diputados regionales:
CC:
apascoal@alra.pt, alsilva@alra.pt, aparreira@alra.pt, bmessias@alra.pt, cmendonca2@alra.pt,
cfurtado@alra.pt, cpavao@alra.pt, dcunha@alra.pt, fcoelho@alra.pt, gnunes@alra.pt, hjorge@alra.pt, irodrigues@alra.pt, jmgavila@alra.pt, jlima@alra.pt, jrego@alra.pt, jsan-bento@alra.pt, lmachado@alra.pt, lrodrigues@alra.pt, hrosa@alra.pt, namaral@alra.pt, pbettencourt@alra.pt, plalanda@alra.pt, rcabral@alra.pt, rveiros@alra.pt, vbettencourt@alra.pt, asantos@alra.pt, amarinho@alra.pt, apcosta@alra.pt, aventura@alra.pt, cbretao@alra.pt, calmeida@alra.pt, clopes@alra.pt, cmeneses@alra.pt, dfreitas@alra.pt, falvares@alra.pt, jbcosta@alra.pt, cpereira@alra.pt, jmacedo@alra.pt, jfernandes@alra.pt, lgarcia@alra.pt, mmarques@alra.pt, pgomes@alra.pt, rramos@alra.pt, alima@alra.pt, prosa@alra.pt, lsilveira@alra.pt, prmedina@alra.pt, amoreira@alra.pt, jcascalho@alra.pt, zsoares@alra.pt, apires@alra.pt, pestevao@alra.pt

Ayuntamientos:
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II Forum de la Cultura Taurina
MANIFESTACIÓN DE CONDENA Y REPUDIO


Entre los días 25 y 26 de enero de 2012 tendrá lugar el II Forum de la Cultura Taurina en la isla Terceira (Azores). La iniciativa, responsabilidad de la Tertulia Tauromáquica Terceirense, cuenta con el apoyo del Gobierno Regional de Azores y de los dos ayuntamientos de la isla, Angra do Heroísmo y Praia da Vitória.

Considerando que las corridas de toros son eventos crueles e indignos de naciones civilizadas, estando ya prohibidas en la inmensa mayoría de los países del mundo;

Considerando que las corridas de toros no crean riqueza para el país, beneficiando únicamente a un pequeño número de empresarios tauromáquicos;

Considerando que la realización de eventos como el mencionado Forum sólo viene a manchar el buen nombre de las Azores ante la comunidad internacional;

Considerando que, tal como ya sucedió en el pasado, este Forum es el inicio de un nuevo intento para aumentar la barbaridad en el trato dado a los toros y a los caballos a través de la legalización de las coridas picadas, primer paso para conseguir las corridas de muerte en las Azores;

Considerando la crisis en que está sumida la Región Autónoma de las Azores, tal como todo el país, con un aumento importante del desempleo, con cortes en sectores fundamentales como la salud y la educación, con recortes en los salarios, con subidas de los impuestos, etc.;

Queremos manifestar nuestra sorpresa y repudio por el apoyo que, usando el dinero de todos los ciudadanos, se pretende dar a un evento que en nada dignifica a la condición humana y animal y que en nada contribuye para el reconocimiento internacional de las Azores como región turística merecedora de ser visitada.


Nombre:
Localidad o país:

11.12.11

Veterinário escreve sobre o sofrimento do cavalo e do touro




Percurso do touro usado para toureio.

Um exemplo: vive uns 4 anos bem na campina, espaço largo e com boas condições. Desenvolve-se. Um dia alguém decide escolhê-lo para a lide numa tourada. Enxotam-no, com ou sem medicação, para uma manga e enfiam-no numa caixa apertada onde mal se pode mexer. O stress da claustrofobia é tremendo, ao passar da liberdade e tranquilidade da campina para o caixote, onde fica confinado. A seguir acresce a ansiedade/pânico do transporte. Depois a espera, provavelmente, com pouco ou nenhum alimento e bebida. Talvez sendo injectado, a ponta dos cornos cortada até ao vivo e muito enervado, ficando extrema e dolorosamente sensível ao contacto. Mais tarde, a condução ao curro da praça de touros. Empurrado depois para a arena = beco cruel sem saída, suportando logo o enorme alarido, que ainda o assusta mais. Depois a provocação, o engano, o cravar dos ferros, que o ferem através da pele, aponevrose, mais ou menos músculo, tendão e, por vezes até pleura e pulmão (meu testemunho) e o fazem sangrar e sofrer. Tudo isto o enfurece, o magoa, o deprime e o esgota. Depois é retirado com as “chocas”. Brutalmente, tal como foram cravados, os ferros são agora retirados. Depois o sofrimento cresce pela dor provocadas pelos ferimentos, infectando e provocando febre, animicamente derrotado, até que o abate liberte de tamanho sofrer esta desgraçada vítima dos chamados humanos, “corrido” e torturado unicamente para diversão de aficionados, alimentar de vaidades, de negócios de tauromáquicos e no prosseguimento de uma cruel tradição.
É, portanto, uma aberração, comprovativa da maior hipocrisia, quando tauromáquicos e ganadeiros afirmam serem as pessoas que mais gostam dos touros.
Revoltante e vergonhoso é que tal crueldade seja permitida legalmente, feita espectáculo e publicitada.


Percurso do cavalo usado para toureio
.

É um animal de fuga, que procura a segurança e que a atinge pondo-se à distância daquilo que desconfia ou que considera ser perigoso. Defende-se do agressor próximo com o coice e por vezes com a sapatada do membro anterior, se for mais afoito ou considerar o perigo menor.
No treino e na lide montada, ele é dominado pelo cavaleiro com ferros mais ou menos serrilhados na boca (freio, bridão) mais ou menos castigadores e incitado de tal maneira pela voz e por outras acções, chamadas hipocritamente de “ajudas”, como sejam de esporas que são cravadas provocando muita dor e até feridas sangrentas.
Ele é impelindo para a frente para fugir à acção das esporas, devido à dor que elas lhe provocam e a voltar-se pela dor na boca e pelo inclinar do corpo do cavaleiro .
Resumindo: o cavalo é obrigado a enfrentar o touro pelo respeito/receio que tem do cavaleiro, que o domina e o castiga, até cravando-lhe esporas no ventre e provocando-lhe dor e desequilíbrio na boca. Isso transtorna-o de tal maneira, que o desconcentra do perigo que o touro para ele representa de ferimento e de morte e quase o faz abstrair disso.
É, portanto, uma aberração, comprovativa da maior hipocrisia, quando cavaleiros tauromáquicos afirmam gostarem muito dos seus cavalos e lhes quererem proporcionar o bem estar.
Revoltante e vergonhoso é que tal crueldade seja permitida legalmente, feita espectáculo e publicitada.

Vasco Reis, médico veterinário

4.12.11

Eles não desistem da Sorte de Varas e nós não desistimos de a combater




O incremento da tortura animal é um objectivo que não sai da cabeça de alguns. O nosso papel é lutar para que tal não aconteça.

A leitura do texto abaixo é muito útil para quem não desiste de lutar pelos direitos dos animais.


TAUROMAQUIA EM PORTUGAL

Importa debater a questão da Tauromaquia em Portugal, abordando-a com toda a objectividade e publicitar este debate, para que os portugueses compreendam bem do que se trata e formem uma opinião sobre a sua utilidade, o seu mérito ou demérito e a sua aceitação ou repúdio.
Para isso é preciso argumentar profunda, científica, ética, cultural, socialmente.

O touro é o elemento sempre massacrado da tauromaquia, desde intensa prolongada ansiedade, repetidos e dolorosos ferimentos, esgotamento anímico e físico e quase sempre a morte em longa agonia.
O cavalo, dominado e violentado pelo cavaleiro tauromáquico é o elemento obrigado a arriscar tudo e a sofrer perante o touro, desde ansiedade, ferimento físico até a morte.

Estes factos, inegáveis e indissociáveis da tauromaquia, seriam suficientes para interditar a sua existência numa sociedade culta, consciente, pacífica e compassiva.

É esta a opinião dos abolicionistas, que dispõem de imensos argumentos ditados pelo senso comum e confirmados pela ciência.

Da parte dos tauromáquicos e dos seus aficcionados colhem-se argumentos falaciosos,
não ditados pelo senso comum, não confirmados pela ciência, baseando-se na tradição, no gosto pelo “espectáculo”, em interesses económicos, omitindo praticamente (ignorado ou não) o sofrimento sempre presente destes condenados a serem “actores” à força - o touro e, no toureio montado - o cavalo.

Na verdade, plantas não têm sistema nervoso, não têm sensibilidade, não têm consciência.
Animais são seres dotados de sistema nervoso mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é perigoso e agressivo e doloroso. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa e de fuga para poderem sobreviver. Sem essas capacidades não poderiam sobreviver.
Portanto, medo e dor são essenciais e condição de sobrevivência.
É testemunho da maior ignorância ou intenção de ludíbrio o afirmar que algum animal em qualquer situação possa não sentir medo e dor, se for ameaçado ou ferido.
A ciência revela que a constituição anatómica e a fisiologia do touro, do cavalo e do homem são extremamente semelhantes. Os ADN são quase coincidentes.
As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento.
O senso comum apreende isto e a ciência o confirma.

O especismo é uma atitude que, arrogantemente coloca o Homem numa posição de superioridade, que lhe permite dispor sobre os animais como entender.
A compaixão selectiva visa tratar bem certas espécies (em geral cães e gatos) e menos outras, quase consideradas como objectos.
Os animais não humanos são considerados menos inteligentes do que os seres humanos. Podem estar mais ou menos próximos e mais ou menos familiarizados connosco, mas eles são tanto ou mais sensíveis do que nós ao medo ao susto e à dor.
É, portanto, nosso dever ético não lhes causar sofrimento desnecessário.
"A compaixão universal é o fundamento da ética" - um belo pensamento do filósofo alemão Arthur Schopenhauer.

A tauromaquia está eivada de especismo sobre o touro e sobre o cavalo.
O homem faz espectáculo e demonstração da sua "superioridade" provocando, fintando, ferindo com panóplia de ferros que cortam, cravam, atravessam, esgotam, por vezes matam o touro, em suma lhe provocam enorme e prolongado sofrimento, para gaúdio de uma assistência que se diverte com o sofrimento, a agonia e morte de um animal.
Isto é comparável aos espectáculos de circo romano, há muito considerado espectáculo bárbaro, onde escravos e cristãos eram obrigados a lutarem e matarem-se uns aos outros ou eram atirados aos leões para serem devorados.
O cavalo é dominado com ferros castigando as gengivas bucais e por esporas mais ou menos agressivas, até cortantes, no ventre.
Esta montada é posta em risco de mais ferimento e de morte pelo cavaleiro tauromáquico, que o utiliza como veículo para combater e vencer o touro.
O sofrimento do cavalo soma-se aqui ao do touro.

Na tauromaquia, touro e cavalo são excluídos de qualquer compaixão, antes pelo contrário estão completamente submetidos à violência e ao sofrimento.
E o espectáculo é legal em Portugal, publicitado e mostrado na comunicação social, aclamado, fonte de negócio.

Mas nesta “arte” não são somente touros e cavalos que sofrem.
São muitas as pessoas conscientes e compassivas, que por esta prática de violência e de crueldade se sentem extremamente preocupadas e indignadas e sofrem solidariamente e a consideram anti-educativa, fonte de enorme vergonha para o país, atentório de reputação internacional, obstáculo dissuassor do turismo de pessoas conscientes, que se negam a visitar um país onde tais práticas, que consideram "bárbaras", acontecem!

Com certeza que existem boas e inócuas alternativas para os aficcionados, para os trabalhadores tauromáquicos, para os "artistas", para os campos e para os touros e cavalos.
Será positivo para os aficcionados irem ver e até pagar bilhete para assistir ao sofrimento de animais?
Chamar arte à tauromaquia e compará-la ao ballet, ao teatro, etc é falacioso.
Afirmar comparativamente que o ballet também provoca dor é infeliz e despropositado.
O que se assiste no enredo do teatro, de uma peça de ballet é representação, sem provocação real, sem ferimento, sem morte e os actores estão ali voluntariamente.
Porque fazem sofrer os animais os chamados “artistas”? Dar-lhes-à isso algum gozo?
Será isso admirável, corajoso, heróico?
Porque não fazer o espectáculo teatralmente e com o belo aparato visual e musical, mas sem os touros e sem o sofrimento animal?
Eu seria espectador para isso.
Os campos podem ser utilizados de outro modo e continuar a serem subsidiados.
A raça pode ser mantida sem a cruel tauromaquia e continuar a ser subsidiada.
Os trabalhadores, campinos e ganadeiros podem continuar o seu trabalho.
Os forcados, cujo papel só surge depois do touro ter sido massacrado previamente, podem dedicar-se a actividades ou desportos onde valentia, luta corpo a corpo são fulcrais, como box, luta livre e outros e acrescidos de espírito de grupo, como o rugby, por exemplo.

Creiam, que eu tenho conhecimentos e experiência para escrever este texto.
Sou médico veterinário desde 1967. Estudei em Portugal e na Alemanha. Trabalhei na Suíça 7 anos, na Alemanha 10 anos, nos Açores 3 anos (na Praia da Vitória, Ilha Terceira, onde existe aficcion e onde tive de intervir obrigatoriamente no acompanhamento dos touros nas touradas, na minha qualidade de médico veterinário municipal), 22 anos em Aljezur em Portugal Continental.
Trabalhei sempre com gado bovino e cavalos.
Fui cavaleiro de concurso hípico completo e detentor de 2 cavalos polivalentes. Conheço bem cavalos, a sua personalidade e as suas aptidões.
Fui entusiástico jogador de rugby durante 3 anos, o que interrompi por acidente, que me impossibilitou a continuação da prática.
Aconselho, pela sua superior qualidade, alguns vídeos extremamente informativos, muito influentes no processo que teve lugar no Parlamento da Catalunha.

Vasco Reis, médico veterinário municipal aposentado
30 de Setembro de 2011

29.9.11

Petição Tauromaquia a Património Cultural Imaterial da Humanidade NÃO



Para:Presidente da Comissão Nacional da UNESCO em PortugalExmo. Senhor Dr. Fernando Andresen Guimarães,
Digníssimo Presidente da Comissão Nacional da UNESCO em Portugal,

Excelência,

Tive conhecimento de que o lobby tauromáquico português estaria a preparar uma candidatura para elevar a tauromaquia a Património Cultural Imaterial da Humanidade, notícia que me indignou e me levou a escrever a V. Exa. Sei que Portugal ratificou em 2008 a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, e que esta considera, enquanto Património Cultural Imaterial, “as práticas, representações, expressões, conhecimentos e aptidões – bem como os instrumentos, objectos, artefactos e espaços culturais que lhes estão associados – que as comunidades, os grupos e, sendo o caso, os indivíduos reconheçam como fazendo parte integrante do seu património cultural”, mas também sei que a tauromaquia (pese embora seja um fenómeno ligado à cultura local de algumas regiões) é uma actividade repudiada pela maioria da população portuguesa, devido ao seu carácter extremamente chocante e cruel. Não tenho dúvidas de que V. Ex.as, ao avaliarem as actividades concorrentes à categoria de Património Cultural Imaterial da Humanidade, têm em especial atenção a sua relevância para o engrandecimento moral da Humanidade e, por essa razão, é minha crença que não aprovarão a candidatura a que me refiro nesta mensagem.

Mais informo V. Exa. - apenas a título de exemplo – de que um extenso estudo elaborado em 2007 pelo CIES-ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (http://www.animal.org.pt/pdf/Valores_e_Atitudes_face_a_Proteccao_dos_Animais_em_Portugal.pdf ), demonstrou claramente que a maioria dos portugueses não só rejeita a tauromaquia, como também quer as touradas proibidas por lei em Portugal.

Cada vez mais as sociedades modernas evoluem no sentido de respeitarem e considerarem os interesses e as características dos outros animais e do próprio Planeta, e é do entendimento geral que não é moralmente justificável provocar danos à integridade de animais para meros fins de entretenimento.

Assim, venho humildemente pedir a V. Exa. se digne transmitir esta minha mensagem a S. Exa. a Directora-Geral da Secção de Património Intangível da UNESCO, pedindo-lhe que a tenha em consideração se tiver que tomar uma decisão a este respeito. Confio que S. Exa. e o respectivo Comité tomarão a decisão certa - aquela que vai no caminho da justiça e da evolução moral e social da Humanidade.

Muito respeitosamente,
de V. Exa,


Os signatários

Assine aqui: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N14706

16.6.11

Portugal utiliza fundos Europeus para financiar a tauromaquia



“Portugal utiliza fundos Europeus para financiar a tauromaquia” - Eurodeputados

15 | 06 | 2011 19.23H

Dois deputados catalães, Raul Romeva (ICV) e Oriol Junqueras (ERC), pediram hoje à Comissão Europeia para parar o financiamento às instalações taurinas em Portugal com fundos comunitários do desenvolvimento rural.

Destak | destak@destak.pt

Os deputados acusam a Portugal de utilizar recursos para obras de desenvolvimento rural em instalações de tourada e preparam já uma série de perguntas a realizar na comissão:

“A Comissão tem conhecimento deste financiamento de instalações para espectáculos tauromáquicos com fundos destinados ao desenvolvimento rural? Considera reprovável que instalações tauromáquicas sejam financiadas com fundos comunitários? A reabilitação desta praça de touros é conforme ao Tratado de Lisboa, nomeadamente às suas disposições relativas ao bem-estar animal? A Comissão tem conhecimento de outras utilizações de fundos europeus em obras e projectos relacionados com a tauromaquia?.”

Para os dois deputados o uso de dinheiro público para financia a reforma de uma praça de touros “implica uma falta de respeito para com as regiões europeias com maior desigualdade económica e que necessitam de tais fundos para realizar obras de infra-estrutura e projectos necessários”.

Fonte: http://www.destak.pt/artigo/98277-portugal-utiliza-fundos-europeus-para-financiar-a-tauromaquia-eurodeputados

2.2.11

A suposta arte da tauromaquia



El concepto de arte es subjetivo, tan subjetivo como el amor o la belleza. De lo que no hay duda es de que el arte es creación, nunca crueldad o destrucción.

Una obra de arte puede ser de nuestro agrado o no, pero nunca puede causarnos repugnancia o terror. Me puede fascinar escuchar una obra de Bach, mientras que otra persona puede preferir deleitarse con una ópera de Wagner. Puedo quedarme absorto mirando un cuadro de Alphonse Mucha, por el contrario, otro puede elegir ver un cuadro de Jeroen Anthoniszoon van Aken (el Bosco). Puedo pasar mis mejores momentos leyendo una poesía de Mario Benedetti, sin embargo, otro puede disfrutar leyendo rimas de Becquer. Nuestras elecciones dependen de nuestra manera de ser, nuestra educación y nuestro sentido de la estética o la belleza.

Por el contrario, observar la violencia, la tortura o el asesinato, nos causa pavor. Instintivamente esta visión nos impulsa a escapar, huir del peligro, simpre y cuando seamos personas mentalmente sanas, no sádicos, ni psicópatas. Cualquier animal no humano puede permanecer tranquilo frente a un cuadro de Goya o escuchando un concierto de Mozart. Pero la cosa cambia cuando este animal ve a alguien que se le acerca con la intención de torturarlo o matarlo. Entonces, instintivamente, tal y como haríamos cualquiera de nosotros, el animal intenta huir, salvar su vida. Esta situación de vida o muerte no es cuestión de gustos ni de sensibilidad. Aquí es donde radica, a mi manera de ver, la diferencia entre arte, belleza o cultura, y las costumbres más abyectas, como son la ejecución pública y la tortura, aunque éstas vayan adornadas de música y folclore.

Hay quienes defienden que la tauromaquia es un “arte”, como también los hay que matan a su mujer por “amor”. A los defensores del supuesto “arte” taurino les contestaría que si torturar a un toro acorralado y matarlo atravesándolo con una espada es “arte” —y el torero es un “artista”— entonces también es “arte” cuando el toro clava sus cuernos en el hígado, el estómago o el cuello del torero —y el toro es otro “artista”. No podemos aceptar como “arte” sólo la parte que nos conviene. O lo es TODO o no lo ES.

Y. P. R.

Si torturar a un toro acorralado y matarlo atravesándolo con una espada es “arte” —y el torero es un “artista”— entonces también es “arte” cuando el toro clava sus cuernos en el hígado, el estómago o el cuello del torero —y el toro es otro “artista”

No podemos aceptar como “arte” sólo la parte que nos conviene.
O lo es TODO o NO lo ES.

Quizá te interese:

Juan Ramón Jiménez y la tauromaquia
http://delavidaylapalabra.blogspot.com/2011/01/juan-ramon-jimenez-y-la-tauromaquia.html

Un militante antitaurino llamado Francisco de Goya

http://delavidaylapalabra.blogspot.com/2010/01/un-militante-antitaurino-llamado.html


http://delavidaylapalabra.blogspot.com/2010/02/goya-antitaurino.html

Fonte: http://delavidaylapalabra.blogspot.com/

23.1.11

ASSIM SE CONTINUA A AFASTAR TURISTAS DA TERCEIRA

http://azores.gov.pt/Portal/pt/novidades/Monumento+ao+Toiro+ser%C3%A1+excelente+cartaz+tur%C3%ADstico.htm?lang=pt&area=ct

Para além da propaganda anti-turística do monumento que mesmo para os leitores da União não é uma maisvalia para a Terceira e de outros disparates do Secretário Regional da Saúde ao falar em touros acorrentados mas livres, o dito cujo ignora a história da sua terra como se pode ver pelo texto abaixo de Álvaro Monjardino:

"Casa da Salga, propriedade da família Merens de Távora. Ainda lá está a casa, não de Brianda Pereira, mas aquela em que os castelhanos puseram a sua bandeira e donde foram desalojados pela contra-ofensiva portuguesa. Sabe-se hoje que a carga de gado que os empurrou para o mar e para a morte não foi de toiros bravos, mas sim de quatrocentas vacas, divididas em dois esquadrões, um vindo do lado de São Sebastião, outro do do Porto Judeu. "(http://acores.wikia.com/wiki/Batalha_da_Salga)

1.11.10

Tauromaquia quer "limpar a imagem"


"A tauromaquia necessita de promover uma imagem positiva a nível internacional, numa altura em que se avoluma a influência dos movimentos anti-taurinos.
Foi esta uma das principais conclusões do IX Congresso Mundial da Ganaderos de Toiros de Lide, que encerrou, sábado, em Angra do Heroísmo.
A intervenção final do encontro, pelo presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Arlindo Teles, surgiu exatamente nessa linha.
"É necessário criar um verdadeiro projeto especializado e profissional de promoção da imagem da tauromaquia a nível internacional, pois são muitos os argumentos para continuar a defender a festa sem complexos e sem medo. Devemos estar todos muito orgulhosos da nossa cultura, como uma arte com uma profunda mensagem ética, essa extraordinária metáfora da vida que é o toureio", afirmou.
Também segundo as conclusões lidas no final do evento, no Teatro Angrense, o mundo tauromáquico precisa estreitar relações com os órgãos de comunicação social. "A melhoria da comunicação do setor dos ganadeiros implica conhecer melhor o público a que se dirige e fomentar um melhor conhecimento dos jornalistas", foi avançado.
"O setor deve ser ativo e não reativo. Os meios de comunicação social necessitam argumentos e colaboração para aproximar a festa aos públicos mais jovens. O toiro deve ser a peça chave da comunicação taurina", foi também concluído."

Fonte: Diário Insular, 22 de Outubro de 2010

Nota: Podem começar por organizar touradas de praça sem sangue.

3.3.10

Gabriela Bandarilhas

Ouçam esta maravilhosa crónica sobre a ministra das cornadas e da tortura tauromáquica aqui.

E esta senhora foi a repreentante da Unesco nos Açores!