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24.6.16
As Sanjoaninas e a tortura animal
As Sanjoaninas e a tortura animal
Como é do conhecimento público e como tem sido hábito pelas sanjoaninas, Angra do Heroísmo transforma-se na capital da tortura de bovinos e da deseducação de jovens e crianças. Tal só é possível com o apoio por parte da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, nos últimos cinco anos, de um milhão e trezentos mil euros e este ano de cem mil euros.
Se formos investigar os programas das festas ao longo dos tempos facilmente se concluirá que a “nobreza” angrense sempre associou umas festas com uma forte componente recreativa ao mais arcaico e vil ato de torturar e matar animais para divertimento de seres que se dizem humanos.
Não vamos ser exaustivos e comentar ano a ano os diversos programas apresentados pelas diversas comissões organizadoras das sanjoaninas para não massacrar os corações dos seres humanos mais sensíveis. Neste texto, limitar-nos-emos a dar a conhecer alguns aspetos menos conhecidos que não abonam a favor do bom nome dos angrenses, pois nem todos têm culpa de na sua terra viverem pessoas sem escrúpulos e sanguinárias.
Entre 1812 e 1814, o inglês Briant Barret visitou as sete ilhas dos Açores do grupo central e oriental, tendo assistido na ilha Terceira às festas do Espírito Santo e às festas em honra de São João.
Num manuscrito ainda inédito, existente na Biblioteca Pública de Ponta Delgada, Barret relata as barbaridades que observou numa tourada onde, para além dos touros, eram vítimas de maus tratos outros animais, como gatos, coelhos e pombos.
Em 1839, segundo o jornal “O Angrense”, no último dia dos festejos, houve uma simulação de uma caçada, sendo as vítimas coelhos e pombas e algozes quem matou não por necessidade de alimento mas por puro sadismo. Para os leitores ficarem com uma ideia do divertimento abaixo transcrevemos o relato do que ocorreu:
“Depois de sair a Dança, quando todos os espetadores estavam mutuamente aplaudindo o espetáculo, e não esperavam senão pela cavalhada, um novo entretenimento inesperado deu entrada na Praça, que obteve muita aceitação. Alguns mascaras era trajes de caçadores, trazendo uma matilha de cães, e a tiracolo os seus furões, fizeram introduzir na Praça uma coluna artificial, coberta de arbustos e fetos, dentro da qual estava invisível um indivíduo, que lançando amiudadamente pombas e coelhos, dava aos caçadores aquele prazer que sentem em empregar um tiro. O latido dos cães que corriam atrás dos coelhos, a sagacidade do furão que desalojava, e trazia os que se escondiam nas covas do monte; a bulha, os gestos, e vozearias dos caçadores, dava perfeitamente uma ideia do que é uma caçada, e satisfez por extremo aos que nunca tinham visto aquele divertimento”.
Num texto publicado em 1925, Gervásio Lima descreveu como eram as festas de São João na Ilha Terceira. Através da sua leitura ficámos a saber que houve grandes alterações, uma das quais foi o facto dos responsáveis pelas mesmas terem sobrevalorizado a componente profana e mandado às urtigas a religiosa. Na componente profana, com a bênção da igreja que se agarra a tudo para não perder seguidores, nunca faltaram as touradas, primeiro com touros em pontas “até que um decreto ordenou que se serrassem as pontas, pelas muitas mortes que causavam…”
Sobre o assunto, escreveu Gervásio Lima: “os jogos de luta e destreza, as justas e torneios, que terminavam sempre por corridas de toiros, em pontas, nos primeiros anos, em que chegaram a matar segundo o uso de Espanha e, talvez, por influência da dominação filipina que na alvorada do século XVII exerceu predomínio nos costumes terceirenses”.
Nem no ano em que Portugal saiu de uma ditadura que, para além de torturar e matar os seus cidadãos que pensavam de modo diferente ou os que, sendo da mesma laia, caiam em desgraça, sempre acarinhou a tortura animal, as festas de São João de Angra do Heroísmo deixaram de torturar touros e cavalos.
Em 1974, para além de uma tourada à corda e de uma espera de gado, realizaram-se três touradas de praça. A primeira tourada de praça mereceu um texto publicado no Diário Insular assinado por Bruges da Cruz que demonstra a sua falta de humanidade já que nem uma palavra escreveu sobre a tortura animal, sendo a única preocupação com a mansidão dos touros. Segundo ele “na verdade, com touros tão mansos não se pode tourear” .
Não podia terminar este texto sem dedicar uma frase ao senhor Bruges da Cruz e a todos os promotores e frequentadores de touradas: “com gente tão reles, sádica e retrógrada o mundo não pode evoluir”.
20 de junho de 2016
Mariano Soares
17.6.16
Mentiras
As touradas nas sanjoaninas: uma mentira repetida não pode ser transformada em verdade
No passado dia 12 de junho, a revista de péssima qualidade “Açores”, que se publica aos domingos com o jornal “Açoriano Oriental”, brindou os seus cada vez menos leitores com um suplemento sobre as sanjoaninas.
Como não podia deixar de ser, os amantes da tortura de bovinos voltaram a ter um espaço dedicado a divulgar a barbaridade das touradas, tendo aproveitado o mesmo para demonstrar a sua falta de humanidade e de cultura.
Não conhecendo ou deturpando a história da sua terra, num texto publicado o presidente de uma agremiação que promove a desumana “Festa Brava” veio a público dizer que as touradas são quase tão antigas como as festas de São João, o que é um perfeito disparate, e que “houve um tempo em que as próprias sanjoaninas eram as corridas de touros”, o que é outro disparate já que, ao longo dos tempos, sempre houve outras atividades, infelizmente por vezes também associadas a maus tratos a alguns animais,
Para os leitores poderem conhecer, sem distorções, um pouco das tradições das festas de São João, na ilha Terceira, aconselhamos a leitura do texto “As festas de São João” da autoria do historiador Frederico Lopes (João Ilhéu) que se encontra no livro “Notas Etnográficas”, publicado pelo Instituto Histórico da Ilha Terceira.
Outra falsidade repetida é a de que há muitas pessoas a visitar a Terceira por causa das touradas. A verdade é que já este ano o número de turistas a visitar a ilha cresceu, durante o período em que não torturam animais.
Todos os anos (e este não foi exceção) repete-se o argumento da ida à Terceira de muitos turistas para verem as touradas da Feira de São João. A verdade é que bastava comparar o número total de visitantes e o número dos que vão às touradas de praça para facilmente se chegar à conclusão de que o primeiro é esmagadoramente maior e que aos “espetáculos de tortura” vão os do costume repetidamente e outros cidadãos que se dizem humanos, mas que não respeitam os outros seres vivos que devem viver e morrer com dignidade.
A ilha Terceira vale pelas suas belezas naturais, pelo saber receber das duas gentes, pelo património arquitetónico de Angra e as sanjoaninas seriam melhores e atrairiam muito mais pessoas, se não estivessem associadas a práticas arcaicas e sangrentas como são as touradas.
17 de junho de 2016
José Brazil
31.1.16
Assine e divulgue
À Câmara Municipal de Angra do Heroísmo
Acabar com o financiamento público das touradas em Angra do Heroísmo (Açores)
MCATA Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores Portugal
É de conhecimento público o valor exorbitante de verbas públicas gasto com a realização da feira taurina que integra o programa anual de festas concelhias de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira (Açores).
Pesquisas recentes apontam que foram gastos um milhão e trezentos mil euros de dinheiros públicos só nos últimos cinco anos, e vão ser gastos mais cem mil euros no presente ano.
Enquanto em plena crise continuamos a assistir à retirada de direitos e à pressão para mais cortes sociais, a indústria tauromáquica, uma indústria anacrónica baseada na tortura e no sofrimento animal, continua a ser privilegiada na atribuição dos nossos impostos, em detrimento da educação e da solidariedade social e ao contrário de outras iniciativas culturais que sobrevivem com migalhas e muito esforço voluntário.
Profundamente chocados com esta realidade, apelamos veementemente à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo que termine com o financiamento destas práticas que não acrescentam nada de positivo à ilha e envergonham cada vez mais a humanidade.
Assine aqui: https://www.change.org/p/c%C3%A2mara-municipal-de-angra-do-hero%C3%ADsmo-acabar-com-o-financiamento-p%C3%BAblico-das-touradas-em-angra-do-hero%C3%ADsmo-a%C3%A7ores
19.7.12
A deseducação e a ilegalidade nas Sanjoaninas
Exmo. Sr. Diretor Regional da
Cultura,
Atendendo às
numerosas informações existentes de que crianças de menos de 6 anos assistem
frequentemente a espectáculos tauromáquicos na Praça de Touros da Ilha Terceira.
Atendendo a que
no âmbito das recentes festas Sanjoaninas de 2012, realizadas em Angra do
Heroísmo, foram publicadas numerosas imagens (ver anexo) onde é notória a presença
de crianças menores de 6 anos nas três corridas de touros realizadas nos dias 24,
25 e 26 de Junho na Praça de Touros da Ilha Terceira.
Atendendo a que
também no âmbito das referidas festas Sanjoaninas de 2012 foi realizada no dia
27 de Junho uma “bezerrada” anunciada como “Espectáculo para crianças e idosos”
na mesma Praça de Touros da Ilha Terceira, onde foi evidente a presença de
crianças menores de 6 anos (ver anexo), sendo ainda este espectáculo de características
semelhantes àquelas de qualquer espectáculo tauromáquico habitual, com animais
a serem sujeitos a práticas violentas e derramamento de sangue.
Atendendo a que
dessa mesma “bezerrada” do dia 27 de Junho existem imagens de crianças a participar activamente no
espectáculo, aparentemente na qualidade de “toureiros” amadores ou
profissionais, e em contacto directo com os touros.
Considerando que
a idade mínima para assistir aos espectáculos tauromáquicos é de 6 anos nos
termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do DL n.º 386/82, de 21 de Setembro,
na alteração que
lhe foi conferida pelo DL n.º 116/83, de 24 Fevereiro. E sendo que nos termos
da alínea a) do artigo 3.º do mesmo diploma, os menores de 3 anos não podem assistir
a quaisquer divertimentos ou espectáculos públicos.
Considerando que
a violação de tal norma é punível como contra-ordenação nos termos do artigo 27.º
(sendo a responsabilidade imputada ao promotor do espectáculo), com coima de € 50,00 a € 125,00 por cada menor,
sendo que no caso de reincidências os valores são elevados ao dobro, e 2.ª e
ulteriores reincidências ao triplo (cfr artigo 29.º).
Considerando a
deliberação da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco,
adoptada na sua reunião de 14 de Julho de 2009, em relação ao n.º 3 do artigo
139.º da Lei n.º
35/2004, de 29 de Julho, sobre actividades permitidas ou proibidas, deliberação
que considera que os animais utilizáveis em espectáculos tauromáquicos, independentemente
do seu peso, apresentam características de ferocidade/agressividade,
inerentes à natureza do
espectáculo, que podem colocar em perigo crianças ou jovens.
Solicitamos que
V. Exa. e a sua Direcção Regional tomem as devidas medidas para apurar as
responsabilidades de todos os factos relatados, punir os culpados e impedir que
a legalidade volte a ser posta em causa no futuro.
Agradeceremos
igualmente comunicação sobre os passos dados por V. Exa. neste sentido.
Atentamente,
Movimento Cívico
Abolicionista da Tauromaquia nos Açores
Ver fotografias aqui:
22.6.12
Não ao esbajamento do nosso dinheiro em tortura de animais
Touradas nas Sanjoaninas - 290 mil euros para esbanjar e deseducar
Nos próximos dias realiza-se uma Feira Taurina, integrada nas Sanjoaninas, a qual vai custar ao orçamento da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo a quantia de duzentos e noventa mil euros.
Para além de ser uma afronta a toda a população dos Açores que neste momento passa por dificuldades, por estar desempregada, por ter visto dos seus salários reduzidos, por lhe terem cortado o subsídio de Natal e o 13º mês ou por receber reformas de miséria, na referida feira estão previstos um espetáculo para crianças e idosos e uma espera infantil de gado.
Como é sabido, por várias vezes nem as leis vigentes têm sido respeitadas nem os prevaricadores têm sido punidos, como são exemplo, ao longo dos tempos, a realização de uma tourada de morte, a realização da sorte de varas a seguir ao último Fórum Taurino ou a realização de uma tourada em dia de luto nacional.
No caso destas atividades para crianças, vimos recordar aos promotores e chamar a atenção para as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens para o facto dos espetáculos tauromáquicos estarem legalmente proibidos para menores de seis anos (alínea b do n.º 1 do artigo 4.º do DL n.º 386/82, de 21 de Setembro, alterado pelo DL n.º 116/83, de 24 Fevereiro).
Resta-nos alertar a população dos Açores para o esbanjamento de dinheiros públicos que poderiam ser melhor utilizados em benefício de todos, em vez de serem usados para benefício de uns poucos, que se divertem com o sofrimento de animais.
De igual modo alertamos para o facto de que com o incutir nas crianças e jovens a aceitação de maus tratos aos animais está-se a fomentar a tolerância à violência gratuita não só para com os animais, mas também entre os humanos.
Açores, 21 de junho de 2012
23.11.10
Crise? Feira Taurina das Sanjoaninas custou 381 mil euros

Em 2010, a tortura de touros custou 381 mil euros. Para o ano, será mais dificil sabermos porque a Feira Taurina ficará a cargo da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
É por demais conhecido que aquela instituição não tem meios próprios para promover um evento com aqueles custos. Assim sendo vamos continuar a ver dinheiros públicos desviados para o "lazer" e a "tortura".
A crise será só para alguns. Até quando?
6.7.10
25.6.10
Tourada Ilegal na Terceira

No passado domingo, dia 20 de junho, foi realizada na Praça de touros da ilha Terceira uma corrida ilegal.
Na sexta-feira anterior foi decretado luto nacional de dois dias, devido à morte do escritor José Saramago, para os dias 19 e 20 de junho. Ora, segundo o recentemente aprovado Decreto Legislativo Regional n.º 11/2010/A (Regulamento Geral dos Espectáculos Tauromáquicos de Natureza Artística da Região Autónoma dos Açores), durante períodos de luto nacional não podem ser realizados espectáculos tauromáquicos, tal como pode ler-se no Artigo 12:
Artigo 12.º - Proibição e cancelamento do licenciamento.
1 — Não podem ser realizados espectáculos tauromáquicos:
a) Na data de realização de actos eleitorais ou referendos de qualquer natureza;
b) Quando tenha sido decretado luto nacional ou regional.
Assim, esta corrida, realizada dentro das festas Sanjoaninas, devia ter sido cancelada, sendo a sua realização claramente ilegal.
De quem não tem respeito pelos animais, dificilmente se pode esperar grande respeito pelas pessoas. Agora demonstra-se também que a indústria tauromáquica tem pouco respeito pela lei.
Mas também tem pouco respeito pelas crianças. Pouco respeito quando, no passado dia 22, se realizou uma “Tourada de praça para crianças e idosos”. Pouco respeito quando o acesso às touradas de praça para os menores de dez anos não só é permitida, mas ainda é gratuita. Pouco respeito quando, no mesmo domingo dia 20, se realizou também uma “Tourada à corda para crianças”.
E ainda pouco respeito pelas tradições e pelas graves dificuldades económicas pelas quais atravessa o país. No último ano têm-se realizado diversas touradas à corda em São Miguel, ilha onde curiosamente nunca houve essa tradição. E isto graças à extrema generosidade de governantes regionais e autárquicos. Lembre-se que uma tourada à corda, na ilha Terceira, custa entre 750 e 3.500 € (mais licenças), ao qual, neste caso, é preciso somar ainda o preço do transporte do gado até São Miguel. Mas, se calhar por um excesso de modéstia, ou se calhar por outros motivos, esta grande generosidade dos governantes com os dinheiros públicos apareceu sempre disfarçada por trás de diversas entidades organizadoras: associações agrícolas, associações de estudantes, comissões de festas, juntas de freguesia… entidades todas elas aparentemente com dinheiro a mais para organizar este tipo de custosos eventos.
É mesmo assim! A actual indústria tauromáquica não respeita os animais. Não respeita as tradições. Não respeita os dinheiros públicos. Não respeita as leis. Não respeita às crianças. E agora nem sequer respeita os mortos. Como é possível que uma vergonha como esta continue a acontecer no século XXI?
Fonte: Blogue de "Os Verdes Açores"
28.5.10
Não permitamos que dinheiros da EU sejam usados para pagar a feira taurina das Sanjoaninas de 2010
Envie mails de proteste, com o texto abaixo ou outro que achar mais adequado para o seguinte endereço:
dacian.ciolos@ec.europa.eu
com conhecimento a:
roger.waite@ec.europa.eu, angra@cm-ah.pt, presidencia@azores.gov.pt
e cópia para:
acoresmelhores@gmail.com
Exmo Senhor
Comissário da Agricultura e Desenvolvimento Rural
(c/c ao Presidente do Governo Regional dos Açores e à Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heróismo)
Como é do conhecimento público, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (ou a empresa Municipal Culturangra) possui uma dívida que ascende a mais de 1,5 milhões de euros, a maior parte desta quantia destinada ao pagamento das touradas de praça que se têm realizado nos últimos anos aquando das Sanjoaninas.
Recentemente a comunicação social dos Açores informou que a próxima feira taurina, a ocorrer em Junho, irá custar cerca de 380 mil euros, sendo os prejuízos, com a mesma, avaliados em cerca 149 mil euros.
Através de notícia do Diário Insular, do passado dia 20 de Maio, foi divulgada a intenção da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo de recorrer a fundos europeus para suportar os prejuízos.
Vimos, junto de V. Exª denunciar esta situação e solicitar a intervenção de V. Exª. No sentido de impedir que as touradas inseridas na referida feira taurina ou outras sejam financiadas com fundos europeus, nomeadamente do programa LIDER, em nome de um pretenso desenvolvimento rural.
Com os melhores cumprimentos
(Nome)
(Localidade para os residentes em Portugal ou País)
dacian.ciolos@ec.europa.eu
com conhecimento a:
roger.waite@ec.europa.eu, angra@cm-ah.pt, presidencia@azores.gov.pt
e cópia para:
acoresmelhores@gmail.com
Exmo Senhor
Comissário da Agricultura e Desenvolvimento Rural
(c/c ao Presidente do Governo Regional dos Açores e à Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heróismo)
Como é do conhecimento público, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (ou a empresa Municipal Culturangra) possui uma dívida que ascende a mais de 1,5 milhões de euros, a maior parte desta quantia destinada ao pagamento das touradas de praça que se têm realizado nos últimos anos aquando das Sanjoaninas.
Recentemente a comunicação social dos Açores informou que a próxima feira taurina, a ocorrer em Junho, irá custar cerca de 380 mil euros, sendo os prejuízos, com a mesma, avaliados em cerca 149 mil euros.
Através de notícia do Diário Insular, do passado dia 20 de Maio, foi divulgada a intenção da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo de recorrer a fundos europeus para suportar os prejuízos.
Vimos, junto de V. Exª denunciar esta situação e solicitar a intervenção de V. Exª. No sentido de impedir que as touradas inseridas na referida feira taurina ou outras sejam financiadas com fundos europeus, nomeadamente do programa LIDER, em nome de um pretenso desenvolvimento rural.
Com os melhores cumprimentos
(Nome)
(Localidade para os residentes em Portugal ou País)
22.5.10
VAMOS PERMITIR QUE FUNDOS DA EU PARA PAGAR VIOLÊNCIA E TORTURA?
Dinheiro europeu pode pagar feira taurina
Está em curso uma tentativa para financiar a feira taurina das Sanjoaninas 2010 com fundos da União Europeia.
A autarquia angrense e a empresa municipal Culturangra estão a desenvolver esforços no sentido de enquadrar as touradas no apoio europeu ao desenvolvimento rural.
O programa-alvo é o Lider Mais, gerido pera GRATER, uma associação de desenvolvimento que abrange as ilhas Terceira e Graciosa e de cujos corpos sociais faz parte a própria Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
A tentativa em curso foi confirmada ao DI por fontes autorizadas da Câmara de Angra, da Culturangra e a própria GRATER.
Segundo DI apurou, o principal problema é de ordem normativa, uma vez que os corpos técnicos que estão a estudar o dossiê sentem muitas dificuldades para enquadrar a feira taurina no desenvolvimento rural.
O facto de a candidatura ainda não ter avançado tem, sobretudo, a ver com receios de um chumbo técnico e eventual fricção dentro dos órgãos diretivos da própria GRATER, onde o financiamento de toiros com dinheiro da Europa não tem apoio unânime.
PRECEDENTE
Segundo fontes da GRATER, um segundo problema, que inclusive pode transformar-se num grande problema, tem a ver com o precedente.
Caso a feira taurina das Sanjoaninas 2010 seja apoiada com fundos do Lider Mais, há quem na GRATER tenha por certo que se seguirão candidaturas de outras feiras taurinas nas ilhas Terceira e Graciosa e de perto de 250 touradas à corda que se realizam anualmente na ilha Terceira.
Uma quantidade tão elevada de candidaturas seria difícil de financiar através das verbas europeias ao dispor da GRATER, comprometendo outros programas que não oferecem dúvidas sobre o seu enquadramento.
A feira taurina das Sanjoaninas 2010 está orçada em perto de 400 mil euros, prevendo-se que acabe por ser um dos principais buracos financeiros da festa, como tem sido em festas anteriores.
Fonte: Diário Insular
29.4.10
Previsto um prejuízo de 149 mil euros na tortura de touros nas Sanjoaninas
Touros e música no topo da despesa
Escrutinadas por áreas temáticas, as maiores despesas do orçamento das Sanjoaninas 2010 vão para a Feira de São João, com 381 mil euros, representando 32 por cento da despesa total.
Uma vez que o orçamento para a tauromaquia aponta para 232 mil euros de receitas, esta é o sector onde se regista o maior prejuízo, na ordem dos 149 mil euros.
Logo a seguir, os espectáculos, com 365 mil euros de despesa – ou seja 30 por cento da despesa do orçamento – terão uma receita de 258 mil euros, ou seja, um saldo negativo de 107 mil euros.
Outra das áreas que mais dinheiro consome às festas é o dos cortejos e das decorações com 208 mil euros de gasto (17 por cento dos gastos do orçamento) e uma receita de 2 mil euros.
Analisando os valores noutra perspectiva, a gastronomia é a área que mais valias financeiras trará às festas (receita estimada de 91 mil euros para uma despesa de 32 mil euros).
O pagamento de cachets, conforma refere a nota publicitária, é o que consome a maior fatia (64 por cento) das despesas, seguindo-se os transportes aéreos (10 por cento) e os trabalhos especializados (7 por cento).
Fonte: Humberta Augusto,http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=19799
Escrutinadas por áreas temáticas, as maiores despesas do orçamento das Sanjoaninas 2010 vão para a Feira de São João, com 381 mil euros, representando 32 por cento da despesa total.
Uma vez que o orçamento para a tauromaquia aponta para 232 mil euros de receitas, esta é o sector onde se regista o maior prejuízo, na ordem dos 149 mil euros.
Logo a seguir, os espectáculos, com 365 mil euros de despesa – ou seja 30 por cento da despesa do orçamento – terão uma receita de 258 mil euros, ou seja, um saldo negativo de 107 mil euros.
Outra das áreas que mais dinheiro consome às festas é o dos cortejos e das decorações com 208 mil euros de gasto (17 por cento dos gastos do orçamento) e uma receita de 2 mil euros.
Analisando os valores noutra perspectiva, a gastronomia é a área que mais valias financeiras trará às festas (receita estimada de 91 mil euros para uma despesa de 32 mil euros).
O pagamento de cachets, conforma refere a nota publicitária, é o que consome a maior fatia (64 por cento) das despesas, seguindo-se os transportes aéreos (10 por cento) e os trabalhos especializados (7 por cento).
Fonte: Humberta Augusto,http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=19799
6.4.10
Sabias que parte dos teus impostos é usada para torturar Animais?

Aqui vai um extracto do Jornal Diário Insular de 3 de Abril de 2010 que menciona alguns dos valores relativos ao ano de 2009
“A contratação do toureiro El Juli para a Feira de São João, inserida nas Sanjoaninas 2009, custou 60 mil euros, pagos à empresa “Explotaciones Ganaderas Feligres SL”.
No total, a Feira de São João implicou gastos que se aproximam dos 260 mil euros, conforme revela a publicação dos contratos celebrados pela empresa municipal CulturAngra com várias entidades, publicados base de contratos públicos on-line (http://www.base.gov.pt) ou então no site “http://transparencia-pt.org”.
Os valores constantes nestes sites não correspondem à globalidade do orçamento das Sanjoaninas mas sim aos contratos que legalmente, devido ao seu valor, têm de ser publicados.
Deste modo, a contratação do cavaleiro Vítor Ribeiro custou 30 mil euros e a de Marcos Tenório Bastinhas 25 520 mil euros.
Trazer à Praça de Toiros da Ilha Terceira o matador Pedrito de Portugal custou 25 mil euros. O cavaleiro Manuel Lupi foi contratado por 24 mil euros.
Já o cavaleiro terceirense Tiago Pamplona foi contratado por oito mil euros, o cachet mais baixo.
O aluguer de toiros de lide, objeto de três contratos, totaliza mais de 67 mil euros, sendo o mais avultado o celebrado com Maria Baldaya Câmara Rego Botelho Mendonça Cunha, no valor de 29 776 mil euros.
Os restantes contratos foram assinados com Oldemiro Mendes Toste (18 374 mil euros) e com António Manuel da Rocha Ferreira (19 484 mil euros).
O transporte de 12 cavalos de lide de Lisboa para a Terceira pela “Transinsular” significou o gasto de 17 622, 60 mil.”
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