24.10.11

Este ano salve um cagarro




O cagarro é uma ave oceânica que vem a terra apenas durante a época de reprodução. Este período decorre entre Março e Outubro altura em que as crias já suficientemente desenvolvidas partem com os seus progenitores em direcção ao mar, dispersando-se pelo Oceano Atlântico e regressando apenas no próximo ano.

A sua partida realiza-se de noite e muitas delas são atraídas pelas luzes das nossas vilas e cidades, acabando por cair em terra e sendo-lhes neste caso impossível voltar a levantar voo se não forem ajudadas.

Sendo os Açores uma das zonas mais importantes no que respeita à reprodução dos cagarros é muito importante que um máximo de aves seja salva para que o nível populacional da espécie se mantenha.

Se encontrar durante o dia um cagarro devolva-o ao mar. Se o encontrar à noite recolha-o, de preferência numa caixa fechada (de papelão), não tente alimentá-lo e devolva-o ao mar logo na manhã seguinte.

20.10.11

Humanidade

"Quando reagimos ao sofrimento dos animais, este sentimento fala profundamente de nós, mesmo que o tentemos ignorar. E aqueles que consideram o amor e o respeito pelos outros seres como mero sentimentalismo, não percebem a parte boa e importante da nossa Humanidade."

4.10.11

No Dia do Animal



NO DIA DOS ANIMAIS

“É o modelo actual de produção e consumo o responsável pela violação dos direitos humanos e ambientais da maior parte da humanidade, sendo também responsável pelo sofrimento infligido aos animais.
Consideramos que é fundamental o respeito do homem para com os restantes animais domésticos e selvagens, assim é imprescindível promover uma educação, cultura e legislação que garantam os direitos dos animais.”
(Princípios do CAES)

Hoje, 4 de Outubro, dia em que se comemora o Dia Dos Animais, enquanto alguns animais (muito poucos) são respeitados, a esmagadora maioria continua a ser, mesmo legalmente, alvo de tratamento desumano e até cruel, nas mais diversas actividades humanas, como na pecuária, em nome da ciência, da educação, do divertimento, etc.
Neste dia, em que algumas entidades, mesmo as que mantêm uma prática contínua errada em relação aos animais, como os denominados centros de recolha/canis, vão promover campanhas de sensibilização e de adopção animais domésticos, nomeadamente cães e gatos, vimos reafirmar a nossa repulsa pelo especismo, isto é, na nossa luta em defesa dos direitos dos animais não damos preferência a uns (domésticos) em detrimento de outros (selvagens), não optamos pelos cães em desfavor dos touros, sejam “bravos” ou “mansos”, etc.
Quando apelamos à defesa dos animais, não estamos a ignorar os humanos. Pelo contrário, estamos bastante preocupados com as dificuldades cada vez maiores por que passam as pessoas e consideramos que as causas dos problemas são as mesmas. Sempre que os lucros de uns poucos ficam comprometidos, a conservação do ambiente, o respeito pela natureza, a qualidade de vida das pessoas e o bem-estar dos animais são ignorados.
A alteração da situação actual só poderá ser alcançada se formos capazes de constituir um forte movimento social que una todas as pessoas que pretendem alterar o actual estado em que todos nós vivemos.
No caso da defesa dos direitos dos animais, bem como noutras causas, ninguém poderá ficar indiferente nem inactivo. Como muito bem disse o pacifista Elie Wiesel “a neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio ajuda o torturador, nunca o torturado”.
Para uma defesa dos animais consequente, nos Açores, é urgente que as pessoas que já estão a trabalhar, em diversas organizações ou a nível individual, para além de trabalharem para o envolvimento de outras mais, sejam capazes de ultrapassar as diferenças e que passem a cooperar.
Para além da união fazer a força, como disse Gandhi, se todos nós acreditarmos no que estamos a fazer acabaremos por vencer.

Açores, 4 de Outubro de 2011

Colectivo Açoriano de Ecologia Social
(http://terralivreacores.blogspot.com/)

2.10.11

Pombo torcaz?


Havia caído de um ninho que não foi encontrado. Está a ser alimentado por mim desde o dia 22 de Setembro e vou fazê-lo até à sua devolução ao seu habitat.

Embora não possa confirmar, parace-me um pombo torcaz.

T.

"Os animais pedem-nos compaixão. Pedem para ser tratados com a dignidade de companheiros seres vivos" (Marc Bekoff)

30.9.11

Vamos ajudar a salvar cagarros!

Vamos participar, nos próximos dois meses, activamente na protecção e salvação do cagarro!

Aqui vão alguns documentos sobre a espécie/campanha em sua defesa.


Texto do Grupo de Ecologistas de Santa Maria (1984)


Texto de Miguel de Figueiredo Corte-Real (1988)


Texto da responsabilidade do Núcleo de Ornitologia dos Amigos da Terra Açores (1989)


Publicidade da Direcção Regional do Ambiente (1997)

BioÉtica ambiental e animal

29.9.11

Petição Tauromaquia a Património Cultural Imaterial da Humanidade NÃO



Para:Presidente da Comissão Nacional da UNESCO em PortugalExmo. Senhor Dr. Fernando Andresen Guimarães,
Digníssimo Presidente da Comissão Nacional da UNESCO em Portugal,

Excelência,

Tive conhecimento de que o lobby tauromáquico português estaria a preparar uma candidatura para elevar a tauromaquia a Património Cultural Imaterial da Humanidade, notícia que me indignou e me levou a escrever a V. Exa. Sei que Portugal ratificou em 2008 a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, e que esta considera, enquanto Património Cultural Imaterial, “as práticas, representações, expressões, conhecimentos e aptidões – bem como os instrumentos, objectos, artefactos e espaços culturais que lhes estão associados – que as comunidades, os grupos e, sendo o caso, os indivíduos reconheçam como fazendo parte integrante do seu património cultural”, mas também sei que a tauromaquia (pese embora seja um fenómeno ligado à cultura local de algumas regiões) é uma actividade repudiada pela maioria da população portuguesa, devido ao seu carácter extremamente chocante e cruel. Não tenho dúvidas de que V. Ex.as, ao avaliarem as actividades concorrentes à categoria de Património Cultural Imaterial da Humanidade, têm em especial atenção a sua relevância para o engrandecimento moral da Humanidade e, por essa razão, é minha crença que não aprovarão a candidatura a que me refiro nesta mensagem.

Mais informo V. Exa. - apenas a título de exemplo – de que um extenso estudo elaborado em 2007 pelo CIES-ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (http://www.animal.org.pt/pdf/Valores_e_Atitudes_face_a_Proteccao_dos_Animais_em_Portugal.pdf ), demonstrou claramente que a maioria dos portugueses não só rejeita a tauromaquia, como também quer as touradas proibidas por lei em Portugal.

Cada vez mais as sociedades modernas evoluem no sentido de respeitarem e considerarem os interesses e as características dos outros animais e do próprio Planeta, e é do entendimento geral que não é moralmente justificável provocar danos à integridade de animais para meros fins de entretenimento.

Assim, venho humildemente pedir a V. Exa. se digne transmitir esta minha mensagem a S. Exa. a Directora-Geral da Secção de Património Intangível da UNESCO, pedindo-lhe que a tenha em consideração se tiver que tomar uma decisão a este respeito. Confio que S. Exa. e o respectivo Comité tomarão a decisão certa - aquela que vai no caminho da justiça e da evolução moral e social da Humanidade.

Muito respeitosamente,
de V. Exa,


Os signatários

Assine aqui: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N14706