17.7.10

Praça de Touros gera polémica na ilha do Pico




A intenção de instalação, na ilha do Pico, de uma praça de touros num local onde existia uma pista de patinagem está a gerar polémica. A ideia já foi contestada por um representante da Associação de Patinagem do Pico. Ricardo Ávila, em nome de um grupo de cidadãos refere que “como amantes da nossa Terra e dos seres que nela habitam, vimos manifestar a nossa solidariedade à Associação de Patinagem do Pico”. Por outro lado, pretende-se “declarar o nosso repúdio pelo desprezo a que é votada a educação da nossa juventude em favor da aposta num negócio que não cria riqueza, está associado à tortura animal e só vive à custa do mau uso dos dinheiros públicos”. “Não é preciso ser-se muito inteligente nem viajar muito por esse mundo fora para perceber que a tourada é uma prática com poucos adeptos, sendo repudiada pelos cidadãos dos países verdadeiramente desenvolvidos” - refere-se na nota enviada para a comunicação social. Sandra Marçal, de Sintra, manifesta também a sua solidariedade à Associação de Patinagem do Pico. A patinagem é uma actividade desportiva com grandes tradições na ilha do Pico e tem gerado atletas de alto nível que têm sido aproveitados para a competição a nível regional, bem como nacional. As touradas são uma tradição com expressão apenas em algumas ilhas dos Açores. É na ilha Terceira que a tauromaquia tem mais dimensão nos Açores, embora haja pontualmente touradas em ilhas sem tradição, como é o caso de São Miguel• jam
Açoriano Oriental 18 de Julho de 2010

16.7.10

No Pico Praça de Touros sobre Pista de Patinagem




No Pico instala-se uma praça de touros sobre uma pista de patinagem. Este é um crime que como todos os outros não terá castigo (?), por isso temos que mostrar ao mundo que nas chamadas ilhas paradisíacas a civilização retrocede.
Por favor, não fique indiferente, envie um mail de protesto ao presidente da Câmara da Madalena, mande cópia para os jornais da sua região e divulgue o mail que puder.

Envie para: geral@cm-madalena.pt


Exmo Senhor
Presidente da Câmara Municipal da Madalena

Através de uma reportagem transmitida pela RTP/Açores tomámos conhecimento da instalação de uma praça de touros sobre instalações desportivas, nomeadamente numa pista de patinagem como foi devidamente contestado por um representante da Associação de Patinagem do Pico
Como cidadãos amantes da nossa Terra e dos seres que nela habitam, vimos manifestar a nossa solidariedade à Associação de Patinagem do Pico e declarar o nosso repúdio pelo desprezo a que é votada a educação da nossa juventude em favor da aposta num negócio que não cria riqueza, está associado à tortura animal e só vive à custa do mau uso dos dinheiros públicos.

Cumprimentos
(nome)
(localidade)


Foto: http://www.radiopico.com/index.php?n=noticias&menu=noticias&id_noticia=11349&incl=componentes/noticias/index.php

No Pico Praça de Touros sobre Pista de Patinagem


No Pico instala-se uma praça de touros sobre uma pista de patinagem. Este é um crime que como todos os outros não terá castigo(?)por isso temos que mostrar ao mundo que nas chamadas ilhas paradisíacas a civilização retrocede.

A juventude (a região) merecia melhores políticos. A nossa solidariedade para com a Associação de Patinagem da ilha do Pico.

O futuro da Região não será sorridente, quando se troca o desporto e a formação da juventude por um negócio associado à tortura animal que só consegue sobreviver à custa do erário público.
JB

14.7.10

A FRAUDE DO APOIO AO TURISMO ATRAVÉS DAS TOURADAS



Os apoios ao turismo da Secretaria Regional de Economia no primeiro semestre de 2010 (Correio dos Açores, 10 julho) incluem 3.500€ de apoio às touradas:

4ª tourada à corda - Casa do pessoal da RTP: 3.500 €

12.7.10

Touradas tiram audiência à TVI



Seria interessante estudar o contributo das touradas para o facto da RTP-Açores ter audiências diminutas.

11.7.10

O Jornal Vida Nova (1908-1912) e a Protecção dos Animais


O Jornal Vida Nova, “órgão do operariado micaelense”, publicou-se, em Ponta Delgada, entre 1908 e 1912, tendo como director e proprietário Francisco Soares Silva e como administrador António da Costa Mello.

A protecção dos animais, preocupação a que algumas correntes anarquistas são sensíveis, foi uma das temáticas que foi tratada nas páginas do Vida Nova, através do seu colaborador João H. Anglin.

Dada a actualidade do teor de um texto, do autor mencionado, publicado no número 48 do mencionado jornal, datado de 15 de Agosto de 1910, abaixo transcrevemos um longo excerto:

“Uma das mais manifestas provas da ignorância do nosso povo é a feroz brutalidade que usa com os pobres animais que na maioria dos casos lhe são um valioso auxílio na luta quotidiana pela vida.

Esses repugnantes espectáculos que diariamente se repetem nas ruas desta cidade nada atestam a favor da nossa boa terra, antes a desconceituam aos olhos dos estrangeiros que nos visitam os quais nos terão na conta de brutos a julgar por estas cenas bárbaras de que são vitimas os pobres animais indefesos.

Com isto não queremos dizer que o povo seja mau, porque de há muito está provado que não há homens maus. O que há apenas é a crassa ignorância, por cuja perpétua conservação tanto se empenham os políticos e governantes”.

Ainda no mesmo texto, João H. Anglin fala na necessidade do aparecimento de Sociedades Protectoras de Animais para acabar com todas as atrocidades e refere-se ao facto de alguém já ter tentado criar uma e ao que lhe parece já estarem redigidos os respectivos estatutos.

No número 51 do Vida Nova, de 15 de Outubro de 1910, surge a informação da realização, em breve, sessões para a elaboração e discussão de estatutos para uma Sociedade Protectora de Animais e apresenta António José de Vasconcellos, como a pessoa que iria ser convidada para presidir à instituição.

Naquela altura, 1910, a preocupação principal era para com os animais usados como auxiliares dos homens no seu trabalho, como poderemos deduzir através da leitura de outro excerto do texto do autor referido acima: “…era bom que alguma coisa se fizesse no sentido de melhorar a sorte desses pobres seres que tantos serviços prestam ao homem e que em recompensa recebem forte pancadaria quando porventura se encontram impossibilitados de trabalhar tanto quanto os seus donos exigem”.

Teófilo Braga

São Miguel, 9 de Julho de 2010

10.7.10

A Sociedade Protectora dos Animais de Angra do Heroísmo


Foto do início da década de 70 do século XX


Aos 22 dias do mês de Maio de 1911, foi criada em Angra do Heroísmo a SPAAH - Sociedade Protectora dos Animais de Angra do Heroísmo, instituição que tinha por fim, de acordo como art. 1 dos seus estatutos, “proteger dos maus tratos todos os animais não considerados daninhos… e animar o exercício da caridade para com os animais, estabelecendo para isso prémios e recompensas sempre que permitam os recursos da sociedade”.
E quem era o publico alvo dos prémios e recompensas referidos?
A leitura do artigo 11º é esclarecedora quando menciona que poderão recebê-los lavradores, pastores, cocheiros, carroceiros e quaisquer outras pessoas cuja conduta para com os animais ia ao encontro aos fins da SPAAH.
Curioso é conhecermos o que consideravam os estatutos mais tratos. Abaixo, transcrevemos o que consta do artigo 32º:
1- Ferir, espancar, aguilhoar violentamente e usar de violências reprovadas para com os animais;
2- Oprimi-los com trabalho ou cargas superiores às suas forças;
3- Privá-los de alimentação e dos cuidados ordinários quer na saúde quer na doença;
4- Expô-los ao frio ou ao calor excessivo, sem reconhecida necessidade;
5- Fazer trabalhar os animais feridos, estropiados ou aleijados e pôr os arreios sobre as feridas;
6- Obrigá-los a uma fadiga excessiva sem o indispensável descanso;
7- Fazê-los levantar do chão à força de pancadas, quando caem extenuados pelo peso da carga;
8- Abandoná-los quando estropiados ou doentes;
9- Abatê-los por meios que não produzem a morte instantânea.
Com a mecanização de toda a vida, alguns dos maus tratos mencionados, por recaírem sobre animais usados no transporte de cargas diversas, já não estarão na ordem do dia. Hoje, para além de casos de pura malvadez, os principais problemas serão o abandono de animais de companhia, o tratamento “desumano” a que é submetido o gado bovino, nomeadamente quando é forçado a conviver com lama até aos “joelhos” e a tortura a que é submetido o gado bravo nas touradas de praça, etc.
Relativamente às touradas, nos estatutos da SPAAH, não há qualquer menção, o que não deixa de ser curioso e ainda hoje acontece, isto é, para a maioria das associações defensoras dos animais, os alvos da sua acção são apenas os cães e os gatos. O que é, quanto a nós, uma discriminação que não faz qualquer sentido.

Teófilo Braga

São Miguel, 8 de Julho de 2010

9.7.10

BOAS FÉRIAS PARA SI E PARA OS SEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO



Aproximam-se as férias de Verão e com elas, todos os anos, o aumento do abandono dos animais de estimação. Isto acontece porque ao adquirir um animal de estimação não se pensou devidamente que tal é um compromisso que se assume para o resto da vida do animal.
Para evitar o abandono de animais, que é uma forma desumana e cruel de os tratar, o GBEA- Grupo pelo Bem-estar Animal dos Amigos dos Açores apela para que, ao mesmo tempo que faça umas férias felizes, não as transforme em pesadelo para os seus animais de estimação.
Assim, se não puder levar o seu animal consigo, opte por uma (haverá outras) das seguintes soluções para o seu tratamento:
- Peça a ajuda aos seus familiares ou amigos;
- Solicite os serviços de particulares ou de empresas que prestam apoio ao domicílio;
- Recorra aos serviços de hotéis para animais ou a clínicas veterinárias que ficam com os animais durante as ausências dos seus donos.

Açores, 9 de Julho de 2010