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20.6.13

Touradas não beneficiam a economia

Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia dos Açores (MCATA)

Comunicado


MCATA manifesta que as touradas não trazem nenhum benefício económico


Muitas vezes é afirmado que as touradas são uma mais-valia económica para a ilha Terceira, por movimentar um importante volume de negócio no sector da venda de comidas e bebidas. Mas a verdade é que estes benefícios, que favorecem um sector económico certamente bastante reduzido, não dependem realmente da realização de touradas e sim da realização de qualquer tipo de festividade, como fica demonstrado pela idêntica vitalidade que este sector experimenta nos eventos e festividades sem nenhuma relação com a tauromaquia ou também nas numerosas festas, sem touradas, que acontecem nas outras ilhas.

E se olhamos para o produto mais consumido durante as touradas, a cerveja, vemos que, sendo este um produto importado, produzido fora da região, o seu consumo não traz nem produz nenhuma riqueza. Antes pelo contrário, é dinheiro que sai da região.

Falando propriamente das touradas, estas apresentam muitos aspetos económicos puramente negativos. Para começar, como acontece com qualquer tipo de espetáculos, as touradas não são uma atividade produtiva. Economicamente não produzem nenhuma riqueza nem recursos, unicamente os consomem.

Consomem, por exemplo, o dinheiro que durante as festas do Espírito Santo deveria ser destinado à solidariedade, à partilha, à oferta aos mais carenciados da sociedade, e que no entanto acaba por ser gasto maioritariamente nos touros. É portanto um dinheiro que, longe de respeitar o significado tradicional das festas, longe de ajudar as pessoas necessitadas da freguesia, cada vez mais abundantes nas atuais circunstâncias, é gasto no efémero espetáculo dos touros, sem proveitos, e que ainda acaba por levar algumas pessoas feridas para o hospital.

Consomem também o dinheiro das autarquias, como a de Angra do Heroísmo, que oferece cada ano 150 mil euros só para a realização de touradas de praça. E também consome muito dinheiro que o governo regional deveria destinar a políticas sociais muito mais necessárias mas que acaba, no entanto, por ir parar a futilidades como os 75 mil euros gastos num fórum tauromáquico ou os 150 mil euros gastos num monumento ao touro. Todo somado, o dinheiro público mal gasto no espetáculos das touradas dá uma elevadíssima quantia anual que a ilha, no atual contexto económico, não pode permitir-se desperdiçar por mais tempo.

E ainda podemos falar dos efeitos negativos para a economia que a contínua realização de touradas, mais de uma por dia, acaba por ter na produtividade dos terceirenses. Ou também das pastagens, públicas e privadas, destinadas atualmente para a cria de gado bravo e que não são aproveitadas para a produção de riqueza. Ou também do efeito negativo que as touradas têm sobre o turismo, quando os turistas estrangeiros procuram principalmente um turismo de natureza, oposto ao maltrato animal que é repudiado e considerado ilegal nos seus países.

Assim, para o MCATA fica claro que as touradas são na realidade um enorme buraco negro para a economia da Terceira e que a ilha só ganhava reduzindo o seu número ou mesmo acabando, no futuro, definitivamente com elas.

Açores, 17 de Junho de 2013
A Equipa do MCATA

6.3.13

Pelo fim dos subsídios públicos à tauromaquia nos Açores



O Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) condena a rejeição por parte dos partidos da maioria da petição pública “Pelo fim dos subsídios públicos à tauromaquia nos Açores”, apresentada na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) e discutida em sessão plenária no passado dia 22 de fevereiro. O MCATA lamenta igualmente que a maior petição pública apresentada até o momento na região, com quase 2.500 assinaturas, tenha sido ignorada durante meses, discutida em plenário sem conhecimento dos primeiros peticionários, e finalmente rejeitada com base em argumentos falsos e despropositados. Com esta atitude a Assembleia e os partidos mais votados fizeram um fraco serviço à democracia e à tão desejada participação pública da cidadania nos assuntos que lhe dizem respeito.

O MCATA quer manifestar a sua indignação por alguns argumentos e atitudes utilizados no plenário da ALRAA, e assim gostava de salientar que:

A ALRAA não pode agora olhar para o outro lado e ignorar o tema dos subsídios públicos dados à tauromaquia precisamente quando o número de touradas realizadas na região duplicou nas duas últimas décadas devido ao número crescente de apoios públicos dados a esta actividade pelo governo regional e pelas autarquias. Se durante muitos anos sobrou tanto dinheiro público para oferecer à industria tauromáquica, agora, num momento de tantas dificuldades para a região, parece ser de elementar justiça cortar definitivamente com esses apoios.

Não é eticamente aceitável que todos os cidadãos açorianos estejam a pagar através dos seus impostos a manutenção da actividade tauromáquica quando a grande maioria deles mostra uma profunda aversão contra a realização destas práticas cruéis e violentas, proibidas na maioria dos países e que só continuam a estar permitidas em Portugal devido a uma absurda excepção introduzida nas leis vigentes. Nenhuns contribuintes podem estar obrigados a pagar para a realização duma actividade anacrónica, violenta e minoritária, quando ao mesmo tempo estão a passar por tantas dificuldades económicas e estão a lutar diariamente para manter os seus direitos mais básicos, como são a alimentação, a habitação, a saúde ou a educação.

Os deputados da ALRAA têm todas as competências necessárias em matéria de política educativa e cultural para decidir que actividades recebem ou não subsídios regionais. Queremos relembrar que estes subsídios têm-se traduzido nos últimos anos em quantidades muito elevadas, como por exemplo os 69.850 euros atribuídos a fundo perdido por parte da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas em 2009 ou os 75.000 euros atribuídos pelo Governo Regional para a realização dum Fórum tauromáquico em 2012. Mas também têm-se traduzido em quantidades pequenas e muito regulares, como demonstra o facto de só nos últimos meses terem sido já atribuídos mais 22.700 euros.

O MCATA quer ainda denunciar as tristes declarações proferidas na ALRAA pelo deputado Luís Rendeiro, do PSD, a propósito desta Petição. Só podemos qualificar como completamente disparatadas, ou mesmo cómicas, afirmações como que os touros são respeitados nas touradas, que as touradas são essenciais para o turismo da região, que têm retorno para o bem-estar social, ou que são um contributo para a manutenção dos ecossistemas naturais. Achamos que todos os peticionários e a sua proposta mereciam mais respeito por parte deste deputado.

O MCATA manifesta que vai continuar a lutar pelo fim dos subsídios públicos à tauromaquia nos Açores, fim que considera justo e legítimo, mediante a realização de novas acções e campanhas (http://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.pt).

Açores, 3 de Março de 2013

A Equipa do MCATA

ANEXO

Alguns subsídios atribuídos diretamente pelo Governo Regional à indústria tauromáquica:

(ARCTTC - Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda; TTT - Tertúlia Tauromáquica Terceirense)


50.000 € - ARCTTC (Portaria nº 30/2004, de 6 de Janeiro de 2004)

35.000 € - ARCTTC, 2004, a fundo perdido pela Secretaria Regional da Agricultura e Pescas (Portaria nº 500/2004, de 7 de Setembro de 2004)

66.000 € - ARCTTC (Portaria n.º 634/2005 de 13 de Dezembro de 2005)

109.448 € - ARCTTC (Portaria n.º 491/2008 de 24 de Julho de 2008)

50.000 € - TTT (2008, Listagem de subsídios atribuídos ao abrigo do DLR nº18/2005/A)

7.500 € - Tertúlia Tauromáquica Picoense (Portaria nº 575/2008, de 19 de Agosto de 2008)

69.850 € - ARCTTC, 2009, a fundo perdido pela Secretaria Regional da Agricultura e Florestas (Portaria nº 394/2009, de 9 de Junho de 2009)

49.000 € - ARCTTC (2009, Subsídio da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas)

68.585 € - TTT (2007-2013, Prorural)

3.000 € - Grupo de Forcados Amadores da TTT, 2011, corrida promocional no Campo Pequeno, pela Secretaria Regional de Economia (Despacho de 17 Novembro de 2011)


No último ano, 2012:

75.000 € - TTT (pelo Governo Regional para a realização dum Fórum tauromáquico)

5.000 € - Delegação Açores Casa Pessoal RTP, 5ª tourada à corda


2.000 € - TTT, pela Presidência do Governo Regional (Despacho nº 1451/2012, de 22 de Outubro de 2012)

5.000 € - ARCTTC, pela Secretaria Regional da Agricultura e Florestas (Portaria nº 1700/2012, de 31 de Outubro de 2012)

15.700 € - ARCTTC, pela Secretaria Regional da Agricultura e Florestas (Portaria nº 1771/2012, de 16 de Novembro de 2012)

1.3.13

Dinheiros públicos para as touradas? Não!



Caro(a)s amigo(a)s

Está na hora de darmos a cara e exigirmos uma gestão criteriosa dos dinheiros públicos. O MCATA - Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia dos Açores lançou uma campanha nesse sentido.

Para que a mesma tenha algum impacto necessitamos de muitas fotografias (em anexo envio para exemplificar uma minha) que divulgaremos nas redes sociais, blogues e serão enviadas aos governantes e deputados.

Ajude o MCATA, seguindo os passos a seguir:

- Descarregue o cartaz (em anexo)

- Imprima

- Tire uma fotografia

- Envie-nos a foto para acoresmelhores@gmail.com que nós encaminharemos

(Como alternativa poderá fazer uma montagem com uma foto sua ou enviar-nos uma foto que nós fazemos a montagem)

Bom fim de semana


9.3.12

Andam a brincar às touradas com o nosso dinheiro

Andam a brincar às touradas com o nosso dinheiro Tiago Mesquita (www.expresso.pt) Sexta feira, 9 de março de 2012 O que se passa neste país falido, de pessoas falidas, de empresas falidas, com um Estado falido e com Câmaras Municipais falidas relativamente ao apoio que se dá ao massacre de touros (peço perdão - dizem os aficionados que é uma nobre arte - digo eu "vão dar sangue" e não o tirem a quem não se pode defender) para regozijo e beneficio de meia dúzia é uma pouca-vergonha. E não me venham com a história da tradição, do retorno, da treta que dá emprego a muita gente porque estamos a falar de valores pornográficos numa época de vacas magras. Querem ver, ou melhor, ler? Estremoz vai gastar 2,5 milhões de euros para remodelar a praça de touros, 80% deste dinheiro provem de fundos europeus do programa FEDER. Repito: DOIS VIRGULA CINCO MILHÕES! Pergunta: não existirão necessidades prementes, sociais quiçá!, em Estremoz para além desta empreitada? E a existirem não deveriam ter, no mínimo, igual consideração? A C.M da Azambuja gasta 600 mil euros para renovar praça de touros. A C.M. de Vila Franca de Xira só em 2011 gastou em tauromaquia a quantia de 4.447.271 euros! Imagino o que não terá sido gasto ao longo de vários anos. Será possível que ninguém fale disto? Ninguém questiona a utilização de verbas de valor astronómico? Andamos nós a tapar os buracos financeiros da Câmaras que devem dinheiro a tudo o que é fornecedor levando milhares de empresas à falência e milhares de pessoas ao desemprego, para estes senhores andarem a gastar no pagode? A C.M de Santarém ao longo de vários anos tem gasto milhares de euros na compra de bilhetes para touradas, 150 mil euros só em 2009. O mesmo aconteceu em 2010 e 2011. Também em 2009 a mesma Câmara gastou nove mil euros na compra de 200 exemplares do livro "João Patinhas - Um forcado". Tudo feito através de ajustes diretos. Nove mil euros em João Patinhas? Chamem o Tio Patinhas para gerir estas Câmaras por amor de Deus. Outro exemplo asqueroso: entre 2004 e 2010 o Governo Regional do Açores, o Município de Angra do Heroísmo e a empresa municipal "Culturanga" gastaram mais de 2.600.000,00 euros em apoios à tauromaquia. Já em 2012 a Direção Regional do Turismo subsidiou o II Fórum Mundial Taurino com 75.000,00 euros. Sim - 2012 - o annus horribilis da nossa economia, com milhares de pessoas a passarem dificuldades extremas, desempregadas, a perderem a casa, os bens e a esperança, atoladas em dividas num desespero asfixiante. Mas para as touradas não pode faltar, não. Nunca. Mas o escândalo continua a nível europeu com os contribuintes de todos os estados membros a pagarem subsídios aos ganadeiros de touros de lide. São milhões todos os anos e sempre os mesmos a receber. Famílias inteiras de ganadeiros e toureiros recebem subsídios entre os quais se encontram os Telles, os Núncios, por exemplo, ganadeiros como os Palhas, Infante da Câmara, Murteira Grave, etc. Neste último caso - Murteira Grave - recebe como ganadeiro e também recebe como uma empresa denominada Grave Empresa Unipessoal, Lda. Estes dados, embora disponíveis em diversos websites governamentais, camarários e europeus são do total desconhecimento do comum dos mortais, ou da larga maioria. Sou anti-touradas. Abomino-as. Causa-me repúdio saber que em 2012 ainda habita neste planeta alguém capaz de aplaudir de pé o sofrimento de um animal. Mas isto que acabei de relatar não tem nada a ver com touradas. Isto é uma tourada. http://aeiou.expresso.pt/andam-a-brincar-as-touradas-com-o-nosso-dinheiro=f710326

27.1.12

Dois milhões e seiscentos mil para touradas


Açores 2004-2010: 2.600.000,00 € públicos gastos em subsídios para as Touradas!!!

8.000,00 € - Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda (Portaria n.º 416/2004 de 6/7)
8.000,00 € - Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda (Portaria n.º 428/2004 de 1/6)
13.250,00 € - Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda (Despacho n.º 399/2004 de 25/5)
2.000,00 € - Tertúlia Tauromáquica Terceirense (Despacho n.º 399/2004 de 25/5)
1.000,00 € - Mário Miguel Simão Fernandes Silva – Terceira (Despacho n.º 399/2004 de 25/5)
1.000,00 € - Tiago Sousa Pamplona Reis – Terceira (Despacho n.º 399/2004 de 25/5)
1.000,00 € - Jorge Humberto Ávila Silva – Terceira (Despacho n.º 399/2004 de 25/5)
66.000,00 € - Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda (Portaria n.º 634/2005 de 13/12)
923,78 € - Luísa de Fátima Dias Cota Rocha – Terceira (Despacho n.º 1212/2005 de 25/10)
1.500,00 € - Tiago Sousa Pamplona Reis – Terceira (Despacho n.º 1212/2005 de 25/10)
1.500,00 € - Tiago Sousa Pamplona Reis – Terceira (Despacho n.º 1212/2005 de 25/10)
250,00 € - Tertúlia Tauromáquica Terceirense (Município de Paia da Vitória em 2006)
1.250,00 € - Tourada Estudantes Sebastião Bendito (Município de Angra do Heroísmo em 2007)
1.000,00 € - Tertúlia Tauromáquica Terceirense (Município de Angra do Heroísmo em 2007)
25.000,00 € - Sanjoanionas 2007 (Listagem 1/2008 de 22/1)
8.740,00 € - Delegação dos Açores da Casa do Pessoal da RTP (Listagemº 1/2008 de 22/1)
109.448,00 € - Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda (Portaria n.º 491/2008 de 24/7)
45.000,00 € - Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda (Portaria n.º 225/2008, de 15/4)
12.500,00 € - Casa do Pessoal da RTP da Ilha Terceira (Portaria n.º 486/2008 de 24/7)
250,00 € - Tertúlia Tauromáquica Terceirense (Município de Paia da Vitória em 2008)
2.500,00 € - Tertúlia Tauromáquica Terceirense (Município de Angra do Heroísmo em 2008)
750,00 € - Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande (Município de Paia da Vitória em 2008)
1.000,00 € - Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande (Município de Paia da Vitória em 2008)
22.885,60 € - Sociedade Tauromáquica Progresso Terceirense - Cedência da Praça de Toiros Terceira em 2009
6.000,00 € - Grupo de Forcados Amadores Tertúlia Tauromáquica Terceirense - Sanjoaninas 2009 (Culturangra)
29.776,00 € - Aluguer de toiros de lide para a Feira de São João, Sanjoaninas 2009 (Culturangra)
60.000,00 € - Contratação do toureiro El Juli para as Sanjoaninas 2009 (Culturangra)
30.000,00 € - Contratação do cavaleiro tauromáquico Vítor Ribeiro, Sanjoaninas 2009 (Culturangra)
24.000,00 € - Contratação do cavaleiro tauromáquico Manuel Lupi para as Sanjoaninas 2009 (Culturangra)
25.000,00 € - Contratação do matador Pedrito de Portugal para as Sanjoaninas 2009 (Culturangra)
25.520,00 € - Contratação do cavaleiro tauromáquico Marcos Tenório Bastinhas para Sanjoaninas 2009 (Culturangra)
18.374,00 € - Oldemiro Mendes Toste - Aluguer de toiros de lide para Sanjoaninas 2009 (Culturangra)
19.484,00 € - António Manuel da Rocha Ferreira - Aluguer de toiros de lide para Sanjoaninas 2009 (Culturangra)
17.622,60 € - Transporte de 12 cavalos de lide, entre Lisboa e a ilha terceira, Sanjoaninas 2009 (Culturangra)
8.000,00 € - Tiago Sousa Pamplona Reis – contratação de toureiros 2009 (Culturangra)
1.452,55 € - Grupo de Forcados Amadores da TTT (Município de Angra do Heroísmo em 2009)
8.350,00 € - Tertúlia Tauromáquica Terceirense (Município de Angra do Heroísmo em 2009)
21.500,00€ - Sociedade Tauromáquica Progresso Terceirense, SA (Culturangra, EEM - Sanjoaninas 2010)
30.228,00 € - António Manuel Rocha Ferreira (11 novilhos para a Feira de São João 2010 – Culturangra)
25.000,00 € - Contratação do cavaleiro Rui Fernandes para Sanjoaninas 2010 (Culturangra)
40.000,00 € - Contratação do cavaleiro Luís Rouxinol para Sanjoaninas 2010 (Culturangra)
25.000,00 € - Contratação do cavaleiro Tiago Carreiras para Sanjoaninas 2010 (Culturangra)
25.000,00 € - Contratação do toureiro José António Ferrera San Marcos para as Sanjoaninas 2010 (Culturangra)
25.000,00 € - Contratação do toureiro Ruben Pinar Rubio para as Sanjoaninas 2010 (Culturangra)
57.500,00 € - Contratação do toureiro Miguel Angél Perera para as Sanjoaninas 2010 (Culturangra)
2.500,00 € - Grupo de Forcados Amadores da TTT (Município de Angra do Heroísmo em 2010)
7.700,00 € - Tertúlia Tauromáquica Terceirense (Município de Angra do Heroísmo em 2010)
1.745.394,30 € - Ganadaria Rego Botelho (Subsídios do IFAP)

3.3.11

150 mil euros pagos pela autarquia de Angra do Heroísmo para a feira taurina da Terceira


Feira Taurina da Terceira quer ser "Capital Atlântica da Tauromaquia"
A Feira Taurina de S. João, que decorre em Angra do Heroísmo, Açores, entre 22 e 26 de Junho, pretende afirmar-se como “Capital Atlântica da Tauromaquia”, assumiu Arlindo Teles, presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (TTT).
“Não queremos ser apenas uma das melhores feiras de Portugal, mas a melhor e, por isso, escolhemos uma feira marcadamente ecléctica e ambiciosa”, afirmou Arlindo Teles.
A feira, orçada em 360 mil euros, está inserida nas Festas Sanjoaninas de Angra do Heroísmo, contribuindo a autarquia, através de um protocolo assinado com a TTT, com 150 mil euros para a sua realização, sendo o restante orçamento suportado pela publicidade e venda de bilhetes.
Arlindo Teles salientou a necessidade de “dar um salto qualitativo” quanto aos animais a serem lidados no toureio a cavalo, que “terão de ter quatro anos”, o que obriga a organização “a recorrer a animais do exterior porque ainda não existem os suficientes nas ganadarias locais”.
http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/214107

23.1.11

ASSIM SE CONTINUA A AFASTAR TURISTAS DA TERCEIRA

http://azores.gov.pt/Portal/pt/novidades/Monumento+ao+Toiro+ser%C3%A1+excelente+cartaz+tur%C3%ADstico.htm?lang=pt&area=ct

Para além da propaganda anti-turística do monumento que mesmo para os leitores da União não é uma maisvalia para a Terceira e de outros disparates do Secretário Regional da Saúde ao falar em touros acorrentados mas livres, o dito cujo ignora a história da sua terra como se pode ver pelo texto abaixo de Álvaro Monjardino:

"Casa da Salga, propriedade da família Merens de Távora. Ainda lá está a casa, não de Brianda Pereira, mas aquela em que os castelhanos puseram a sua bandeira e donde foram desalojados pela contra-ofensiva portuguesa. Sabe-se hoje que a carga de gado que os empurrou para o mar e para a morte não foi de toiros bravos, mas sim de quatrocentas vacas, divididas em dois esquadrões, um vindo do lado de São Sebastião, outro do do Porto Judeu. "(http://acores.wikia.com/wiki/Batalha_da_Salga)

16.1.11

Crise na Tauromaquia nos Açores


A aparente vitalidade dos toiros à corda esconde uma atividade à beira do colapso.


As taxas e as licenças já custam mais do que o aluguer de touros para as touradas à corda.


O líder dos ganadeiros fala em "atividade asfixiada".


O Presidente da Associação de Ganadeiros, Duarte Pires, considerou ontem "insustentável" o custo de taxas e licenças obrigatórias para as touradas à corda, que já são superiores, em média, ao preço do aluguer dos toiros.Um estudo elaborado por Toste Pimpão detetou na época taurina de 2010 a realização de 257 touradas na ilha Terceira, que custaram às comissões de festas 334.100 euros. Só que desse total apenas 128.500 euros (38,50 por cento) foram parar às mãos dos ganadeiros. O grosso do bolo, 205.600 euros (61,50 por cento), "sumiu-se" para pagar taxas e licenças, incluindo o policiamento das touradas pela PSP.Em média, por cada tourada os ganadeiros receberam 500 euros, indo 800 euros para obrigações legais. Segundo Toste Pimpão, "este é o caminho mais curto para o fim da festa brava como a conhecemos na Terceira". O aficionado lembrou que são já várias as comissões de festas que desistiram de organizar touradas, sendo substituídas por juntas de freguesias, que também já desistiram. A questão financeira é cada vez mais crítica. "Em várias freguesias o peditório para os toiros já não dá para as taxas e as licenças", disse Pimpão ao DI.


Tanto Toste Pimpão como Duarte Pires coincidem em críticas ao que consideram ser "um absurdo" e que tem a ver com o custo do policiamento. Pires refere mesmo não compreender "como é que a segurança pública tem que ser paga aos polícias", contestando assim o pagamento por parte das comissões de festas de um serviço que, em seu entender, "deveria ser prestado sem pagamento".O líder dos ganadeiros convida as autoridades "a reverem o seu posicionamento" na questão das taxas, mas também no que diz respeito ao regulamento da organização de touradas à corda, alegando que "muita coisa está mal"."Neste momento, a festa brava tradicional da Terceira está a ser asfixiada e as autoridades não têm a noção da gravidade das medidas que vão tomando", disse Duarte Pires.


MAIS UMA...Já depois da realização do estudo de Toste Pimpão, as licenças de fogo subiram, por portaria nacional, de seis para 100 euros.


Fonte: Diário Insular, 12 de Janeiro de 2011


NOTA- Este texto prova o que vimos afirmando, são os dinheiros públicos que alimentam a indústria das touradas nos Açores.

8.12.10

Cecrca de 300 feridos em Touradas nos Açores, em 2010?



De acordo com informações colhidas junto dos do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada e do Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo, a situação foi a seguinte:
- O hospital de Angra não tem informação sobre o número de acidentados em touradas,
- O hospital de Ponta Delgada registou 7 episódios de vítimas acidentadas pelas touradas.
Embora não seja correcto fazer uma proporção directa entre o número de touradas, garraiadas e vacadas e o nº de acidentados, se o mesmo fosse feito chegar-se-ia à conclusão que em 2010 houve cerca de 300 feridos nas touradas realizadas nos Açores. A outra conclusão, e esta não há dúvidas, é a de que o tratamento dos feridos não é pago pelos promotores das touradas, mas por todos nós, através do Sistema Regional de Saúde.
Aqui vai um exemplo de 2009:
[23-07-09]
Dois feridos, um dos quais em estado grave, é o resultado de um acidente que ocorreu durante a tourada à corda, no Refugo, freguesia do Porto Judeu, concelho de Angra do Heroísmo.
Trata-se de um indivíduo do sexo masculino, de nacionalidade espanhola, que foi evacuado de helicóptero para o Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada (HDESPD), de acordo com o Comissário da PSP de Angra do Heroísmo, Pedro Almeida, em declarações ao nosso jornal.
Contactada pela União”, a administração do HDESPD, através do seu Gabinete de Comunicação, revela que, até à hora do nosso contacto, a vítima, internada no serviço de Medicina Intensiva, encontra-se em “estado estacionário”, sem adiantar pormenores clínicos.
Sobre as causas do acidente, segundo testemunhas oculares, o toiro terá saltado um muro com cerca de dois metros de altura, dentro do percurso da tourada à corda, onde estariam várias pessoas a assistir ao evento.
A tourada à corda realizou-se na passada segunda-feira, 21 de Julho, no âmbito das Festas de Santo António do Porto Judeu.

27.10.10

Governo Corta na Saúde e esbanja nas touradas


Governo dos Açores apoia Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda
O Governo dos Açores atribuiu à Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda um subsídio a fundo perdido, no valor de 49.000 euros, destinado a comparticipar actividades daquela associação.
Concedido por portaria do Secretário Regional da Agricultura e Florestas, hoje publicada em Jornal Oficial, este apoio destina-se a comparticipar "no projecto de assistência técnica, nas acções de divulgação, do melhoramento genético e na garantia da sanidade animal, promovendo a actividade e a sua especificidade agro-pecuária".
Noé Rodrigues justifica a concessão daquela comparticipação alegando que compete à Secretaria Regional da Agricultura e Florestas "apoiar a organização, a estruturação e o desenvolvimento das várias formas de associativismo agrícola para os fins e modalidades que sejam consideradas mais viáveis e proveitosas para a economia regional".
Por outro lado, invoca que a actividade daquela associação "reveste a maior importância" ao contribuir "para a promoção da modernização, da produtividade, da rentabilidade, da formação, da melhoria genética e qualitativa das ganadarias de toiros bravos".
O Secretário Regional refere ainda que associações como esta desenvolvem uma "prestação de serviço de natureza diversa, fortalecendo a assistência técnica relacionada com a sanidade animal, o bem-estar animal e o apoio às infra-estruturas específicas para o maneio destes animais".
GaCS/HO/FG
http://correionorte.com/sociedade/9533-governo-dos-acores-apoia-associacao-regional-de-criadores-de-toiros-da-tourada-a-corda/

18.10.10

Em tempo de crise um milhão de Euros para promover a Tauromaquia.


Dinheiros Públicos patrocinam Touradas!

Em tempo de crise um milhão de Euros para promover a Tauromaquia.

O MATP - Movimento Anti-Touradas de Portugal, denuncia agora e em tempo oportuno aquilo que sempre criticamos: O uso dos nossos impostos para patrocinar um espectáculo degradante em que o homem maltrata cruelmente os animais.

A comunicação social, vem denunciando ao longo das ultimas semanas o dinheiro mal gasto por diversos organismos públicos, sem no entanto referir que só no ano de 2009 pelo menos cerca de 1.000 000 (um milhão) de Euros foram gastos, dos cofres do érario publico, em espectáculos tauromáquicos, por meio de contratos de ajuste directo.

Num Portugal em que a crise está para ficar, onde há fome e o desemprego aumenta diáriamente, continuam alguns a gastar dinheiros públicos sem quaisquer escrúpulos, para o gáudio de um público sedento de ver sangue, tortura e morte de animais.

A Câmara Municipal de Elvas gastou mais de 75.000 Euros, dos quais 65.600 Euros para a aquisição de uma Praça de Touros desmontável para Vila Fernando, também o Município de Portel gastou 74.600 Euros para a compra de uma Praça de Touros amovível, no Alandroal o município gastou 40.000 Euros no aluguer de touros e contratação de Cavaleiros tauromáquicos, dos 92.000 Euros gastos na Azambuja mais de 76.000 foram gastos na aquisição de bilhetes para duas corridas de touros.

Mas os piores exemplos são os de Angra do Heroísmo, que através da Culturangra EEM gastou mais de 275.000 Euros em touradas, a maioria deste dinheiro nas Sanjoaninas de 2009 e da Câmara Municipal de Santarém que só na aquisição de bilhetes para oferta para Touradas e Espectáculos Tauromáquicos dispendeu 168,000 Euros!

Estas ou outras autarquias também gastaram milhares de euros em cada um dos seguintes casos: Na aquisição de ar condicionado para um núcleo tauromáquico, na compra de livros de toureiros, em contratação de touradas, nos cartazes para anunciar as corridas de touros.

A lista poderia continuar num sem fim de casos de outros eventos que directa ou indirectamente serviram para promover o maltrato animal.

É caso para dizer Basta! Não chega que a maioria da população portuguesa condene as touradas? Até mesmo aqueles que são indiferentes não o podem ser quando um País em crise tem indivíduos que fazem mau uso do dinheiro que lhes é atribuido pelo Estado e todos somos penalizados.

Não queremos que o nosso dinheiro seja manchado de sangue inocente. Assim, vem o MATP - Movimento Anti-Touradas de Portugal, solicitar ao Governo que seja posto um fim a este tipo de situações, solicitando a imediata revisão do Código dos Contratos Públicos (CCP) por forma a impedir a subvenção da Tauromaquia, seja por ajuste direto, como nos casos referidos acima, ou por concurso público.

Porto, 17 de Outubro de 2010
MATP – Movimento Anti- Touradas de Portugal

MATP - Movimento Anti-Touradas de Portugal: Dinheiros Públicos patrocinam Touradas!

13.10.10

Mais dinheiros públicos para monumento


Comissão procura apoios

Monumento ao touro
revestido em bronze

O Monumento ao Touro da rotunda da Carreirinha, em Angra do Heroísmo, poderá ser revestido em bronze para que possa resistir melhor às condições climatéricas.
O presidente da Comissão do Monumento ao Touro de Angra do Heroísmo, João Paes, disse ontem ao DI que essa possibilidade não foi contemplada no orçamento inicial da obra, por isso a sua concretização vai depender dos apoios que forem conseguidos para esse efeito.
"Vamos ver se é possível colocar em cima do revestimento inicialmente que está previsto uma camada de bronze para que o monumento fique ainda mais bonito, mas isso vai depender dos apoios que possam surgir para esse efeito", afirmou.
Por outro lado, João Paes referiu que o mau tempo verificado nos últimos dias tem atrasado os trabalhos de instalação da escultura da autoria do artista plástico terceirense Renato Costa e Silva.
Devido a esse contratempo a inauguração do monumento, que estava prevista para a altura do nono Congresso Mundial de Criadores de Toiros de Lide, que vai decorrer na Terceira de 20 a 24 de Outubro, foi adiada.
João Paes adiantou que, "se não houver mais nenhum imprevisto, a inauguração do monumento deverá realizar-se no próximo mês de novembro".
Orçada em 150 mil euros, a construção do monumento ao touro foi financiada pelo Governo Regional, ficando a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo responsável pela sua manutenção.


Diário Insular, 12 de Outubro 2010

28.9.10

Monumento ao Touro ou à Tortura?


O monumento ao toiro de Angra do Heroísmo será inaugurado em outubro durante o Congresso Mundial dos Ganadeiros.

Os trabalhos para a instalação das fundações do monumento já estão a ser realizados na rotunda da Carreirinha (junto à Praça de Touros da Ilha Terceira).
O presidente de comissão do monumento ao toiro de Angra do Heroísmo, João Paes, disse ontem ao DI que os trabalhos para a instalação da obra da autoria do escultor terceirense Renato Costa e Silva deverão decorrer nas próximas semanas.
Depois de concluída a fase das fundações em cimento, será instalada a estrutura metálica que irá suportar três toiros com cerca de seis metros.
A estrutura dos toiros levou 10 meses a ser concretizada tendo sido utilizados diversos materiais, entre os quais aço e rede.
Após serem fixadas, na estrutura de ferro, as armações que correspondem à representação do corpo dos toiros serão revestidas com argamassa que irá ter na sua composição cinza vulcânica.
A representação dos três toiros irá ocupar uma área de quase metade dos 18 metros de diâmetro da rotunda da Carreirinha.
Orçado em 150 mil euros o projeto foi financiado pelo Governo Regional.
No entanto, João Paes assegura que esse orçamento não foi ultrapassado durante a execução do projeto, nos últimos dois anos, porque houve diversas entidades que colaboram para a sua concretização.
"Para se poder fazer as fundações e colocar a instalação elétrica foi preciso mudar a localização de algumas infraestruturas como as telecomunicações que neste caso representou um encargo de cerca de 25 mil euros que foi suportado pela Portugal Telecom".
Monumento da cidade
Após a inauguração do monumento prevista para 20 de outubro, no âmbito do Congresso Mundial de Ganadeiros, o mesmo será doado à cidade.
Sendo assim, a responsabilidade pela sua manutenção será da responsabilidade da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
"Esperamos que o monumento que vai ser inaugurado seja um elemento importante na rota do toiro, que será importante para o desenvolvimento do turismo na Terceira", adianta João Paes

Fonte D.I

14.7.10

A FRAUDE DO APOIO AO TURISMO ATRAVÉS DAS TOURADAS



Os apoios ao turismo da Secretaria Regional de Economia no primeiro semestre de 2010 (Correio dos Açores, 10 julho) incluem 3.500€ de apoio às touradas:

4ª tourada à corda - Casa do pessoal da RTP: 3.500 €