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4.8.16

Canil de Ponta Delgada já abateu 600 animais sem potencial de adoção este ano




O veterinário municipal de Ponta Delgada, nos Açores, disse hoje que entre janeiro e julho deste ano foram abatidos 601 animais sem potencial de adoção no canil concelho

"Muitos deles são animais que não são saudáveis, são animais com patologias que já foram diagnosticados por clínicas veterinárias, que são agressivos e que os donos despejam-nos no canil. São animais que não têm potencial nenhum de adoção e o que é que lhes acontece? Obviamente que são abatidos”, afirmou Vergílio Oliveira.

O veterinário municipal de Ponta Delgada salientou que, apesar do número de abates registados no canil municipal de Ponta Delgada, que acolhe animais ainda dos concelhos da Povoação, Nordeste e Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, os dados revelam uma melhoria quando comparados com 2015.

Segundo o responsável, entre janeiro e julho de 2016, “entre entregas e abandonos, entraram menos 100 animais e foram abatidos menos 200” do que no mesmo período do ano passado.

Vergílio Oliveira adiantou que este ano, em igual período, foram doados 423 animais, mais 227 do que no ano passado.

“Os números estão este ano ligeiramente melhores do que os do ano passado”, referiu.

A Câmara de Ponta Delgada quer transformar o canil municipal num canil de “abate zero” já em 2017, mas para tal Vergílio Oliveira alerta para a necessidade de haver uma maior responsabilização de quem maltrata ou abandona animais.

“É preciso responsabilizar os que abandonam e que entregam os animais nos canis, porque muitos dos autos de notícia são levantados e as coimas prescrevem. Ou seja, levantam-se muitos autos de notícia e depois as coimas não são aplicadas”, afirmou.

As declarações do veterinário municipal surgem na sequência de a Câmara Municipal de Ponta Delgada ter sido alvo, nos últimos dias, de críticas nas redes sociais por parte de cidadãos e associações de defesa dos animais, alegadamente por cometer “autênticas chacinas”.

A autarquia, em comunicado, nega as acusações e promete “agir judicialmente” contra “todas as pessoas individuais e/ou coletivas” que apelidaram de “assassinos” os responsáveis pelo canil municipal e que difamaram “o bom nome da autarquia”.

Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticia/canil-de-ponta-delgada-ja-abateu-600-animais-sem-potencial-de-adocao-este-ano

1.9.15

Massacre no Canil de Ponta Delgada


805 cães abatidos no Canil Municipal de Ponta Delgada desde janeiro1 SETEMBRO, 2015

Foram abatidos só este ano 805 cães no Canil Municipal de Ponta Delgada. Até julho de 2015 foram retirados da rua 515 animais, 666 foram entregues ao canil e 296 foram adotados. Face a estes números, foram abatidos mais de 800 cães.

Estes são dados avançados, à Atlântida, pelo médico veterinário do Canil Municipal, Virgílio Oliveira, que salienta que “se assiste sempre nos meses de junho, julho e agosto a um aumento do número de animais entregues no canil. Em termos de abandonos nas vias públicas, os números têm diminuído muito nos últimos anos. No entanto, o que verificamos é que aumentam as entregas voluntárias no canil, facto que não nos agrada, mas, todos anos, assiste-se a isso”.

O responsável sublinha que se registou ainda uma agravante este ano que passa pela ausência de coelhos e da caça, levando a que os caçadores entregassem muitos cães de caça no canil. Daí o aumento de entregas e, por consequência, o número de abates, na medida em que, segundo o veterinário, são animais que muito dificilmente são adotados.

Por outro lado, para Virgílio Oliveira, o que leva as pessoas a abandonarem os animais é a sua comodidade. Em entrevista à Atlântida, o médico explica que “tendencialmente as pessoas adquirem ou vão à procura de um animal jovem, de um cachorrinho. E depois o que é que acontece? Esse animal vai crescendo e quando cresce obviamente que exige aos seus detentores outra atenção e como estes donos não estão disponíveis a levar o animal à rua e a passear, não estão muitas vezes disponíveis a assumir os estragos no jardim e depois os animais acabam por ser entregues no canil. O período de férias é sempre aquele período onde as pessoas olham para o animal e fazem a contabilidade e, nesta mesma, muitas vezes analisam uma data de prejuízos e inconvenientes deste mesmo animal com a agravante de irem de férias e não quererem pagar um hotel para cães ou uma clínica e aí o destino do animal é o canil”.

Até ao momento registaram-se 296 adoções. Nos últimos quatro anos o número oscila entre as 400 e as 450, sendo considerável a vontade das pessoas para esta ação.

Só este ano foram abatidos 805 cães. De acordo com o responsável, há semanas que 40 a 50 animais são abatidos, sendo de destacar que, em apenas uma semana, já foram abatidos cerca de 100. Nesse sentido, Virgílio Oliveira faz um apelo à população, aconselhando “castrar os animais, não permitir a livre reprodução, pois os pequeninos são sempre muito interessantes, mas depois quando crescem vão parar aos canis e a dificuldade é maior, porque um animal quanto mais adulto mais requer, em termos de tempo, dos seus donos e muitas vezes as pessoas não estão alertadas para esta situação quando adquirem um cachorro”.

As principais dificuldades que o canil enfrenta são o número de animais que recebe e a falta de pessoas para adotar. Em cada quatro, um animal consegue arranjar um lar. O Canil Municipal de Ponta Delgada tem capacidade para 250 animais.

Fonte: Rádio Atlântida

6.9.12

Número de animais entregues no canil de Ponta Delgada aumentou 20% este Verão




Crise, falta de adaptação família/animal e redução do espaço disponível são principais factores apontados pelos donos

Há quem diga que gosta, mas que é demasiado grande, ou que vai mudar de casa, ou que com a crise já não tem dinheiro para o sustentar, ou que, afinal queria era um gato em vez de um cão, ou que até não sabia que era de uma raça potencialmente perigosa. Por estas e por muitas outras razões invocadas, as entregas de animais no Canil de Ponta Delgada aumentaram em 20%, enquanto que o número de abandonos decresceu. São menos os animais errantes e sem ninguém que lhes estenda a mão ou uma tigela de comida nas ruas da maior cidade açoriana, mas o facto é que, face a todas estas supostas “razões”, o número de abates, especialmente cães, semanalmente, já chega, em média, aos 40 animais. Semanalmente são doados 10 a 15 cães e gatos.

O Verão e as férias estão no fim. Que balanço é possível fazer-se ao nível do abandono de animais, tendo em conta ainda a tão badalada crise?
Ao contrário do que aconteceu nos últimos anos, temos assistido a mais entregas e menos abandonos. O número de capturas tem vindo a diminuir e notamos que as pessoas estão um pouco mais civilizadas e conscientes. No entanto, estamos a assistir a um aumento de casos de entregas ao canil municipal de Ponta Delgada, especialmente porque falamos de animais muito jovens, muitas vezes chegando ao cúmulo de chegarem animais que ainda nem são autónomos em termos de idade. Por uma razão ou por outra as pessoas entregam-nos aqui, ou abandonam-nos ao portão ou, até mesmo, atirá-los por cima do muro. Infelizmente, ainda se assiste a estas situações, e julgo que estas atitudes vêm de pessoas que não querem dar a cara. Inevitavelmente, o seu destino acaba por ser, na grande maioria das vezes, fatídico.

Estamos a falar de uma percentagem de entregas na ordem que quanto?
Ao nível das entregas, teremos cerca de mais 20% a mais do que nos anos anteriores.
As desculpas situam-se entre a mudança de casas para apartamentos e a redução de espaço disponível para ter os animais; a falta de adaptação e a crise. Também há quem venha trocar cães por gatos, ou até trocar um cão grande por um pequeno. Há de tudo. As raças perigosas também têm entrado com alguma abundância, uma vez que são animais que exigem algum dispêndio financeiro, nomeadamente o pagamento de seguros, alimentação específica, entre outras situações. Também a fiscalização sobre os donos aumentou e, para além disso, o facto de terem sido noticiados alguns casos de agressões que vitimaram algumas pessoas recentemente, tem também sido razão para algumas destas entregas, pela perda de confiança entre dono e animal ou até mesmo como forma de assegurar que os animais não serão perigosos para nenhum elemento do agregado familiar, nomeadamente quando existem crianças nestas casas.

Qual é, então, o destino destes animais?
Infelizmente é também o abate, tal como acontece com os que não são autónomos em termos de idade. Por semana estamos no Canil de Ponta Delgada a abater cerca de 40 animais, na sua grande maioria por estarem doentes ou velho ou então por serem demasiado novos para sobreviver ou pertencerem a raças ou cruzamentos de raças potencialmente perigosas.
No caso dos animais de raças que podem significar alguma perigosidade para os seres humanos, é sempre complicado conseguir a sua socialização. Por isso mesmo o destino acaba por ser sempre o abate.
Pela cadência normal deste Verão, os abates, semanalmente, atingem cerca de 40 animais. Não tanto pela lotação do canil, mas especialmente porque a política do canil tem sido a de realizar abates em animais que não têm qualquer potencial de adopção e não tanto por não termos espaço para os manter aqui.
Semanalmente temos cerca de 100 cães e 25 gatos. Essa é a nossa população média. Diariamente tanto podem dar entrada 20, como nenhum – o que acaba por ser um milagre. Doamos entre 10 a 15 por semana, muito embora haja alguns destes que acabam por voltar para o canil novamente, por motivos relacionados com a tal adaptação que não acontece.

BE/A quer mais centros de recolha licenciados

A Comissão Permanente de Economia reuniu no passado dia 24 de Julho a fim de apreciar e dar parecer sobre o Projecto de Resolução n.° 27/2012 - “Promoção do bem-estar animal e controlo das populações de animais errantes”, apresentado pelo Bloco de Esquerda, sendo que este documento visava, genericamente, recomendar ao Governo Regional a adopção de determinadas medidas no sentido da promoção do bem-estar animal e controlo das populações de animais errantes.
A iniciativa em apreciação defendia que “o quadro normativo legal em vigor sobre a protecção dos animais de companhia e a promoção do bem-estar animal, só por si, tem sido insuficiente para reduzir o número de animais de companhia errantes na Região Autónoma dos Açores, pelo que urge reunir medidas que o tornem consequente” e, segundo o BE, a implementação imediata de medidas justifica-se face à situação actual, da qual destaca: a existência de apenas um Centro de Recolha Oficial (CRO) devidamente licenciado na Região Autónoma dos Açores, o qual se situa em Ponta Delgada; a existência de vários municípios nos Açores que não têm veterinários municipais, os quais contribuem decisivamente para o cumprimento do quadro normativo legal inerente aos CRO.
 
Para além do mais, a iniciativa refere o registo de taxas de occisão superiores nos canis municipais que apresentam falta de condições para procederem a uma política de controlo reprodutivo dos animais recolhidos.
Assim, em concreto, para dar resposta ao quadro acima exposto, a iniciativa resolveu recomendar ao Governo Regional que “reforce o acompanhamento ao licenciamento dos centos de recolha oficiais, assegurando que são cumpridas as normas de saúde e bem-estar animal” e “promova uma política de não occisão dos animais errantes recolhidos nos centros de recolha oficiais, adoptando, nomeadamente, meios eficazes de controlo da reprodução” para além de promover e facilitar “a contratação de veterinários municipais”, prevendo ainda meios para que “os CRO detenham condições de alojamento adequadas e condições para a realização de tratamentos rnédico-veterinários, cumprindo, assim, as normas de saúde de bem-estar animal, bem como meios para que os CRO possam realizar a esterilização dos animais errantes recolhidos, em especial dos não reclamados nos prazos legais”.
 
Esta iniciativa legislativa salienta que o Governo regional deverá “promover a realização de campanhas de sensibilização pública e dos detentores de animais contra o abandono, assim como para a adopção responsável dos animais recolhidos nos CRO” e “preveja que os animais a cargo de associações de protecção dos animais ou de detentores em incapacidade económica possam aceder a tratamentos médico-veterinários, nomeadamente a prática de esterilização, a preços simbólicos, nos CRO”.
 
Outro dos pontos do documento apresentado refere que deve ser “facilitado o registo no SICAFE [Sistema de Identificação e Registo de Caninos e Felinos], por parte dos veterinários responsáveis pela colocação do chip nos animais.”

Autor: Ana Coelho
Correio dos Açores, 5 de Setembro de 2012


24.6.12

Câmara da Horta e o canicídeo


Abatidos devido a um erro de leitura


Durante o passado fim-de-semana no Encontro do Mundo Rural, enquanto as várias pessoas visitaram o nosso stand para conhecerem os nossos 4 patas e nos felicitarem pela existência de histórias com final feliz, de passeios, banhos, mimos, cães apadrinhados, cães adoptados, e que todos os nossos animais pareciam bem tratados e felizes, não obstante as dificuldades financeiras da Associação, algo tinha sucedido nas instalações do canil da AFAMA partilhadas com o Município da Horta - 7 animais estavam a ser abatidos por funcionários da Câmara, sem conhecimento da AFAMA, em total desrespeito pelos procedimentos legais em vigor, e sem que a AFAMA fosse consultada de tal ocorrência, 3 dos quais que se encontravam à guarda da AFAMA e os 4 restantes sem que o procedimento legal, referido no Decreto-Lei n.º 314/2003 de 17 de Dezembro, relativo à recolha, abate de animais de companhia, tenha sido cumprido.

É importante esclarecer que todas as câmaras municipais têm politicas de abate. Portanto o destino dos cães recolhidos por qualquer câmara, seja da rua, seja entregue pelos Humanos em quem eles confiam, é, em última instância, infelizmente, o abate.

Mas, a lei diz também que a câmara têm de guardar os animais durante um mínimo de 8 dias no canil municipal e publicar um edital, para que as associações protectoras dos animais, como a AFAMA, ou alguém (às vezes o dono, no caso de animais perdidos) possam recolher e salvar esses animais.

Aqui no Faial, devido a uma parceria criada aquando a construção do novo canil de Stª Bárbara, ficou definido que as instalações seriam divididas e que das 41 boxes existentes, duas seriam para a Câmara Municipal acolher os animais por eles recolhidos. Num sistema ideal, esses animais seriam avaliados pela AFAMA e os que fossem dóceis e tivessem hipóteses de adopção passariam a ser da responsabilidade da associação, os que tivessem sido maltratados pelos seus donos de tal maneira que não confiavam já em humano nenhum, que não permitiam por isso qualquer tipo de contacto, seguiriam os procedimentos da Câmara.

Durante os últimos anos, tal não tem acontecido.

O que tem acontecido é a Câmara deixar cada vez mais animais no canil, ocupando as duas boxes a que têm direito e muitas mais.

Durante todo este tempo, a AFAMA tem tratado dos seus animais e também dos que da Câmara, tanto dos dóceis como dos agressivos, sendo que alguns dos animais da Câmara foram adoptados encontrando-se muito felizes nas suas novas casas.

No último ano, devido a uma dinamização pela parte da AFAMA, mais e mais voluntários começaram a ir ao canil, criando laços com os animais e levando amigos e familiares de todas as idades ao canil. Como podem imaginar, tornou-se preocupante para nós termos animais agressivos no canil. Se alguém fosse mordido, todo este trabalho perderia a credibilidade, motivo pelo qual a AFAMA contactou a Câmara, para que estes animais irrecuperáveis (pelo menos para a realidade Faialense), seguissem o procedimento legal. A CMH da Horta foi notificada por email de quais eram esses animais.

Ontem, em reunião com a Divisão do Ambiente da CMH, esta admitiu que este email foi mal interpretado e como consequência ocorreu um acto de pura crueldade que levou à morte de quatro animais ainda não avaliados pela AFAMA e de três dos nossos companheiros - Goldie, Lobo e Laika - outrora salvos pela AFAMA, e a quem a possibilidade de adoção ou apadrinhamento, foi cruelmente retirada, sendo desrespeitados todos os seus direitos.

É de luto que se encontra o nosso canil e é publicamente que a AFAMA manifesta a perda de confiança na autarquia e nos seus responsáveis, tendo em conta que, os princípios orientadores desta associação, de garantia da salvaguarda dos animais e de apenas realizar por parte dos municípios o abate como fim último, não se coadunam com este tipo de actuações.

Estamos disponíveis para mais esclarecimentos